Tudo sobre a infertilidade

Tudo sobre a infertilidade

14% da população ocidental é afetada.

A infertilidade é uma condição mais comum do que pode imaginar: afeta um em cada sete casais em idade reprodutiva.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, é considerado infertilidade quando, ao fim de um ano de tentativas sem anticoncecionais, um casal não consegue engravidar. No entanto, esta baliza temporal também depende da idade da mulher, se tem mais de 35 anos, o período é reduzido para 6 meses e se já passou esta fasquia, está na hora de contactar um médico especialista em reprodução.

Antes de avançarmos com mais explicações, deixamos um conselho: esteja atenta ao seu corpo, perceba quando é o seu período fértil, analise o seu muco cervical e os sintomas ao longo do mês. Se está a tentar engravidar, registe com rigor as datas dos seus ciclos e das relações sexuais para, assim, ser possível intervir o mais rapidamente possível. Há várias aplicações que a podem ajudar nesta fase, recomendamos a CLUE (Android e iOS).
 

Quais são as causas da infertilidade?


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Passamos a vida inteira (especialmente, as mulheres) a ouvir que basta uma vez para engravidar mas, na verdade, as coisas não são bem assim.

Queremos com isto dizer que a janela para conceber é muito curta e que, na prática, os casais têm cerca de 20% de hipóteses de engravidar num mês.

Para acontecer uma gravidez, há uma série de passos que têm que acontecer, nomeadamente,  ovulação, a captação do óvulo, a fertilização do óvulo pelo espermatozoide e, por fim, a implantação do embrião formado no útero.

Quanto às causas, talvez se surpreenda ao saber que a questão pode tanto estar relacionada com infertilidade masculina, como feminina ou com uma combinação de ambos. Quando não consegue engravidar, isso pode dever-se a:

Fatores femininos
 
  • Problemas na ovulação 
  • Problemas no endométrio
  • Insuficiente produção de progesterona
  • Obstrução ou lesão nas trompas de Falópio
  • Endometriose
  • Muco insuficiente/má qualidade
  • Incompatibilidade entre o muco e os espermatozoides
  • Cirurgia anterior que tenha provocado aderências e bloqueio das trompas de Falópio
  • Infeções relacionadas com DST
  • Síndrome dos Ovários Poliquísticos 
  • Gravidez ectópica anterior
  • Excesso/pouco peso
  • Outras doenças: diabetes, epilepsia, problemas na tiroide.

Fatores masculinos
 
  • Espermatozoides insuficientes
  • Espermatozoides com problemas de mobildiade
  • Espermatozoides com morforlogia anormal (inferior a 15%)
  • Espermatozoides com DNA fragmentado
  • Bloqueio ou má formação dos túbulos
  • Disfunção erétil
  • Dificuldade em ejacular
  • Inflamação nos testículos (0rquite)
  • Ejaculação retrógada (no sentido contrário, para o interior da bexiga)
  • Genética
  • Quimioterapida, radioterapia e alguns medicamentos
 

Como tratar a infertilidade?



É essencial que, se já ultrapassou ou está muito perto de atingir o período recomendado pela OMS, contacte uma clínica especializada em genética da reprodução ou peça ao seu médico de família para vos encaminhar para essa especialidade no SNS. São estes os profissionais mais indicados para acompanhar o processo e ajudar a atingir os objetivos. Depois, o tratamento pode passar por vários procedimentos, dos mais simples aos mais complexos. 

 

Controlo das relações sexuais

Muitos casais têm apenas baixa fertilidade, por isso, o primeiro passo pode começar com o controlo e programação das relações sexuais. Como lhe dissemos, a janela é muito curta, se não tiver relações sexuais no período fértil, não vai conseguir engravidar. Assim, é importante determinar o momento exato da ovulação e programar as relações para essa data.

 

Acupuntura

A Associação Portuguesa de Fertilidade reconhece a acupuntura como uma opção e/ou complemento no tratamento da infertilidade. Este tratamento consegues excelentes resultados ao regular o ciclo menstrual, melhorando o fluxo de sangue no útero, reduzindo o stress e a ansiedade, normalizando o sistema endócrino e hormonal, assim como estimulando a produção e a qualidade dos espermatozoides.

 

Inseminação intrauterina (IUI)

Neste caso, já começam os tratamentos mais complexos e dispendiosos. Na inseminação intrauterina, o esperma é colocado no útero, através de um cateter e terá que fazer resto do trabalho sozinho, ou seja, encontrar e fecundar o óvulo.

 

Fertilização in vitro (FIV)

É o procedimento mais frequente no nosso país. Na fertilização in vitro, o procedimento acontece fora do útero. Primeiro é feita a recolha dos ovócitos e dos espermatozoides, estes são fertilizados no laboratório e depois o embrião é colocado no útero. 

 

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

Quando se opta pela injeção intracitoplasmática de espermatozoides, trata-se de uma fertilização microcirúrgica, ou seja, é injetado um espermatozoide num ovócito maduro. Indicada no caso de homens com fraca mobilidade e baixa contagem de espermatozoides.

 

Transferência intra-falopiana de gâmetas (FIFT)

Muito semelhante à fertilização in vitro, porém, no caso da transferência intra-falopiana de gâmetas, trata-se de fecundação in vivo com a colocação dos óvulos e do esperma diretamente na trompa de falópio com recurso à laparascopia.
 

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