Linfócitos altos e baixos: funções e valores de referência para interpretar as análises

Os linfócitos são um dos responsáveis pelas defesas do organismo, pelo que é preciso estar alerta se os valores estiveram acima ou abaixo dos valores de referência.

Linfócitos altos e baixos: funções e valores de referência para interpretar as análises
Quais são os valores preocupantes?

Os linfócitos são os guardiões do nosso corpo, são um tipo de leucócitos (glóbulos brancos) que são uma parte importante do sistema imunitário. presentes no sistema imunitário. São as células que fazem o reconhecimento de organismos estranhos (bactérias, vírus e outras toxinas), iniciando o processo de ativação do sistema imunitário e que provocam, por exemplo, a rejeição dos transplantes de órgãos. São responsáveis pela produção dos anticorpos.

Uma pessoa saudável tem entre 1000 e 4000 linfócitos por cada mililitro de sangue, ou seja, cerca de 20% a 30% das células brancas são linfócitos (segundo grupo de leucócitos mais comum em circulação).

Qual é a função dos linfócitos?


Existem três tipos de linfócitos no nosso organismo: os linfócitos B, também chamados de células B, os linfócitos T, ou células T e as células NK (natural killers). Cada um deles tem uma função específica.

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  • Linfócito B: provenientes de medula óssea, representam cerca de representam 5% a 10% dos linfócitos. Viajam pelos vasos até aos orgãos linfáticos onde se alojam, exceto no timo.  Cerca de 25% dos novos linfócitos permanecem na medula óssea e se tornam células B. Os outros 75% viajam para o seu timo e se tornam células T.
    Algumas não se distinguem dos plasmócitos, o que resultam em células que rapidamente respondem a uma repetida exposição ao mesmo antígeno (nos casos de varicela ou sarampo, por exemplo).
  • Linfócito T: são cerca de 65 % a 75% dos linfócitos. Estas células formam-se no timo onde se distinguem em T citotóxica que atuam sobre as células estranhas e infectadas por vírus, T auxiliares direcionam a resposta imune dos linfócitos B e T e os T supressoras que mantêm a resposta imune controlada (impedem o desenvolvimento de doenças autoimunes, fazendo com que os glóbulos brancos não combatam células do próprio organismo).
  • Células NK (Natural Killers): Representam cerca de 10% a 15% da população total de linfócitos circulantes. Têm como alvo células células neoplásicas (tumorais) e proteção contra uma ampla variedade de microrganismos infeciosos.

 

Como medir os linfócitos?


Os valores dos linfócitos são analisados no hemograma, um dos exames mais prescritos porque permite ter uma visão muito global do estado de saúde de uma pessoa, sendo uma excelente ferramenta para identificar algumas doenças. Neste exame são analisadas as células no sangue, seja, as células vermelhas (eritrócitos ou hemácias), as células brancas (leucócitos) e as as plaquetas (trombócitos).

Como interpretar os resultados?


Para começar, apenas o seu médico pode fazer uma avaliação correta do hemograma. Ainda que, assim que receber as análises clínicas, espreite os resultados, só o médico poderá fazer o diagnóstico correto e, se for caso disso, indicar o tratamento mais adequado.

Valores de referência

Num adulto, os valores normais de linfócitos devem situar-se entre o 1,00 – 3,20 (10^9/L), ou seja, entre 1000 e 3200 por milímetro cúbico de sangue. Se estes valores ultrapassarem ou não alcançarem estes números pode ter múltiplos significados, não devendo de imediato ficar alarmado, mas procurar o seu médico para esclarecer a causa.

Linfócitos altos – causas

Quando o organismo passa por uma situação de stress, de convalescença ou após uma infecção, o número de linfócitos no sangue aumenta. Isso também acontece em caso de doenças como:

  • brucelose
  •  linfocítica aguda ou crónica
  • linfomas
  • mononucleose infeciosa
  • sífilis
  • tuberculose
  • hepatite
  • gripe

Linfócitos baixos – causas

No caso de os valores apresentarem números abaixo do normal, com percentagens muito baixos, está relacionado com:

  • cirrose hepática
  • imunodeficiência (sistema imunitário deprimido)
  • infeção por HIV
  • doenças autoimunes como o lúpus
  • uso de esteroides
  • radioterapia

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