Síndrome vertiginoso: o que é

O síndrome vertiginoso afeta mais pessoas do que pensamos e é realmente uma situação que afeta a qualidade de vida de quem o enfrenta. Saiba como pode ser controlado.

Síndrome vertiginoso: o que é
Entenda melhor esta doença.

É uma doença crónica que, atualmente, ainda não tem uma cura garantida.

O síndrome vertiginoso pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente em pessoas entre os 40 e os 60 anos.

Consiste numa sensação de vertigem prolongada que faz perder o equilíbrio e pode até causar insegurança e pânico pela incapacidade de controlar o que se está a passar.

Podendo ser espontânea ou consequência de alguma queda, traduz-se em vários sintomas complicados que acabam por prejudicar a qualidade de vida.

Explicamos aqui o que é realmente o síndrome vertiginoso.

O QUE É O SÍNDROME VERTIGINOSO?


Definido como uma sensação ilusória de movimento, a pessoa afetada por este problema tem a sensação de ter tudo a girar à sua volta e pode até ter alguma dificuldade em equilibrar-se. Pode ocorrer espontaneamente ou como consequência de uma lesão, chegando a durar várias horas e até vários dias.

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É esta sensação prolongada que, muitas vezes, resulta em sentimentos de incapacidade, insegurança e  ansiedade muito intensos.

Segundo Pedro Araújo, médico otorrinolaringologista, a tontura “é uma perturbação do equilíbrio que engloba diferentes queixas, como a sensação de instabilidade, de balancear o corpo, de mal estar e até mesmo de cabeça vazia”.
 

SÍNDROME VERTIGINOSO: CAUSAS E FATORES DE RISCO


hipertensao
Os motivos para que se desenvolve o síndrome vertiginoso podem ser divididas em centrais ou periféricas.

A primeira relaciona-se com o cérebro e com a medula espinhal e a segunda resulta de um problema no ouvido interno. Neste caso das periféricas significa que o ouvido interno fica inflamado ou que os pequenos cristais no seu interior se deslocam, causando distúrbios e vertigens.

Além destas, existem outras causas para o aparecimento deste problema:
 
  • Problemas cardíacos;
  • Má circulação sanguínea e arteriosclerose;
  • Anemia;
  • Esclerose múltipla;
  • Hipertensão;
  • Hipotensão;
  • Problemas digestivos – más digestões e intolerâncias alimentares provocam mal estar, vómitos e vertigens;
  • Lesões na cabeça;
  • Antidepressivos;
  • Medicamentos para a pressão arterial.
Tudo aquilo que se relaciona com o aumento do risco de acidentes vasculares cerebrais (como pressão arterial alta, doenças cardíacas, diabetes, álcool e tabaco) são também fatores de risco para desenvolver o síndrome vertiginoso.
 

SÍNDROME VERTIGINOSO: SINTOMAS


enxaqueca
O síndrome vertiginoso pode provocar várias sensações desconfortáveis e desagradáveis. Se várias das que referimos de seguida se verificarem, pode ser sinal de que enfrenta este problema.
 
  • Sensação de girar ou estar em movimento mesmo quando se está parado. Movimentos que envolvam a cabeça ou movimentos bruscos podem piorar este sintoma;
  • Sensação de incapacidade e insegurança;
  • Enxaqueca;
  • Cansaço;
  • Náuseas;
  • Zumbido nos ouvidos;
  • Desequilíbrio;
  • Falta de coordenação do corpo;
  • Nistagismo (movimentos anormais dos olhos).
 

SÍNDROME VERTIGINOSO: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO


1. COMO DIAGNOSTICAR?

Depois de um médico recolher todas as informações importantes relativamente a medicamentos tomados, doenças recentes e mais antigas e problemas de saúde, é então realizado um exame físico e, muitas vezes, um exame capaz de avaliar na totalidade a função cerebral para determinar as causas do problema.

Contudo, é importante ter em conta que o diagnóstico das causas da vertigem é dos mais difíceis de realizar atualmente.

Além da ressonância magnética e da audiometria, existem já alguns exames que avaliam o sistema do equilíbrio e tornam assim o diagnóstico mais acessível:
 
  • Electronistagmografia;
  • Posturografia dinâmica computorizada.
 


2. COMO TRATAR 

O tratamento só poderá ser indicado por um médico especialista que tenha todas as informações necessárias sobre o caso em questão. Contudo, normalmente as recomendações não variam muito.

E, além dos tratamentos, há alguns cuidados que pode ter para controlar o problema:
 
  • Alimentação adequada: Reduza os alimentos ricos em gorduras saturadas, assim como o sal;
  • Evitar atividade física violenta;
  • Fazer movimentos controlados;
  • Terapias alternativas como o yoga, a acupunctura ou homeopatia.


REPOSICIONAMENTO DE EPLEY

Este tratamento consiste em fazer movimento específicos com a cabeça e com os olhos para que os cristais soltos (otólitos) sejam conduzidos dentro do ouvido interno e para que se reduza a sensibilidade dos nervos e, consequentemente, haja uma melhoria das vertigens.

Embora este método possa eliminar realmente os sintomas, é natural que no início haja um aumento do sentimentos de vertigem e é por isso mesmo que só pode ser feito acompanhado por profissionais experientes.
 

MEDICAMENTOS

Embora possa provocar algum alívio, não é recomendado que sejam usados a longo prazo. Não só porque não curam o problema, mas também porque podem ter vários efeitos secundários como sonolência.

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