IMC Crianças: o que precisa saber

IMC Crianças: o que precisa saber

Os valores e as consequências de não os cumprir.

O IMC nas crianças é uma ferramenta importante para identificar a obesidade infantil. Saiba como avaliar os valores do seu filho.

O IMC obtém-se através de uma fórmula que relaciona a altura e o peso de um indivíduo, no caso do IMC das crianças e adolescentes, a fórmula é igual, porém, esse resultado é depois analisado em função da idade e sexo do indivíduo, ou seja, é necessário corresponder esse valor ao percentil.

Como nos adultos, é fundamental ter atenção ao IMC nas crianças e adolescentes uma vez que, uma elevada percentagem de gordura corporal ou baixo peso pode levar a vários problemas de saúde tanto em criança como na idade adulta.
 

Como é calculado o IMC nas crianças?


Criança medir altura
Tome nota:
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O IMC das crianças estabelece uma relação entre o peso e a altura da criança conforme a fórmula indicada no exemplo abaixo.

Assim que é determinado o valor do IMC, é necessário fazer a correspondência ao percentil, seguindo as curvas determinadas pela Direção-Geral de Saúde, no  Boletim de Saúde Infantil e Juvenil.

Só assim é possível perceber se o peso está acima, abaixo ou dentro dos valores normais, ajudando a identificar a desnutrição ou obesidade infantil.

A título de exemplo, vamos considerar os valores de um rapaz, com 10 anos:
 
= 30 ÷ (1,34 x 1,34) 
= 30 ÷ 1,61
= 16,66

► Calcule o IMC aqui.



IMC Crianças: interpretação dos resultados


De acordo com as indicações da Direção-Geral de Saúde, quando se trata do IMC nas crianças, as  medições devem ser frequentes, para avaliar se a criança está a saltar percentis. Assim, é recomendado que, a cada mês, os valores sejam controlados para verificar se, de um mês para o outro, a criança não salta do percentil 20 para o 85, por exemplo.

 
CLASSIFICAÇÃO CRIANÇAS IMC PERCENTIL
Baixo peso <18,5 < 5
Normoponderal 18,5 a 24,9 5 a 85
Excesso de peso 25 a 29,9 85 a 95
Obesidade >30 > 95
 
 

O que significa o percentil? 


O percentil é uma medida estatística, ou seja, quando, por exemplo, se diz que uma criança está no percentil 15, significa que apenas 15% das crianças saudáveis do mesmo sexo e idade tem um peso acima e outra metade tem um peso abaixo. O mesmo princípio é aplicado aos restantes percentis.
 


Consequências de um percentil fora dos valores normais



Quando se fala de percentil, observar o valor isoladamente não é suficiente, importa analisar a sua evolução ao longo dos meses ou anos. Mais do que estar no percentil certo, é fundamental que a evolução seja equilibrada, ou seja, ou seja, que o peso e o comprimento aumentem de forma consistente e equilibrada à medida que o tempo passa.

Neste momento, as curvas de percentis seguem os seguintes valores: 97, 85, 50, 15 e 3. Assim, quando uma criança ou jovem salta um percentil, seja para cima ou para baixo, essa alteração brusca pode ser um sinal de alerta. Por exemplo, nos primeiros dois anos de vida, o aumento de peso representa um risco de obesidade na idade adulta.

De acordo com a Direção-Geral de Saúde, muitas crianças e adolescentes obesos vão permanecer  adultos obesos, antecipando complicações que só se observavam na idade adulta, como a diabetes tipo II. Acompanhando os valores de IMC nas crianças, é possível monitorizar a sua nutrição, identificando aqueles já obesos, mas também os que estão em risco de virem a sê-lo.
 

Como conseguir que as crianças tenham hábitos saudáveis?


Mãe e filha cozinhar
A resposta é simples: pelo exemplo. Se os pais querem que os filhos tenham uma alimentação variada e equilibrada, devem fazê-la diariamente. Este é o primeiro passo. Se os pais não comem sopa, legumes, fruta, peixe, nem bebem água, será difícil incutir esses hábitos nas crianças. 

Para além disso, é importante variar o tipo de confeção dos alimentos, fazer diferentes receitas, inovar na disposição dos alimentos e incluir, por exemplo, legumes crus que, normalmente, são melhor aceites pelos mais novos.


Nunca é demais lembrar que, para uma avaliação adequada, é importante ser acompanhado pelo seu médico de família ou, neste caso, um pediatra.
 
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