Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
28 Dez, 2016 - 12:21

Existirá uma cura para o Parkinson?

Mónica Carvalho

Enquanto não se descobre a cura para o Parkinson, a linha de tratamento pode dar mais qualidade de vida aos pacientes.

Existirá uma cura para o Parkinson?

Tremor, lentidão de raciocínio e discurso, dificuldade de movimentação, quedas regulares. Tudo isto é recorrente num paciente com Parkinson.

E não, ainda não existe cura para o Parkinson, mas os meios de tratamento podem ajudar a devolver a qualidade de vida há muito perdida.

Como tal, a instituição da terapêutica para a Doença de Parkinson requer uma análise detalhada de cada situação e esta deve ser feita por um neurologista. 

Possíveis terapêuticas

Tem havido tentativas para encontrar substâncias químicas que impeçam a progressão da doença, que se classificam como substâncias neuro protectoras. E aqui destaca-se o uso de selegilina: uma substância que, além de controlar os sintomas da doença, ajuda a proteger as células sobreviventes, impedindo-as da morte e atrasando a progressão da doença. 

Além da terapêutica farmacológica, existe ainda a cirurgia de Parkinson, que ajuda essencialmente a controlar os tremores, permitindo que o paciente leve uma vida mais equilibrada e autónoma.  

Recomenda-se ainda a prática controlada de exercício físico adequado à doença, para ajudar a combater o entorpecer muscular. 


Cirurgia de Parkinson: O que é?

A terapia do controlo do tremor foi intensivamente estudada e determinada por ser um tratamento eficaz, seguro e reversível.

O sistema de Activa DBS é baseado na tecnologia cardíaca do “pacemaker“ mas adaptada ao neuroestimulador do cérebro. É uma técnica inovadora, feita através de um sistema de estimulação cerebral profunda, que resulta numa melhoria da qualidade de vida dos doentes, reduzindo cerca de 70% dos sintomas.

A cirurgia não significa a cura para a doença de Parkinson, porém revela-se como um tratamento que tem vindo a apresentar muito bons resultados em formas graves e selecionadas da doença, nomeadamente em formas de Parkinson que são resistentes à medicação, ou em casos em que os doentes não podem tomar os medicamentos por efeitos laterais. 

A cirurgia é feita em alguns hospitais portugueses: Hospital de São João (Porto), Hospital de Santo António (Porto), Hospitais da Universidade de Coimbra, Hospital de Santa Maria (Lisboa) e Hospital dos Capuchos (Lisboa).

O custo total deste tratamento pode variar entre os 30 e 35 mil euros. 


Dicas úteis para o doente de Parkinson

doente com parkinson

Enquanto não é encontrada uma cura para o Parkinson, há pequenos truques e dicas que os pacientes podem seguir para tentar manter uma vida o mais normalizada possível:

  • Sente-se sempre numa cadeira, e de preferência com apoio de braços, pois é mais fácil levantar-se do que se se sentar num banco;
  • Manter os pisos livres de obstáculos;
  • Evitar pequenos tapetes que podem originar escorregadelas e quedas;
  • Uma cadeira reclinável é excelente para relaxar músculos tensos; 
  • Não guarde medicamentos. Alguns podem ser tóxicos ou estar fora de prazo. Marque claramente os rótulos para evitar erros na medicação;
  • Use luzes de presença nos vários pontos da casa: quarto, corredor, casa de banho;  
  • Vista fatos de treino para facilitar a operação de vestir. São confortáveis, quentes e menos frustrantes do que ter que manusear botões e fechos de correr quando se está com dificuldades de coordenação;
  • Recomenda-se o uso de escovas de dentes eléctricas. Limpam eficientemente e exigem um movimento mínimo da mão;
  • Beba os líquidos por palhinhas, o que fortalecerá os seus músculos faciais;
  • Nunca empurre um doente de Parkinson. Coloque-se ao seu lado e ofereça ajuda;
  • Quando escrever, use uma mola para prender o papel.

Enquanto não chega a cura para o Parkinson, pacientes e familiares devem seguir atentamente as indicações da equipa médica, respeitar os horários e dosagens da medicação e privilegiar todas as dicas que possam facilitar o dia a dia. 


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