Obesidade: uma doença mortal

Obesidade: uma doença mortal

Desengane-se: gordura não é formosura.

A OMS considera a obesidade a epidemia do século XXI e são 1500 os portugueses que, por ano, pedem a vida por doença derivadas da condição.

Sobre a obesidade, o dicionário diz “excesso de peso” mas é muito mais do que isso: é uma sentença de morte. Não será hoje, pode não ser amanhã, mas será, com toda a certeza, antes do  seu tempo. Apesar disto, porque o corpo humano é uma máquina muito funcional, a obesidade é reversível e, assim que começar a perder os quilos a mais, vai notar alterações significativas na sua qualidade de vida.

Como saberá, a obesidade deve-se a um consumo excessivo de calorias, ou seja, quando aquilo que ingere é superior à quantidade que o seu organismo precisa para se manter e funcionar. A forma de a resolver passa por uma redução equilibrada do número de calorias que ingere, sendo necessário para isso, cortar na quantidade de comida que come, aliada ao exercício físico regular. 

É mais fácil dizer do que falar, porém, tenha consciência que se não inverter a espiral de destruição em que vive, a sua vida vai terminar muito antes do previsto. Se acha que não consegue sozinho, contacte o seu médico assistente ou um nutricionista para que juntos vençam esta corrida contra a morte.
 

Como saber se sofre de obesidade?


Toma nota:
O IMC é uma forma simples e eficaz de perceber se o seu peso é o ideal. Faça o teste agora.

Antes de avançar, importa saber se está em situação de risco. Para isso, só precisa de calcula o índice de massa corporal (IMC), para perceber se tem excesso ou défice de peso.

Como fazer? Basta dividir o seu peso (kg) pela altura ao quadrado (cm). Assim, considerando uma pessoa que meça 173 cm e pese 98 kg, o cálculo deve ser feito da seguinte forma:

= 98 ÷ (1,73 x 1,73) 
= 98 ÷ 2,9929
= 32,74

De acordo com a tabela de IMC esta pessoa está, claramente, com excesso de peso, com um índice de 32,74, o que a posiciona na classificação de obesidade grau I. Pode fazer aqui o seu cálculo de IMC.

Para além disto, tenha muita atenção ao seu perímetro abdominal! Ainda que o seu IMC esteja dentro de valores normais, a sua cintura não pode ultrapassar os 88 cm, no caso das mulheres, e os 100 cm, no caso dos homens porque tem mais risco de sofrer de problemas cardíacos  relacionados com hipertensão, colesterol elevado e diabetes.
 

Causas da obesidade



O excesso de peso e gordura resulta de outro excesso, o de calorias. Ao consumir mais do que aquilo que precisa, ou seja, ao consumir mais energia do que aquela que dispende, a gordura acumula-se no organismo.

Uma vida sedentária, com muito pouco ou nenhum exercício físico é o combustível perfeito para a obesidade. Tenha presente que, diariamente, o corpo precisa de, no mínimo, 30 minutos de exercício intenso, a cada dia. Não há como fugir a isto.

Há estudos que comprovam que existe uma predisposição genética para a obesidade, por exemplo, filhos de pais obesos têm mais riscos de obesidade. Porém, este não pode ser um dado adquirido! Com uma alimentação equilibrada e exercício fisico regular é possível inverter o quadro.
 

Consequências da obesidade


 
O excesso de peso e o sedentarismo, sem ainda chegar a valores de obesidade de grau I, II ou obesidade mórbida são a causa de muitas problemas de saúde, nomeadamente:
 
  • Hipertensão arterial;
  • Arteriosclerose;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Angina de peito;
  • Hiperlipidémia;
  • Alterações de tolerância à glicose;
  • Diabetes tipo 2;
  • Gota;
  • Dispneia;
  • Fadiga;
  • Síndroma de insuficiência respiratória do obeso;
  • Apneia de sono;
  • Embolismo pulmonar;
  • Esteatose hepática;
  • Litíase vesicular;
  • Cancro do cólon;
  • Infertilidade;
  • Amenorreia;
  • Incontinência urinária;
  • Hiperplasia;
  • Cancro do endométrio;
  • Cancro da mama;
  • Cancro da próstata;
  • Hipogonadismo, hipotalâmico e hirsutismo;
  • Osteartroses;
  • Insuficiência venosa crónica;
  • Risco anestésico;
  • Hérnias;
  • Propensão a quedas;
  • Degenerações das articulações (coluna, quadril, joelhos e tornozelos);
  • Fungos e infeções de pele;
  • Mobilidade reduzida;
  • Depressão;
  • Baixa autoestima;
 

Como tratar a obesidade?



Já dissemos várias vezes no Vida Ativa que somos aquilo que comemos e assim é. O tratamento da obesidade começa em casa apostando na prevenção deste tenra idade, com uma alimentação equilibrada, respeitando as doses recomendadas na Roda dos Alimentos, sem esquecer, o exercício diário. Uma vida saudável é a certeza de menos problemas de saúde, logo, uma esperança média de vida maior.

 

Já fez tudo para emagrecer mas não consegue?



Então, é possível que esteja a fazer uma ou várias coisas erradas. É por isso que, pelo menos, em casos de obesidade de grau I, grau II ou obesidade mórbida, seja acompanhado por um profissional de saúde.
 
Calcule aqui o seu IMC



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