Suporte Básico de Vida: saiba como pode salvar uma vida

O Suporte Básico de Vida surge como um conjunto de técnicas e procedimentos básicos com o objetivo de restabelecer a vida da vítima e prevenir complicações.

Suporte Básico de Vida: saiba como pode salvar uma vida
Aprenda como fazer a diferença perante uma vítima

Intervir no salvamento de uma vida envolve um conjunto de etapas em que cada uma delas tem um papel fulcral na sobrevivência da vítima.

Desta forma, surge o Suporte Básico de Vida (SBV), como um conjunto de medidas e procedimentos técnicos utilizados para restabelecer a vida de uma vítima em paragem cardiorrespiratória, sem recurso a equipamentos específicos, tendo como objetivos principais a manutenção da vida e o ganho de tempo até à chegada da ajuda especializada.

Existem diversas causas de paragem cardiorrespiratória (PCR), no entanto as mais frequentes são: obstrução da via aérea por corpo estranho, afogamento, eletrocussão (choque elétrico) e traumatismo craniano.

O SBV é vital até à chegada do Suporte Avançado de Vida (SAV), pelo que já é comprovado que um rápido SBV proporciona até 60% de hipótese de sobrevivência.

Suporte básico de vida: 4 etapas essenciais a ter em conta


Intervir para salvar uma vida envolve uma sequência de etapas, todas de igual importância e determinantes para a sobrevivência.

1. Avaliação inicial

avaliação inicial

Verificar se existem as condições de segurança para se poder atuar, garantindo que não existe perigo para si, para a vítima ou para terceiros (exemplos de perigos possíveis: tráfego, eletricidade, gás, animais, etc.) e avaliar o estado de consciência da vítima, isto é, se ela responde a estímulos auditivos, táteis ou dolorosos;

2. Reconhecimento precoce e realização de um pedido de ajuda

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Os serviços de urgência devem ser chamados de imediato, principalmente no caso de uma vítima em paragem cardiorrespiratória. O número universal de emergência nos países da união europeia é o 112.

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Se a vitima for uma criança ou um indivíduo de qualquer idade que tenha sido vítima de afogamento, só deve ligar para o 112 após 1 minuto de suporte básico de vida.

Da informação a transmitir aos profissionais que atendem o número 112 deve constar o seguinte:

  • O tipo de situação (doença, acidente, etc.);
  • O número de telefone do qual está a ligar;
  • A localização exata e, sempre que possível com a indicação de pontos de referência;
  • O número, sexo e a idade aparente da(s) pessoa(s) a necessitar de socorro;
  • As queixas principais e as alterações que consegue observar e a existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, por exemplo, libertação de gases, perigo de incêndio, etc.

3. Permeabilização das vias aéreas respiratórias

posição lateral de segurança

A queda da língua pode obstruir, numa vítima inconsciente, a via aérea.

Devemos verificar se existe algum objeto a obstruir a via aérea e remove-lo, em seguida realizar extensão da cabeça e elevação do queixo, exceto em vitimas de trauma por suspeita de traumatismo da coluna. Esta manobra vai fazer deslocar a língua para a frente.

No caso de a vitima estar inconsciente, mas verificamos que está a respirar e apresenta pulso, e não suspeitamos que sofreu trauma, devemos de colocá-la em Posição Lateral de Segurança.

Basicamente consiste em colocar a vitima de lado, prevenindo a aspiração de vómito e garantindo que a queda da língua não impede a passagem de ar para os pulmões.

4. Paragem cardiorrespiratória

paragem cardiorespiratória

Se ocorrer uma PCR (o coração parou de trabalhar) deve de iniciar de imediato compressões no tórax, estas ajudam a manter o fluxo de sangue para o coração, cérebro e outros órgãos vitais.

Deve realizar em seguida ventilações com ar expirado, na impossibilidade de utilizar um adjuvante da via aérea, por exemplo a máscara de bolso ou um insuflador manual, a ventilação “boca-a-boca” é uma maneira rápida e eficaz de fornecer oxigénio à vítima, pois o ar exalado pelo reanimador contém aproximadamente 17% de oxigénio e 4% de dióxido de carbono, o que é suficiente para suprir as necessidades da vítima.

Se não se sentir capaz ou sentir relutância em fazer ventilações, faça apenas compressões torácicas.

Existem algumas particularidades no Suporte Básico de Vida, sendo de extrema importância a formação nesta área antes de atuar. Por exemplo, no adulto a proporção de compressões torácicas/insuflações é de 30 compressões para 2 insuflações, a uma frequência de 100 compressões por minuto, não devendo ultrapassar as 120 compressões/minuto, na criança essa proporção só é mantida se só existir um reanimador, no caso de dois reanimadores deverá se realizar 15 compressões para 2 ventilações.

Há que salientar também que, no SBV existem diferenças entre bebés, crianças e adultos,sendo que nos bebés usam-se dois dedos para se fazer a compressão, nas crianças utiliza-se uma mão para se fazer a compressão e nos adultos as duas mãos. A semelhança é o processo de insuflação que é idêntico.

Nota Final


Em qualquer situação, mesmo no caso de aparente recuperação total, a vítima deve ser enviada ao Hospital, sendo considerada uma situação grave, com caráter de transporte urgente. Uma reanimação básica de qualidade amplia grandemente as hipóteses de sobrevivência da vítima.

Após iniciarmos as manobras de Suporte Básico de Vida devemos de parar apenas nas seguintes situações: na chegada da ajuda diferenciada (SAV); se o reanimador estiver fisicamente exausto ou se a vítima recuperar sinais vitais.

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