Sal do Himalaia: Será realmente uma melhor opção?

O Sal do Himalaia é, atualmente, considerado o melhor sal para a saúde, sendo-lhe atribuídos inúmeros benefícios. Descubra mais sobre este tipo de sal no nosso artigo.

Sal do Himalaia: Será realmente uma melhor opção?
Será que o sal do Himalaia adiciona realmente valor à sua alimentação?

Em quantidades adequadas às necessidades do organismo, o sal é de grande importância para a saúde e para o equilíbrio do organismo. Apesar de existirem diversos tipos de sal, o sal do Himalaia é, atualmente, considerado o melhor para a saúde.

Mas será mesmo assim? Os benefícios do sal do himalaia relativamente a outros tipos de sal serão assim tantos?

Importância do Sal para a saúde


sal do himalaia e sal e saude

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a ingestão diária de sal (qualquer tipo) não deverá ultrapassar as 5 gramas, no caso de um adulto, quantidade esta que é equivalente a uma colher de chá.

Calcule o seu IMC
Descubra o seu peso ideal e como atingir o seu objetivo! Calcular já.

Quando o consumo ultrapassa esta quantidade, que é o acontece na maioria dos países desenvolvidos, incluindo em Portugal, pode desencadear o aparecimento de alguns problemas de saúde, nomeadamente, doenças cardiovasculares e patologia a nível renal.

Neste sentido, recomenda-se a troca do sal pelas ervas aromáticas e a evicção de alimentos processados e embalados ricos neste composto.

No entanto, também é importante referir que os efeitos do sal na saúde parecem seguir uma curva em U, ou seja, não só o consumo excessivo mas também a sua restrição acentuada parecem ter efeitos negativos na saúde. Neste sentido, um consumo de sal inferior a 2.7g/dia parece também aumentar o risco de doença cardiovascular e mortalidade geral. O consumo ideal situa-se entre os 2,7g-5g sal / dia.

Posto isto, a primeira ideia que importa salientar é que todo o sal é constituído por cloreto de sódio (cerca de 97%) e, por isso, tem um papel relevante no aumento da pressão arterial, sendo importante a moderação no seu consumo.

Sal do Himalaia


sal rosa

O sal do Himalaia tem estado muito em voga nos últimos tempos por ser considerado um sal mais puro e com maior valor nutricional do que qualquer outro tipo de sal.

As principais vantagens que lhe são atribuídas é o facto de apresentar mais benefícios para a saúde, baixos níveis de contaminantes tóxicos e o elevado teor em minerais com papel importante para a saúde. Analisemos cada uma delas ao pormenor.

Benefícios para a saúde

sono tranquilo

Quando consumido nas quantidades adequadas, parece apresentar os seguintes benefícios:

  • Melhora a qualidade do sono;
  • Auxilia na manutenção da massa óssea e muscular.
  • Previne cãibras musculares;
  • Promove o equilíbrio do pH do organismo;
  • Melhora a absorção de determinados nutrientes;
  • Reduz os sinais de envelhecimento;
  • Promove a eliminação de toxinas;

Apesar dos efeitos mencionados, muitos destes benefícios são comuns a outros tipos de sal, enquanto outros só se manifestam perante uma ingestão claramente superior ao recomendado.

Grau de pureza e contaminantes tóxicos

De facto, uma vez que este sal sofreu maturação sobre pressões tectónicas intensas, os cristais permaneceram no seu estado natural ao longo do tempo, não sofrendo a inclusão / adição de compostos tóxicos ou poluentes.

No entanto, se formos analisar, também o sal de cozinha é composto por mais de 97% de cloreto de sódio, não existindo muito mais “compostos” tóxicos adicionados.

Pode ser adicionado silicato de alumínio e de sódio ou carbonato de magnésio para manter o “sal solto”; ou iodeto de potássio para suplementar as zonas geográficas onde a alimentação é pobre em iodo, mas tirando isso, mesmo o sal refinado de mesa (considerado como o pior tipo de sal) é considerado puro.

Elevado teor em minerais

sal com elevado teor de minerais

De acordo com a literatura, o sal do himalaia possui pelo menos 84 minerais essenciais na sua composição, nomeadamente o ferropotássio, enxofre, fósforo, magnésio, iodo, crómio, cobre, selénio, zinco, responsáveis pela sua cor rosa e características sensoriais.

No entanto, segundo dados mais recentes, além de o teor em minerais essenciais não ser assim tão elevado, as quantidades em que estão presentes são também residuais, não apresentando benefícios significativos para a saúde dos consumidores.

Por outro lado, sabe-se hoje que além de minerais benéficos para a saúde, o sal do himalaia possui também alguns minerais radioativos ou que podem ser considerados tóxicos para o organismo, nomeadamente o rádio, urânio, mercúrio, chumbo.

Não obstante, importa sempre reforçar que, do ponto de vista de nutrientes, a concentração de minerais (benéficos para a saúde ou não) em qualquer tipo de sal (sódio à parte) é muito pequena quando comparada às nossas necessidades nutricionais, não podendo o sal do Himalaia ser usado como fonte primordial dos minerais mencionados.

Sabor e Preço

O único ponto em que o sal do himalaia efetivamente se destaca é o sabor, sendo este mais forte e característico.

No entanto, sendo o sabor um parâmetro subjetivo, cabe a cada consumidor decidir se justifica ou não pagar um valor muito mais elevado pelo sal.

O sal do Himalaia encontra-se à venda nas grandes superfícies comerciais e nas lojas de produtos dietéticos ou biológicos e está disponível na versão sal grosso e sal de mesa. O seu valor varia entre os 2,60€ até 26€ por quilo.

Em suma


  • O sal do himalaia, tal como qualquer outro tipo de sal, deve ser consumido com moderação e enquadrado no âmbito de uma alimentação saudável.
  • Apesar de ser um alimento puro e ter outros minerais importantes na sua composição, além do sódio, a sua concentração não é tão elevada como inicialmente se pensava, o que diminui significativamente as vantagens face a outros tipos de sal.

Calcule o seu IMC, descubra o seu peso ideal e a melhor forma de atingir os seus objetivos!

Veja também:

Ler mais
Rita Lima Rita Lima

Rita Lima é nutricionista e trabalha, atualmente, nos ginásios Urban Fit de Ermesinde, Antas Prime Fitness e CulturaFit Club no Porto. Durante 2 anos colaborou no projeto Dragon Force do Futebol Clube do Porto e com o Boavista Futebol Clube. É licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade.