Sífilis: o que é e quais os 4 estádios da doença

Conheça os quatro estádios da sífilis, uma doença sexualmente transmissível. Se não for tratada a tempo pode constituir perigo de vida para o doente.

Sífilis: o que é e quais os 4 estádios da doença
A principal via de transmissão desta doença é através do contacto sexual.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada por um tipo de bactéria conhecida como Treponema pallidum. Em 2016, mais de 88 mil casos de sífilis foram reportados apenas nos Estados Unidos, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano.

A percentagem de mulheres com sífilis tem vindo a diminuir, mas a de homens com esta doença tem aumentado, particularmente para homens que mantêm relações sexuais com outros homens.

Sintomas da sífilis


sifilis e ferido dentro da boca

O primeiro sinal de sífilis é uma pequena ferida indolor. Esta úlcera, chamada de sifiloma, pode aparecer nos órgãos sexuais, recto ou mesmo dentro da boca, e os doentes habitualmente têm alguma dificuldade em se aperceber da mesma.

A sífilis pode ser difícil de diagnosticar, pois um doente pode ter a doença durante anos sem que tenha os sintomas habituais da mesma. Tal como a maioria das doenças, quanto mais cedo for detetada, melhor.

A sífilis que se mantém sem tratamento durante muito tempo pode causar danos graves a órgãos muito importantes tais como o coração e mesmo o cérebro.

Esta doença só se propaga se houver contacto direto com os sifilomas. A principal via de transmissão da sífilis é através de relações sexuais. Pode também ser transmitida ao partilhar a sanita com outra pessoa, usar a roupa, o prato ou talheres de outro doente.

Os vários estádios da sífilis


Treponema pallidum

Os 4 estádios da sífilis são:

  • Primário;
  • Secundário;
  • Latente;
  • Terciário.

A sífilis é mais contagiosa nos 2 primeiros estádios. Quando a mesma está no estádio latente (adormecida) a doença mantém-se ativa mas sem sintomas. O estádio terciário é o mais destrutivo para a saúde.

Estádio primário

O estádio primário da sífilis ocorre na terceira ou quarta semana após uma pessoa ter estado em contacto com a bactéria, e manifesta-se através de uma pequena ferida, redonda, chamada de sifiloma.

A sifiloma é indolor mas altamente infeciosa, e pode aparecer na parte do corpo que teve contacto com a bactéria, tal como a boca, órgãos genitais ou recto.

Em média, o sifiloma aparece na terceira semana, mas na realidade pode demorar entre 10 a 90 dias a aparecer. O sifiloma mantém-se visível entre 2 a 6 semanas.

A sífilis é transmitida por contacto direto com o sifilloma e a transmissão ocorre habitualmente durante as relações sexuais, inclusivamente no sexo oral.

Estádio secundário

dor de cabeca

No estádio secundário podem ocorrer erupções cutâneas e dor de garganta. As erupções não picam nem dão comichão, e aparecem habitualmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem aparecer em qualquer parte do corpo.

Alguns doentes não se apercebem destas erupções, acabando as mesma por desaparecer sem que o doente se dê conta.

Outros sintomas do estádio secundário são:

Estes sintomas desaparecem com ou sem tratamento, mas não tendo havido tratamento a doença mantém-se no corpo do doente.

Estádio latente

O terceiro estádio desta infeção é o estádio latente, ou estádio adormecido. Neste estádio o doente não tem qualquer sintoma, nem mesmo dos dois primeiros estádios, apesar da bactéria permanecer no corpo do doente.

Este estádio pode durar durante vários anos até evoluir para o último estádio da doença, o estádio terciário.

Estádio terciário

bacterias da meningite

O último estádio da doença é o estádio terciário. Aproximadamente 15% a 30% dos doentes que não receberam tratamento adequado entrarão neste estádio.

O estádio terciário pode ocorrer anos ou mesmo décadas após a infeção inicial do doente, no qual existe já perigo de vida para o doente.

Outras consequência da doença são:

  • Cegueira;
  • Surdez;
  • Insanidade mental;
  • Perda de memória;
  • Destruição de osso e tecidos moles;
  • Distúrbios neurológicos, tais como AVC ou meningite;
  • Doenças cardíacas;
  • Neurosífilis (infeção no cérebro ou espinha dorsal).

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Isabel Silva Isabel Silva

Isabel Silva é enfermeira por paixão, licenciada pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Sempre quis seguir a área da saúde e acredita que a informação é uma ferramenta essencial para a saúde da população, e que cabe aos profissionais de saúde transmiti-la de forma relevante e fidedigna para que cada indivíduo seja capaz de tomar decisões importantes relativamente à sua saúde e ao seu bem-estar.