Métodos contraceptivos: qual escolher?

Métodos contraceptivos: qual escolher?

11 Opções anticoncepcionais que deve conhecer.

Atualmente, existem diversos métodos contraceptivos, diferentes entre si, de modo a que possam servir a qualquer mulher ou casal.

Antes de optar por um dos métodos contraceptivos que apresentamos, é obrigatório marcar uma consulta com o seu médico de família ou ginecologista. Apenas um profissional de saúde, após uma cuidadosa análise, avaliando o seu estilo de vida, idade, estado de saúde, considerando se pretende ter filhos, a necessidade de proteção contra infecções e as contra-indicações de cada método, pode aconselhar o melhor anticoncepcional para si.

O QUE SÃO OS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS? 
 

A pergunta parece básica mas importa esclarecer. O método contraceptivo é tudo aquilo que  ajuda a reduzir a possibilidade de engravidar após uma relação sexual. Note bem a escolha do verbo  “reduzir” porque nenhum método contraceptivo é totalmente eficaz na prevenção de uma gravidez. A não ser que opte pela abstinência sexual. Até porque, a eficácia de um anticoncepcional depende não só das suas características como, também, da forma e regularidade com que o usa. 

A maioria dos métodos contraceptivos são reversíveis, ou seja, a qualquer altura pode deixar de os usar sendo, assim, possível engravidar. Apenas os métodos contraceptivos que envolvem a intervenção cirúrgica, como a laqueação das trompas, no caso das mulheres, e a vasectomia, para os homens, são irreversíveis.

Em Portugal, os métodos contraceptivos são distribuídos gratuitamente nos hospitais públicos e centros de saúde. Além disso, todos têm direito a consultas e serviços de planeamento familiar, independentemente do sexo, idade ou condição económica.
 

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS HORMONAIS
 

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1. Pílula


A pílula é um dos métodos contraceptivos preferidos das mulheres de todo o mundo. Além de prevenir uma gravidez indesejada, a pílula regula a menstruação, reduz as dores menstruais e a TPM e previne determinadas doenças, como o cancro dos ovários ou do endométrio. É um método eficaz mas exige muita disciplina e cuidados: a pílula deve ser tomada diariamente, à mesma hora, para que não aconteça uma gravidez inesperada, não protege contra doenças sexualmente transmissíveis e podem ocorrer complicações cardiovasculares se fumar.
 

2. Adesivo transdérmico 


Um anticoncepcional hormonal que é um adesivo quadrado, com cerca e 4,5 cm, deve ser colado na pele (braço, barriga, costas ou nádegas) e substituído a cada sete dias. Passadas três semanas é necessário fazer uma pausa, durante uma semana, para menstruar. Mais simples do que a pílula já que não implica uma toma diária, pode ser molhado mas requer algum controlo porque também pode ser esquecido. 
 

3. Anel vaginal


Um anel flexível, feito de silicone, que pode ser colocado na vagina pela mulher e não incomoda mesmo durante o acto sexual. Este anticoncepcional deve permanecer no organismo durante três semanas, é feita uma pausa de uma semana após a qual é necessário colocar um novo anel.
 

4. Implante subcutâneo


Um tubo muito fino é inserido, por via subcutânea, no antebraço da mulher. É um dos métodos contraceptivos mais seguros e eficazes, pode ser usado em qualquer idade e não tem efeitos secundários do estrogéneo. Pode provocar alguma irregularidade no ciclo menstrual mas o retorno da fertilidade é rápido. A inserção e remoção só podem ser executadas por um profissional de saúde.
 

5. Injetável


Como a pílula, os anticoncepcionais injetáveis têm as mesmas vantagens e desvantagens, contudo, são mais práticos e podem ser usados em qualquer idade. Dependendo da marca, podem ser injectados a cada trinta ou noventa dias não obrigando a um controlo diário. Podem ser aplicados de forma intramuscular ou subcutânea, sendo o procedimento sempre feito por um médico ou enfermeiro. 

É possível que note alguma irregularidade no seu ciclo e pode também provocar alguns atrasos no retorno da fertilidade. O melhor? Não tem efeitos colaterais do estrogéneo e, dependendo da opção que escolher, apenas precisa de se preocupar com o contraceptivo uma vez por mês ou quatro por ano!
 

OUTROS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
 

6. Dispositivo intra-uterino - DIU


O DIU é um dispositivo em forma de T, implantado no útero por um médico ginecologista, cuja eficácia apenas depende da forma como é colocado. Existem DIU de cobre, que podem permanecer no útero até cinco anos, e os DIU revestidos de progesterona que não precisam de ser substituídos entre sete e dez anos. Não precisando de  se preocupar diariamente com este método contraceptivo, o DIU não é aconselhável a mulheres com elevado risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e pode tornar o fluxo menstrual mais abundante e prolongado.
 

7. Preservativo


O preservativo é a única opção que, ao mesmo tempo, previne a gravidez e protege contra infeções e doenças sexualmente transmissíveis. Sem contra-indicações ou efeitos colaterais, o preservativo é eficaz, barato, não precisa de prescrição médica nem de grandes cuidados uma vez que é apenas usado durante a relação sexual.
 

8. Espermicida


O espermicida existe em creme, espuma, gel ou supositórios, deve ser aplicado entre 10 a 30 minutos antes da relação sexual e não deve ser retirado durante, pelo menos, 6 a 8 horas. O espermicida cria uma barreira química que impede que os espermatozoides cheguem ao útero, porém, se usado sem outro método contraceptivo, a sua eficácia é muito reduzida. Acaba por ser um método pouco prático uma vez que limita a espontaneidade. Além disso, pode causar alguma irritação vaginal.
 

9. Contracepção cirúrgica


Tanto a vasectomia, para os homens, como a laqueação das trompas, para as mulheres, são métodos contraceptivos definitivos, por isso, apenas indicados para aqueles que não pretendem ter mais filhos. Ambos não têm efeitos sobre o desejo e desempenho sexual nem quaisquer outras consequências. Este procedimento apenas exige anestesia local.
 

10. Contracepção de emergência


Como o nome indica, é para ser usada como último recurso e não como regra. A contracepção de emergência pode ser usado quando ocorreu uma relação sexual não protegida ou o anticoncepcional habitual falhou. 
 

11. Métodos contraceptivos naturais


Mulheres com ciclos muito regulares, podem optar por métodos contraceptivos naturais, porém, é um método que exige um conhecimento profundo do organismo, requer grande controlo e registo de qualquer variação no corpo da mulher. Assim, pode regular a sua fertilidade através do método do calendário, do método das temperaturas basais, pelo método do muco cervical ou, simplesmente, por abstinência sexual.

Além destes, existe também o diafragma, a esponja vaginal e o preservativo feminino que ainda não estão disponíveis em Portugal. 

Para informações mais detalhadas sobre os métodos contraceptivos disponíveis em Portugal, não deixe de consultar este documento da Direcção Geral de Saúde

 

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