As principais causas de Doenças Cardiovasculares

As principais causas de Doenças Cardiovasculares

Conheça as 7 principais causas deste tipo de doenças.

As doenças cardiovasculares continuam a ser uma das principais causas de morte entre a população portuguesa. Para inverter a tendência deve conhecer os fatores de risco e evitá-los.

As doenças cardiovasculares ocupam um papel de destaque, mas pelas piores razões, já que são a principal causa de morte e incapacidade a nível mundial. Só em Portugal é responsável por cerca de 40% dos óbitos registados. 

Por doenças cardiovasculares entende-se o conjunto de doenças do coração e vasos sanguíneos, como o Enfarte Agudo do Miocárdio (mais conhecido como ataque cardíaco) ou o Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Estas doenças estão associadas a uma série de fatores de risco, que podem ser a hereditariedade, o sexo ou até a idade. Além destes, há ainda que considerar os fatores de risco individuais (como certos comportamentos, o estilo de vida ou os medicamentos, por exemplo) que podem – também eles – contribuir para o aumento do risco de vir a sofrer deste tipo de doenças. Embora nem sempre seja possível prever ou evitar, há alguns cuidados que pode ter na sua rotina diária, basta para isso que conheça as principais causas (ou fatores de risco) das doenças cardiovasculares e corrija alguns comportamentos. 

7 Causas doenças cardiovasculares


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1. Tabagismo 


Segundo a União Europeia é uma das mais importantes, por estar associado a pelo menos cerca de 50% das causas de morte evitáveis (como a aterosclerose). Mas pode também ter um efeito direto sobre o risco de sofrer de doenças cardiovasculares, já que o tabaco não só aumenta a frequência cardíaca, como contrai as artérias (e pode causar irregularidades nos batimentos cardíacos) e aumenta a pressão sanguínea (aumentado o risco de AVC em pessoas hipertensas). 

Mais. Além dos efeitos nocivos do tabaco (que são cumulativos), o risco dos fumadores sofrerem enfartes do miocárdio (por exemplo) é diretamente proporcional ao consumo diário de tabaco. O fumo do tabaco pode aumentar em 40% o risco de doenças cardiovasculares, nomeadamente, Angina de Peito, Enfarte do Miocárdio e Doença Arterial Periférica ou risco de Acidente Vascular Cerebral.

2. Hipertensão arterial 


É outra das causas associadas ao risco de doenças cardiovasculares. Pessoas com hipertensão arterial são mais propensas a sofrer deste tipo de problemas, em particular de AVC. 

3. Obesidade e Diabetes


Surgem em conjunto porque uma pode potenciar a outra. É importante que tenha noção que o excesso de peso aumenta os riscos de um acidente vascular cerebral ou o desenvolvimento de uma outra doença cardiovascular (ainda que não se verifiquem outros fatores de risco). Os especialistas alertam - em particular - para os perigos da chamada obesidade abdominal (que se caracteriza por um excesso de gordura na região abdominal), que pode amplificar o risco de desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares.

4. Hipercolesterolemia


Verifica-se quando os valores do colesterol no sangue são superiores aos recomendados, podendo por isso aumentar o risco de problemas cardiovasculares. 
No entanto, saiba que existem dois tipos de colesterol: o dito “mau colesterol” (colesterol LDL - Low Density Lipoproteins, que em quantidade excessiva e ao circular livremente no sangue se torna nocivo e se acumula nas paredes dos vasos arteriais) e o “bom colesterol” (colesterol HDL - High Density Lipoproteins, que transporta o excesso de colesterol da parede dos vasos sanguíneos até ao fígado para ser eliminado). Tanto o excesso de “mau colesterol”, como a falta de “bom colesterol”, podem contribuir para aumentar o risco de doenças cardiovasculares. 

5. Sedentarismo 


O sedentarismo é também reconhecido como um fator de risco e abrange grande parte da população (de várias faixas etárias). Além de poder estar na origem de doenças cardiovasculares ainda pode potenciar outros fatores de risco (causadores) destas doenças, como hipertensão arterial, a obesidade, a diabetes ou a hipercolesterolemia (mencionados anteriormente).

6. Maus hábitos alimentares 


São bem conhecidos os benefícios de uma alimentação cuidada e regrada e agora pode juntar mais um. Se fizer uma alimentação saudável está a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. E, como tal, uma alimentação desequilibrada tem o efeito contrário. Portanto, comece já hoje a reduzir o excesso de sal, as gorduras, o álcool e os açúcares e inclua legumes, vegetais e frutos frescos, por exemplo, na sua rotina alimentar. 

7. Stress excessivo


O último (mas não menos importante). O stress faz parte da vida atual e, como se sabe, pode ser bastante prejudicial para a sua saúde. Entre os seus perigos constam também as doenças cardiovasculares. 


Para evitar possíveis problemas, é fundamental que faça um rastreio e diagnóstico médico, de forma a avaliar o risco de poder (eventualmente) sofrer de uma doença cardiovascular. O acompanhamento médico pode fazer toda a diferença e um diagnóstico precoce pode prevenir o aparecimento (e/ou agravamento) das doenças cardiovasculares. 


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