Treinar em jejum? Depende!

Treinar em jejum? Depende!

Afinal para que serve o treino em jejum?

Treinar em jejum virou moda.Vejamos quais os seus principios fisiológicos e entendamos o conceito por de trás desta prática.

Treinar em jejum tem sido uma dinâmica aplicada por muitas pessoas, mas que tem gerado polémica.

Toda a gente concorda e toda a gente discorda mas, no final, importa saber as vantagens e desvantagens de treinar em jejum e quem pode ou não colocar esta ação em prática.
 

Treinar em Jejum porquê?


Treinar em jejum está diretamente relacionado com a perda de gordura, uma vez que os stocks de glicogénio (carbohidratos) estão baixos o que fará com que o organismo vá recrutar a gordura e outros substratos existentes noutras estruturas para criar energia.
 
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Por outro lado, sabemos que a prática de treinar em jejum também leva à utilização do glicogénio (fonte energética) existente na massa muscular, o que pode não ser benéfico, uma vez que se obtém através da degradação da massa muscular.

Quando se fala em perda de gordura é preciso perceber-se do tipo de treino a que a pessoa que pretende perder gordura está habituada: o nível de treino pode ser determinante para este (ou outros tipos de treino) serem altamente aconselháveis ou nada recomendáveis. 
 


Fisiologicamente falando...

Prato com halteres
Percebamos o fenómeno fisiológico para que não existam erros de interpretação: a baixa glicose sanguínea (que se apresenta de manhã) é uma das condições ideais para a produção da hormona do crescimento (HC) e, simultaneamente, a aerobiose estimula a produção desta hormona anabólica.

Ao mesmo tempo, a HC possui uma ação lipolítica, isto é, de degradação de gorduras considerável sendo responsável, portanto, pela conversão das gorduras em energia. Como esta ação se prolonga por algumas horas (variando de pessoa para pessoa), considerou-se esta hipótese de treino como viável e mesmo favorável.

Ainda assim, sempre que se fala em treino em jejum, considera-se um treino de curta a média duração e baixa intensidade, de forma a garantir que o substrato a utilizar sejam as gorduras, que funcionam como fonte primária quando trabalhamos numa faixa de 60 a 70% da frequência cardíaca máxima.

Note-se que intensidades mais elevadas são de evitar, uma vez que levará à libertação de glucagina (a partir do glicogénio hepático) e de cortisol (da proteína miscular), o que interferirá na libertação da HC.


Treinar em jejum poderá, efetivamente, levar a uma perda de gordura corporal mais acentuada, benéfico para quem precisa de perder massa gorda, mas será a melhor forma de fazê-lo?

 

Benefícios de treinar em jejum


  • O ritmo circadiano de algumas pessoas é propício à prática desportiva logo de manhã, bem cedo.
     
  • Há uma aceleração do organismo cedo, levando a uma disposição para enfrentar as tarefas diárias maior.
     
  • O corpo e a mente estão mais relaxados.
 

Contraindicações de treinar em jejum


Desportista a apertar os cordões
 
  • O exercício físico em jejum queima massa muscular. Esta posição é enfatizada pela utilização do glicogénio para a obtenção de glicose como fonte de energia. O mesmo acontece pela libertação de cortisol, cujos níveis naturalmente já são mais elevados de manhã: se não se alimentar de manhã e for treinar, esta diferença aumentará e, logicamente, será degradada mais massa magra.
     
  • Poderá constituir-se como um risco, uma vez que os processos metabólicos da gordura e a quantidade de glicose (açúcar) no sangue são variáveis e extramente difíceis de controlar, principalmente se não tem os aparelhos necessários para verificar estes níveis de manhã. Pode levar a hipoglicemias, nomeadamente.
     
  • O cérebro consome e precisa de açúcar. Na ausência deste açúcar, acentuada no treino em jejum, o primeiro produzirá corpos cetónicos, elevando a acidez no sangue.
     
  • O risco de fadiga de micro lesões musculares é aumentado.
 

Cuidados a ter antes de treinar em jejum


Recomendamos que se vai fazer exercício aeróbio em jejum, a duração deste treino não ultrapasse os 45/50 minutos, para que em caso algum o organismo não desgaste reservas necessárias ao bom funcionamento do mesmo. Alertamos de que este processo é extremamente limitado, depende muito do seu nível de actividade física, da duração e da intensidade do treino.

Assim sendo, quanto mais treinado for o seu organismo, menores os riscos que corre com este tipo de treino, podendo até, desde que doseado, conseguir alguma perda de gordura com o treino em jejum. No entanto, se não é uma pessoa treinada, o melhor será começar com outros tipos de treino. 

 
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