Psoríase: o que precisa saber

Psoríase: o que precisa saber

É possível controlar a doença

Entre 1 a 3% da população portuguesa sofre de psoríase. Saiba mais sobre esta doença que muitas vezes é confundida com outras patologias.

Em Portugal, cerca de  250 mil portugueses sofrem de psoríase, uma doença crónica da pele.

Ao contrário do que pode já ter ouvido, a doença não contagiosa e pode surgir em qualquer idade.

A evolução e a gravidade da doença são muito variáveis, tanto no tempo como de pessoa para pessoa mas. A psoríase, normalmente, afeta a pele, no entanto, pode também manifestar-se nas unhas ou articulações.
 

O que é a psoríase?


psoriase
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Regra geral, caracteriza-se pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, normalmente, nos cotovelos, couro cabeludo, joelhos, região lombar. Nos situações mais graves, pode cobrir extensas áreas do corpo.

Também podem surgir nas unhas e, cerca de 10% dos doentes desenvolvem artrite psoriática.

 

Quais são os tipos de psoríase?


A psoríase pode manifestar-se no organismo de vários formas, designadamente: 


Couro cabeludo

É a forma mais frequente e atinge cerca de 80% dos doentes. Pode surgir em qualquer idade, porém,é mais frequente nos adultos com menos de 40 anos. Pode surgir na sequência de outras manifestações da doença. É também mais sintomática do que outras formas da doença, sendo frequente: 
 
  • sensação de prurido
  • eritema (grandes lesões de pele avermelhada)
  • placas espessas de cor branca-prateada, “escamas” ou “caspa” e descamação
  • extensão das lesões na face, pescoço ou regiões retroauriculares
  • pouco cabelo nas zonas com placas psoriáticas
 


Placas ou psoríase vulgar

São a maioria dos casos e caracterizam-se por lesões com relevo de cor vermelha, cobertas por escama prateada. A dimensão, número e extensão das lesões varia de acordo com a fase da doença de cada doente. As lesões surgem sobretudo nos cotovelos, couro cabeludo, joelhos e região lombar ma spodem afetar qualquer área do corpo, nomedamente, extensas áreas do tronco e membros.
 


Gutata

Afecta, sobretudo, crianças e jovens, e é menos frequente que as anteriores. Na maioria dos casos, aparece de forma súbita, as lesões são menores (em forma de gota) mas ocupam áreas extensas do tronco e membros. Pode desaparecer ou evoluir para psoríase vulgar.
 


Inversa

Neste caso, ao contrário do que é habitual - daí o nome - as lesões surgem nas pregas, ou seja, axilhas,  região infra-mamária e virilhas. As lesões são de cor vermelhas, brilhantes mas não apresentam escamas. Pelo seu aspecto fora da norma, pode ser difícil acertar no diagnóstico.
 


Eritrodérmica

Mais rarae muito grave pelo risco de complicações. Neste caso, as lesões são generalizadas, com cerca de 75% (ou mais)  do corpo coberto com lesões com um aspecto vermelho e inflamadas, pode sentir prurido ou ardor. Pode surgir por um corte repetino de corticosteroides, infecções, queimaduras graves, ou outro tipo de psoríase que foi mal controlada. É muito grave  pelo risco de complicações.
 


Pústulas

Neste caso, surgem pústulas, ou seja,pequenas “bolhas” cheias de pus. É mais frequente a pustulose palmo-plantar, com lesões com fundo avermelhado nas palmas das mãos e plantas dos pés, com descamação abundante e fissuras dolorosas.

A psoríase pustulosa (von Zumbusch), é mais grave mas rara e pode surgir repentinamente ou a partir do agravamento de uma psoríase em placas. Esta apresenta sintomas como febre e mau estar geral. Tem um risco elevado de complicações que podem ser fatais.
 


Artrite psoriática

Mais debilitante, caracteriza-se por dor e deformidade nas articulações das mãos, pés, membros ou coluna.

 

Quais são as causas da psoríase?


Ainda não se sabe muito sonre as causa, contudo, a doença pode surgir em qualquer pessoa, porém, tem um padrão genético, ou seja, se o pai e a mãe têm psoríase, as probabilidades de ter a doença aumenta em 40%. Está também associada a alterações no funcionamento do sistema imunitário, responsáveis pela inflamação e aumento da velocidade de renovação das células da epiderme.

Apesar das causas ainda serem desconhecidas há fatores que piorem a doença, nomeadamente: calor excessivo, água do banho muito quente, picos de stress ou ansidede, assim como, infeções como gripe, pneumonia ou febre.
 


Como tratar a psoríase?


Não há cura para a psoríase, porém, é possível controlar a doença com recurso a um conjunto de tratamentos. Importa referir que o diagnóstico deve ser sempre feito por um dermatologista sendo que, pode ser necessária, a confirmação com biópsia de pele.


Tratamentos tópicos

Cerca de 80% dos casos a doença é ligeira e as lesões tratar-se com a aplicação local de loções, cremes ou pomadas sobre a pele, como emolientes e queratolíticos, corticosteroides tópicos, análogos da vitamina D, alcatrão ou ditranol. 
 


Helioterapia

A helioterapia, ou seja, a exposição à luz solar melhora a maioria dos casos e é o tratamento mais barato, contudo, a proteção solar é essencial, assim como, restringir a exposição aos horários seguros.
 


Fototerapia

A exposição da pele, em sessões regulares, a fontes artificiais de luz ultravioleta (UV), com doses de UV adequadas também é uma opção. Assim como, a fototerapia UVB com radiação UVB e PUVA, porém, é necessária a aplicação local ou por via sistémica de um agente sensibilizaste à luz UVA (psoraleno). 
 


Medicamentos(via oral ou injectáveis)

Nos casos mais graves ou em que os tratamentos anteriores não resultem, é necessária a toma de medicamentos, que implicam o acompanhamento médico.

 
 

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