Tudo sobre a linfocitose

Tudo sobre a linfocitose

Saiba o que é a linfocitose e quais são as suas causas.

O aumento de linfócitos no sangue tem o nome de linfocitose. Essa situação pode surgir como consequência de várias doenças e tem efeitos no organismo.

O sistema imunitário do corpo humano é o que o defende dos agressores externos que possam deixá-lo debilitado e suscetível a apanhar várias doenças.

Os linfócitos são parte integrante deste sistema, representando entre 20 a 30% do total de leucócitos presentes na corrente sanguínea, ou seja, existem entre 1000 a 4000 linfócitos por cada mililitro de sangue.

Contudo, há várias situações que podem provocar alterações no número de linfócitos no sangue e aí distinguem-se duas situações: a linfocitopenia (quantidade de linfócitos abaixo do normal) ou a linfocitose (quantidade de linfócitos acima do normal).

LINFOCITOSE: O QUE É?



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A avaliação da quantidade de linfócitos no sangue é feita através de um hemograma, ou seja, uma análise ao sangue. Se os valores forem mais altos do que o intervalo suposto, estamos perante uma linfocitose.

Entre sexos e etnias os valores normais não alteram, mas relativamente às idades surgem diferenças. Enquanto nos adultos os valores são considerados altos quando a contagem absoluta de linfócitos é superior aos 4000 por mililitro, em crianças é diferente. Nas mais velhas é quando passa os 7000 por mililitro e em crianças mais novas apenas quando é mais alta do que os 9000 por mililitro.
 


CAUSAS DA LINFOCITOSE


A linfocitose em si não é uma doença, mas sim uma das formas de uma doença se manifestar. Por isso a forma de ser resolvida passa por curar a doença que lhe está a dar origem.

Há situações que podem provocar alterações temporárias no número de linfócitos no sangue, mas são alterações não preocupantes porque depois os valores regressam ao normal passado esse efeito.

É disso exemplo a prática de exercício físico, momentos de stress muito intenso, injeções de adrenalina ou vacinas. Estas alterações à partida, não exigem cuidados específicos.

Além destas situações, há várias doenças que exigem uma maior atenção. No caso de uma linfocisotse policlonal ou reativa, as alterações dos linfócitos acontecem mas sem afetar a medula. As causas prendem-se com processo inflamatórios ou infeciosos, como por exemplo:
 
  • Hepatite
  • Tuberculose
  • Toxoplasmose
  • Herpes
  • Gripe
  • Rubéola
  • Doenças autoimunes
  • Inflamações crónicas como doenças de crohn
  • Intoxicações com substâncias como chumbo ou benzol
  • Mononucleose
 
No caso de uma linfocitose monoclonal ou primária, a doença que lhe dá origem é proliferativa, ou seja, é uma situação com tendência a agravar-se e deve ser acompanhada de perto. Exemplos disso são:
 
  • Tumores
  • Leucemia
  • Linfomas

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