Parto normal vs Cesariana

Parto normal vs Cesariana

Conheça as diferenças entre ambos.

Parto normal vs cesariana: em Portugal, mais de 30% dos partos são cesarianas. Serão mesmo necessárias?

No mundo das mães há uma "guerra" instalada: parto normal vs cesariana.

Hoje em dia, ainda mesmo antes de receber o positivo, muitas mulheres já decidiram como vão querer o seu parto, se será vaginal ou cesariana, se na água, se vai recorrer aos serviços de uma Doula ou se não abdica da epidural, se vai ser um parto em casa sem assistência ou num hospital privado com todas as comodidades. 

A mulher pensa e decide tudo isto como se esta fosse uma escolha que depende apenas dela e não de uma série de fatores alheios à sua vontade.

Os seus desejos e as expectativas que coloca neste momento são naturais e válidos, porém, é importante estar preparada para que as coisas não se passem exatamente como planeou e ter a capacidade para encaixar as mudanças. Só há uma certeza: na obstetrícia não há previsões infalíveis.
 

Parto normal vs cesariana: as razões


Algumas mulheres têm medo da dor do parto e optam pela cesariana, outras querem sair da maternidade pelo próprio pé e preferem o parto normal, muitas têm receio de prejudicar o períneo e a vida sexual futura, tantas outras querem uma recuperação o mais rápida possível e há também quem não goste de surpresas e prefira saber o dia exato em que vai ter o seu bebé nos braços. 
 
Tome nota:
A ligação que existe entre uma mãe e um filho é a mais poderosa! Receba já todas as dicas para si e o seu bebé.

São muitas as razões que levam as mulheres a tomar esta decisão, no entanto, há mais a ponderar.

Quanto a isto, a comunidade médica é unânime, o parto por cesariana deve ser encarado apenas como uma solução de último recurso, quando se verifique perigo para mãe e para o bebé, uma posição sustentada pela Ordem dos Médicos.

 

Parto normal vs cesariana: as diferenças


pés recém-nascido
O início do trabalho de parto está associado a alterações hormonais na mãe e no bebé, que somadas  às contrações são o motor para garantir a maturidade pulmonar do bebé e para o preparar para sair para o mundo. Estes estímulos são o alerta para que o bebé saiba que está na hora de se preparar para respirar. É, por isso, importante que este processo não seja acelerado.
 

O parto normal

O corpo da mulher está preparado para um parto normal, é esta a sua natureza, logo, a recuperação é mais simples e mais rápida do que numa cesariana. No que diz respeito à dor, à partida, pode contar com a epidural para a aliviar. A epidural é administrada apenas após os 4 cm de dilatação e quando atinge contrações com intervalos de 4/5 minutos.

No parto normal, o bebé é expulso pela força da contração das paredes do útero. Numa primeira fase, ocorre a dilatação do colo do útero e só a partir dos 4 cm é que se considera que está em trabalho de parto. Depois, é o momento da expulsão do bebé, quando atinge os 10 cm de dilatação e as contrações estão muito intensas. Por fim, na última fase, liberta a placenta, é feita a limpeza do útero e, se preciso, a sutura do períneo.

É possível que, em qualquer momento do parto normal, seja necessário alterar os planos para avançar para uma cesariana. Procure manter-se calma e confiante. É importante que se faça acompanhar por profissionais competentes e que confie no seu médico. Ele, melhor do que ninguém, saberá o que é melhor para si e para o seu bebé.

► Saiba mais sobre o parto normal, aqui.



A cesariana

A cesariana é uma intervenção cirúrgica, como tal, acarreta os mesmo riscos do que qualquer outra cirurgia como: hemorragia, infeção do endométrio, infeções urinárias, formação de aderências intra-abdominais, febres altas, obstipação grave, dores e morbilidade. A cesariana deve ser encarada como último recurso, uma solução para um problema e não uma alternativa.

É precisamente nessas condições que está prevista, no sentido de salvaguardar a saúde da mãe e do bebé, em casos de:

 
  • Suspeita de sofrimento fetal
  • Sem condições para parto normal (gravidez gemelar, bebé transverso, etc.)
  • Placenta prévia
  • Prolapso do cordão umbilical
  • Descolamento da placenta
  • A bacia não tem dimensão para parto normal
  • A dilatação não evoluiu
  • Pré-eclâmpsia grave
  • Patologias maternas: doença pulmonar ou cardiovascular grave, herpes genital, condilomatose vulvar, etc.


Na cesariana são feitos pequenos cortes na zona abdominal e no útero de modo a que seja possível retirar o bebé. Depois, o líquido amniótico é aspirado e o bebé é retirado. Ainda que todo o procedimento demore cerca de 1 hora, a preparação para a saída do bebé demora, aproximadamente, 10 minutos.


► Saiba mais sobre como recuperar de uma cesariana, aqui.
 
Receba aqui mais dicas para si e para o seu bebé !
 

Veja também: