Escoliose idiopática: tudo o que precisa saber

A escoliose idiopática pode surgir em indivíduos desde o seu nascimento até aos 18 anos de idade. Dependendo da gravidade do problema, existe possibilidade de tratamento.

Escoliose idiopática: tudo o que precisa saber
Esta patologia afeta indivíduos com idade inferior a 18 anos.

A escoliose idiopática representa aproximadamente 85% de todos os casos, constituindo o tipo mais comum da patologia.

Qualquer indivíduo desde a infância até à adolescência pode desenvolver esta patologia. No entanto, surge mais frequentemente em indivíduos que atingiram o pico de crescimento da adolescência que ocorre, geralmente, entre 1 ano antes e após o início da puberdade.

A escoliose idiopática surge com mais frequência em indivíduos do sexo feminino do que nos de sexo masculino, correspondendo a 80% e 20% dos casos, respetivamente.

Quais são os tipos de escoliose idiopática?


A escoliose idiopática pode ser dividida em três tipos de acordo com a idade em que ela se desenvolve: escoliose idiopática infantil, juvenil e do adolescente.

1. Escoliose idiopática infantil

escoliose idiopatica infantil

Quando a deformação da coluna se desenvolve entre o nascimento e os 3 anos de idade, chama-se escoliose idiopática infantil. Este tipo da doença é rara e, normalmente, é detetada pelos pais quando a criança começa a sentar-se ou a ficar em pé.

Cerca de 80% dos casos tendem a ter uma melhoria espontânea enquanto que os restantes 20% tendem a desenvolver uma deformação progressiva da coluna vertebral.

Apesar da maioria dos casos ter uma melhoria espontânea, o curso clínico da doença é imprevisível. Apesar de, através dos métodos imagiológicos de diagnóstico ser possível observar alguns sinais de bom ou mau prognóstico, os médicos não conseguem afirmar com certeza se irão haver alterações positivas ou negativas.

O acompanhamento médico regular é essencial para determinar quais são as curvaturas que irão ter uma melhoria espontânea e as que tenderão a piorar.

2. Escoliose idiopática juvenil

escoliose idiopatica juvenil

A escoliose idiopática juvenil manifesta-se em crianças entre os 3 e os 10 anos de idade. A incidência desta doença varia de acordo com o sexo. Entre os 3 e os 7 anos de idade, a escoliose idiopática juvenil surge mais frequentemente no sexo masculino, enquanto que entre os 7 e os 10 anos, é mais comum no sexo feminino.

Os indivíduos com este problema têm uma grande probabilidade da deformação da coluna vertebral piorar, pois esta ainda tem crescimento remanescente significativo.

3. Escoliose idiopática do adolescente

escoliose idiopatica no adolescente

A escoliose idiopática do adolescente surge em indivíduos entre os 10 e os 18 anos de idade. Este problema surge, normalmente, durante o pico de crescimento da adolescência que ocorre entre 1 ano antes ou após o início da puberdade.

Esta é não só a forma mais comum de escoliose idiopática, mas também a mais comum de todas as escolioses. Cerca de 20 a 25% dos adolescentes com esta patologia têm histórico familiar da doença. O sexo feminino é mais afetado do que o sexo masculino.

Uma vez que os indivíduos com escoliose idiopática do adolescente ainda não terminaram o seu crescimento, existe risco da deformação piorar. Estes indivíduos podem necessitar de utilizar um colete corretor ou, se a deformação for grave, pode ser necessária a realização de cirurgia.

Sintomas da Escoliose idiopática


deformidade da coluna

O principal sintoma desta patologia é a deformidade da coluna que provoca um grande impacto na saúde mental dos indivíduos. Em vários casos surgem distúrbios do comportamento, que pode influenciar negativamente a capacidade de socialização e o rendimento escolar.

Aproximadamente um terço dos indivíduos referem dor aquando do diagnóstico. Cerca de 75% dos que chegam à idade adulta sem terem realizado qualquer tratamento, manifestam dor.

Tratamento da Escoliose idiopática


colete para correcao postural

O tratamento conservador através da utilização de coletes está indicado nos casos em que a curvatura da coluna é menor do que 30° e nos indivíduos que ainda não passaram pelo pico de crescimento.

O tratamento cirúrgico é indicado nos seguintes casos:

  • Indivíduos com curvatura superior a 40°, se o seu esqueleto ainda está em crescimento;
  • Indivíduos com curvatura superior a 50º, se o seu esqueleto já terminou o crescimento;
  • Progressão da deformação após a utilização de colete;
  • Deformação com grande impacto para o indivíduo (desvio do tronco, descompensação coronal ou sagital).

Os indivíduos que são submetidos a tratamento cirúrgico podem sofrer um aumento de até 12 cm de altura, dependendo da gravidade da deformação e da possibilidade de correção cirúrgica.

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