Gelatina: tudo o que precisa de saber

Gelatina: tudo o que precisa de saber

Saiba toda a verdade sobre a gelatina animal e vegetal.

Nem tudo o que se diz ou escreve sobre a gelatina é verdade. Desmitifique alguns dos mitos mais frequentes. 
 

A gelatina é provavelmente uma das sobremesas mais unânimes. Mais pequenos ou mais crescidos são muitos os apreciadores de gelatina. Simples de preparar, colorida e com vários sabores é muitas vezes a opção escolhida.
Mas afinal que tipo de gelatina anda a comer? Ou não sabia que existem dois tipos de gelatina: a animal e a vegetal? E será que tudo o que se diz sobre a gelatina é verdade?
 

Gelatina animal vs gelatina vegetal


Comecemos por aqui. Existem dois tipos de gelatina: a de origem animal e a de origem vegetal. A diferença entre ambas – claro está – reside na sua origem. A primeira – a gelatina animal – é a mais comum e aquela que se encontra à venda em qualquer superfície comercial. A sua proteína (o colagéneo) é extraída de ossos, pele, cartilagens e tendões de animais, como boi ou porco (sim, é mesmo verdade). A gelatina vegetal é obtida de algas, sendo a mais comum a ágar-ágar.
 
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Mitos e verdades (da gelatina animal)


A gelatina mais consumida é a gelatina animal e são vários os benefícios que lhe são atribuídos, mas também muitos os mitos que lhe estão associados. No entanto, nem tudo corresponde à verdade. Ora veja.
 

1. É rica em colagénio


MITO: a gelatina animal é produzida a partir de tecidos onde se encontra o colagénio, no entanto, as versões que encontramos em supermercado têm uma quantidade muito reduzida de colagénio.
 

2. É uma boa fonte de proteínas


MITO: tendo em conta que a proteína da gelatina animal é o colagénio, e que se encontra em teores reduzidos nas gelatinas industrializadas, estas não são uma boa fonte proteica, quando comparadas com a carne ou laticínios, por exemplo. A pouca proteína que tem serve apenas para gelificar.
 

3. Fortalece unhas e cabelos


MITO: a quantidade de colagénio existente nas gelatinas de supermercado não é suficiente para que se tenha algum benefício no crescimento saudável de unhas e cabelos, bem como para a elasticidade da pele. Para tal seria necessário o consumo de 8 a 10 gramas de colagénio por dia e estas gelatinas apenas têm até 2 gramas.
 

4. Reduz a celulite


MITO: não. Quanto muito o colagénio poderia estimular a elasticidade da pele que ajuda a combater a celulite.
 

5. Não tem gordura


VERDADE: nenhuma gelatina tem gordura. Nem animal, nem vegetal, nem as instantâneas, nem as já confecionadas. Portanto, sempre que vir a menção "0% de matéria gorda" num rótulo, saiba que a gelatina por si só já não tem gordura! Mas não se iluda, porque o açúcar, esse sim continua lá!
 

6. Não tem açúcar


MITO: de facto, o que não tem de gordura, pode ter de açúcar. A verdade é que algumas gelatinas ditas normais contêm cerca de 80% de açúcar, que no caso das versões light é substituída por polióis (como o sorbitol ou o xilitol), os chamados adoçantes. Em último caso, opte pela versão apenas "0%" (e não "0% de matéria gorda"), que não contém açúcares, mas sim adoçantes. 
 

Gelatina sim ou não?


Se procura uma fonte de colagénio nas gelatinas instantâneas, lamentamos mas não vai encontrar. No entanto, com mais ou menos mitos associados, esta gelatina pode ser uma opção para incluir na sua alimentação, não devendo no entanto abusar do seu consumo. Em caso de dúvida na sua constituição, leia sempre os rótulos, nomeadamente a informação nutricional e os ingredientes.

Mas se quer realmente uma gelatina saudável está na hora de experimentar a gelatina de ágar-ágar (ou simplesmente ágar, como é conhecida). Extraída das algas vermelhas e rica em fibras solúveis (cerca de 94,8%) a gelatina de ágar não é uma novidade recente. Muito pelo contrário. A sua produção iniciou-se no Japão por volta de 1950. Além de saudável, esta gelatina é pouco calórica (menos ainda que a de origem animal versão light) e ajuda a manter uma sensação de saciedade, reduzindo o apetite. 


 

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