As três fases do trabalho de parto

Conheça as três diferentes fases do trabalho de parto e prepare-se para um dos momentos mais marcantes e especiais da sua vida.

As três fases do trabalho de parto
Saiba o que acontece em cada uma delas

São três as fases do trabalho do parto.

Os meses de preparação para o nascimento do bebé atingem assim o seu clímax, quando começam os sinais da primeira fase.

Neste artigo vamos descrever os momentos de cada uma.


Primeira fase: contrações


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A primeira das fases do trabalho de parto começa assim que a grávida sente as primeiras contrações.

As contrações do verdadeiro trabalho de parto são diferentes das que as mulheres poderão sentir ao longo da gravidez.

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Tornam-se mais dolorosas, duram entre 30 a 60 segundos e ocorrem a intervalos de 5 a 20 minutos. Só irão parar após o nascimento.

É nesta fase que o colo do útero começa a dilatar-se e a adelgaçar-se; de todas as fases do trabalho de parto, esta pode dividir-se em três momentos distintos: latente, ativa e de transição.

1. Fase latente

A fase latente pode durar cerca de 8 horas para os primeiros bebés e é quando o colo do útero começa a ser alargado por ação das contrações.

 


2. Fase ativa

A fase ativa, apesar de mais curta do que a anterior, é quando as contrações se tornam mais dolorosas; poderá durar entre 3 a  5 horas.

 


3. Fase de transição

A fase de transição é a mais curta e mais intensa de todas; dura cerca de uma hora e ocorre mesmo antes do nascimento. A grávida poderá sentir necessidade de começar a fazer força, mas só o deverá fazer após indicações, pois poderá ainda não ter dilatação suficiente. Nesta fase, sente-se mais irritada e com mais dor.

É nesta primeira fase do trabalho de parto que ocorre a rutura das águas. As membranas do saco amniótico podem romper-se em qualquer momento do parto, mas é mais comum que aconteça no final da primeira fase.

De um modo geral, se a rutura das águas acontecer perto do termo, o parto ocorre num curto espaço de tempo, apesar de haver exceções e poder haver necessidade de o induzir.

Segunda fase: expulsiva


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De todas as fases do trabalho de parto, esta é a mais esperada. O nascimento do bebé.

A segunda fase é a expulsiva. Começa no momento em que o útero está completamente dilatado e vai até ao nascimento.

Nesta fase, as contrações têm uma duração de 60-90 segundos e ocorrem com intervalos de 2 a 4 minutos. A grávida irá sentir vontade de fazer força. Esta reação é involuntária e é provocada pela pressão da cabeça do bebé sobre a zona pélvica e o reto.

O empurrar deverá ser firme e contínuo e todo o esforço muscular deverá ser regular e lento, para permitir que os tecidos e os músculos da vagina e do períneo tenham o tempo necessário para se alongar, por forma a acomodar-se à cabeça do bebé.

Nesta fase, e quando estiver a fazer força, a posição mais eficaz é erguida: seja sentada numa cama de partos, de pé com a cabeça à volta do acompanhante ou mesmo de cócoras.

Assim, a força muscular descendente do corpo da grávida e a força da gravidade estão a trabalhar em conjunto para ajudar à expulsão do bebé.

No momento em que faz força, as zonas pélvica e anal devem estar completamente descontraídas, pelo que é perfeitamente normal que haja libertação de fezes ou urina. É muito vulgar e a grávida não deve, de forma alguma, ficar envergonhada.
 

Terceira fase: dequitação


De todas as fases do trabalho de parto, na terceira o útero descansa cerca de 15 minutos. Chama-se a esta fase a dequitação ou expulsão da placente.

A placenta solta-se da parede uterina e é expulsa pelo canal uterino. Muitas mulheres querem ver a placenta após a sua expulsão, pois é um orgão espantoso que foi o sistema de apoio do bebé durante 9 meses.

Após a sua expulsão, o pessoal médico examina a placenta de forma cuidada, para se certificar de que nada ficou dentro do útero, pois caso não tenha saído na sua totalidade, pode, mais tarde, dar origem a hemorragias.

Poderá ser feita uma ecografia, para verificar se o útero está ou não completamente vazio.

No final, toda a zona da vulva é examinada com muito cuidado para deteção de algum rasgão, que, a verificar-se, terá de ser cosido de imediato.

Esta fase dura cerca de 10 a 20 minutos, mas com um controlo ativo para reduzir as probabilidades de hemorragia excessiva, através da indução de um fármaco, é, ainda, mais curta.

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