Tudo o que deve saber sobre a epidural

Tudo o que deve saber sobre a epidural

As vantagens, os cuidados e os efeitos.

A epidural é o tipo de anestesia preferido da grande maioria das grávidas. Saiba como tudo funciona e esclareça as suas dúvidas.

A epidural  é uma forma de analgesia regional administrada para adormecer as vias sensoriais sem adormecer as vias motoras, permitindo que a mulher não sinta dor mas que consiga responder aos impulsos do seu corpo no momento da expulsão. Isso é possível articulando as doses de anestésico local e de opióides que, combinados, permitem usar apenas pequenas doses de cada um, evitando os efeitos secundários.

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Por falar em dor, voltamos atrás para explicar o princípio de tudo: a dor é conduzida por vias nervosas até à espinal medula, nas raízes D11, D12, D10 e L1, e é na lombar e na zona abdominal baixa que se sente a dor. No momento da expulsão, a dor é conduzida por um nervo, que acede à medula pelas raízes 2, 3 e 4.

Para aliviar a dor, existem dois tipos de fármacos: os analgésicos e os anestésicos. Os primeiros aliviam a dar sem perda total da sensibilidade e do controlo dos músculos. Os segundos, bloqueiam todas as sensações, incluindo a dor. Num trabalho de parto pode usar-se a analgesia regional, numa cesariana a anestesia regional.
 

Importa saber!


Nos primeiros anos desta técnica, acreditava-se que se a epidural fosse administrada muito cedo, podia atrasar o trabalho de parto ou levar a “paralisias”. O facto de haver mais partos com fórceps ou ventosas, reforça esta teoria. Isto devia-se à forma como os fármacos eram administrados, que levava a que as grávidas ficassem quase sem sensibilidade e fosse necessária a intervenção. 

Para que tudo funcione na perfeição, é essencial que a equipa esteja em permanente troca de informação, para que o anestesiologista saiba quais as quantidades certas a administrar no momento oportuno.

Isto permite que a grávida chegue ao período expulsivo sem dor mas sentindo a pressão intra-abdominal da contração e da cabeça do bebé no períneo, o que ajuda a determinar qual o momento certo para fazer força.

 

Como é administrada a epidural?




A analgesia epidural demora cerca de 5 a 15 minutos a instalar-se e a conseguir o efeito máximo, sendo possível reforçar a dose a partir do cateter, com as chamadas “repicagens” (é preciso ter cuidado para manter o cateter estável). O que se passa depois, explicamos de seguida.

Coloque-se sentada ou deitada de lado, como lhe pedirem, e arqueie as costas, empurrando-as bem para fora mas mantendo-se imóvel. Assim, aumenta os espaços intervertebrais facilitando o acesso.  O anestesista vai escolher o local onde terá acesso aos nervos e onde vai colocar a agulha epidural.

A seguir é feita a desinfeção e podem ser colocados pequenos campos cirúrgicos para facilitar o acesso do anestesiologista. Depois vai sentir uma picada para infiltração do anestésico local. Isto ajuda a que não sinta dor com a agulha da epidural. De seguida é inserida a agulha que vai guiar o cateter e a agulha mais fina. 

Assim que é colocada a agulha epidural, chega a vez do cateter, neste momento vai sentir uma espécie de choque elétrico numa perna, tente manter-se imóvel e avise o anestesista. Sai a agulha, fica apenas o cateter e são administrados os fármacos. O cateter será fixado nas costas e terá um outro fixado à frente, junto ao peito, por onde são administradas as doses seguintes.

 

Vantagens da epidural


  • Se o trabalho de parto for muito longo, a epidural permite relaxar e descansar;
  • Alivia as dores do parto e, dependendo da sua resiatência à dor, torna a experiência mais positiva;
  • Se tiver um parto por cesariana,com a epidural consegue ficar acordada e a recuperação é mais simples;
 

Quais são os efeitos da epidural?


A epidural pode causar alguns efeitos secundários, porém, todos simples de resolver e de prevenir, nomeadamente:
 

Baixa pressão arterial materna

Esta baixa pressão pode resultar em bradicardia fetal mas pode ser prevenida com bom aporte de soro, antes e depois, de aplicar a analgesia.
 

Dor de cabeça forte

Menos de 1% das grávidas pode sofrer dor de cabeça após a administração da epidural. Isto acontece se, sem querer, atingir a dura mater no momento da punção. Isto resulta no vazamento de líquido cefalo-raquidiano e provoca a dor de cabeça. Esta dor acontece após 24/72 horas e agrava se estiver numa posição vertical. Melhora com repouso e a administração de líquidos ou, em casos mais críticos, com administração de 5-15 ml de sangue próprio ou soro fisiológico.
 

Dormência

Vai depender dos fármacos usados mas é possível que, durante algumas horas, sinta as pernas pesadas, dormentes e não as consiga controlar, porém, descanse, esse efeito é temporário em não, não ficará nunca paralisada.
 

Dor dorsal

Metade das mães queixam-se de dor dorsal, uma sensação de maior sensibilidade, como se estivesse dorida. Ao fim de 5 ou 7 dias a dor desaparece sem ser necessário intervir.
 

Outros

Pode sentir prurido, um dos efeitos secundário mais frequentes que está relacionado com um fármacos. Náuseas e dificuldade em urinar também podem acontecer.
 

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