Dor nas costas: uma das principais causas de incapacidade

A dor nas costas é uma das condições que lidera o motivo de consulta médica, que leva as pessoas a faltarem ao trabalho e que mais custos envolve anualmente.  

Dor nas costas: uma das principais causas de incapacidade
A maioria das pessoas, pelo menos uma vez na vida, já sentiu dor nas costas.

A dor nas costas pode surgir repentinamente e durar menos de seis semanas (dor aguda), ou permanecer mais de três meses e assumir um carácter crónico. Pode ser uma dor leve ou severa, rápida ou constante, localizar-se na zona central ou, então, preferencialmente no lado esquerdo ou no lado direito das costas.

Mas quais são as suas causas? Quais os fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver dor nas costas? O que pode fazer para melhorar/prevenir a dor? Que formas de tratamento existem? Conheça as respostas.

Dor nas costas: causas


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A coluna vertebral é constituída por segmentos ósseos chamados vértebras. Estas são compostas por duas partes: o corpo vertebral, em forma de cilindro, à frente; o arco vertebral, que forma as facetas articulares, atrás.

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Entre as vértebras existem pequenos discos, duros no seu exterior e de natureza semilíquida no interior. As vértebras unem-se através das facetas articulares, posteriormente, e pelos discos anteriormente.
O canal medular é o nome que se dá à sucessão de espaços entre o corpo e o arco da vértebra ao longo da coluna, e que contém a medula espinal. Por sua vez, é na medula que vão surgir os nervos responsáveis por inervar o nosso corpo.

Geralmente, a dor nas costas surge quando existe um desequilíbrio na forma como as articulações, ligamentos, músculos, discos e nervos trabalham em conjunto para dar suporte à coluna vertebral.

Possíveis causas para a dor nas costas

  • Lesão muscular e/ou ligamentar;
  • Hérnia do disco;
  • Prolapso do disco;
  • Envelhecimento da coluna: à medida que os anos passam os discos diminuem de tamanho devido à desidratação, o que leva à formação de artroses (desgaste ósseo) que podem comprimir as estruturas à volta, como os nervos;
  • Acidentes e traumatismos;
  • Doenças reumatóides como a artrite reumatóide, fibromialgia, espondilite anquilosante;
  • Doenças metabólicas como a osteoporose;
  • Tumores;
  • Doenças congénitas (doenças adquiridas antes do nascimento ou até o primeiro mês de vida) como a espinha bífida, espondilolise;
  • Deformidades nas curvaturas da coluna como a escoliose, hipo/hipercifose e hipo/hiperlordose;

Fatores que aumentam o risco de dor nas costas

Fatores que aumentam o risco de dor nas costas

  • A probabilidade de sofrer dor nas costas na gravidez aumenta devido às alterações que ocorrem no corpo da mulher;
  • Não praticar atividade física com regularidade leva ao enfraquecimento dos músculos das costas;
  • O excesso de peso coloca a coluna em sobrecarga e aumenta a pressão nos discos;
  • Fumar impede o corpo de fornecer os nutrientes suficientes ao disco;
  • Posturas incorretas e mantidas por longos períodos de tempo criam desequilíbrios musculares o que, consequentemente, leva à sobrecarga das estruturas e a contraturas musculares;
  • As pessoas propensas a depressão e ansiedade apresentam um maior risco de dor nas costas;
  • Trabalhos pesados, com levantamento ou deslocamento de pesos de forma incorreta. Levantar objetos pesados e torcer as costas enquanto o faz aumenta consideravelmente o risco de lesão numa das estruturas da sua coluna;
  • Movimentos repentinos, como uma queda, colocam demasiado stress nas estruturas da coluna.

 

Dor nas costas: como tratar?


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É importante realçar que em caso de dor nas costas deverá consultar o seu médico ou um fisioterapeuta. Estes profissionais realizar-lhe-ão uma avaliação adequada que estudará as causas subjacentes à sua dor nas costas e, que determinará o melhor tratamento a seguir no seu caso.

A dor de costas mais aguda normalmente melhora com algumas semanas de tratamento domiciliar. Os analgésicos, o uso de calor ou gelo podem ser as soluções de que precisa nesta fase. Ao contrário do que possa pensar o repouso na cama não é recomendado.

Continue as suas atividades mediante a sua tolerância. Pare com as atividades que lhe aumentam a dor, mas não evite mexer-se por medo da dor.

Se esta abordagem não resultar o seu médico poderá ter que receitar medicações mais fortes – como anti-inflamatórios, corticóides, relaxantes musculares e opióides – ou outras terapias.

Educação

A educação é fundamental para que a pessoa possa prevenir recorrências no futuro. Pode ser através de uma aula, uma conversa com o seu profissional de saúde, material escrito ou audiovisual.

A educação deve enfatizar a importância de se manter ativo, reduzir o stress e ansiedade, bem como a gestão dos fatores de risco encontrados  em cada caso.

Fisioterapia e exercício físico

A fisioterapia é a pedra angular no tratamento da dor nas costas. Numa fase mais aguda, o fisioterapeuta pode aplicar uma variedade de tratamentos para aliviar os sintomas como calor, ultrassom, técnicas de libertação muscular, entre outras.

À medida que a dor melhora é importante começar a trabalhar no fortalecimento, flexibilidade e mobilidade do corpo, para prevenir o retorno da dor. A reeducação postural e os exercícios de pilates clínico revelam-se fundamentais nesta fase.

Cirurgia

Poucas pessoas precisam de cirurgia para a dor nas costas. Em casos de dor severa, que irradia para os membros, ou fraqueza muscular progressiva causada pela compressão de um nervo, a cirurgia poderá ser o mais indicado.

Caso contrário, a cirurgia geralmente é reservada para a dor relacionada com problemas estruturais, como o estreitamento da coluna vertebral, ou uma hérnia do disco, que não respondeu a outra terapia.

Outras terapias

Uma série de tratamentos alternativos pode aliviar os sintomas da dor nas costas. Discuta os benefícios e os riscos com o seu médico antes de iniciar qualquer nova terapia alternativa. Alguns exemplos são:

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Ana Vicente Ana Vicente

Ana Vicente é fisioterapeuta, instrutora de pilates clínico e pós graduada em terapia assistida por animais no papel. Na realidade é apaixonada por pessoas, animais, palavras e pelas maravilhas da natureza. Motivada a deixar uma marca positiva no seu mundo e no dos outros, compromete-se a contribuir para o conhecimento e bem-estar das pessoas.