Linfócitos: tipos e funções

Linfócitos: tipos e funções

Conheça o papel destas células no corpo humano.

Responsáveis por defender o corpo humano, os linfócitos são essenciais ao bem-estar do organismo. Saiba como se organizam e as funções que desempenham.

O sistema imunitário é um conjunto de estruturas e processos que tem como principal objetivo combater todos os corpos estranhos que possam ser prejudiciais ao bom funcionamento do corpo humano.

Os linfócitos são o principal constituinte deste sistema e vão evitar que seja afetado pelos mais variados tipo de doenças.


 

IMPORTÂNCIA DOS LINFÓCITOS


Linfócitos
Os linfócitos são as células responsáveis por proteger o corpo humano de infeções, vírus e todas as bactérias que possam ser prejudiciais para o organismo.

Os valores ideais estão entre os 20 e os 30%, ou seja, por cada mililitro de sangue, uma pessoa deve ter entre 1000 e 4000 linfócitos. Quando os valores dos linfócitos são mais elevados do que o suposto, pode ser sinal de infeções que vão desde gripes e alergias a hepatite ou rubéola. 

Por outro lado, quando os valores ficam abaixo do normal, é sinal de problemas relacionados com a medula óssea, como anemia ou leucemia, ou de doenças autoimunes como o HIV.

 

TIPOS DE LINFÓCITOS


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LINFÓCITOS B

Representam entre 5 a 10% dos linfócitos. São produzidos na medula óssea e é também lá que amadurecem, sendo libertados na corrente sanguínea apenas quando já são capazes de produzir anticorpos.

São ativadas quando surgem corpos estranhos ao organismo, originando assim os plasmócitos (células produtoras de anticorpos).

Por vezes os plasmócitos não se formam e, em vez disso, surgem as células B de memória imunitária. Isto significa que elas só vão ser ativadas quando forem expostas ao mesmo corpo estranho novamente. É disto exemplo doenças como o sarampo ou a varicela, que só se manifestam uma vez no corpo.
 


LINFÓCITOS NK

Representam 10 a 15% do total de linfócitos e têm as células tumorais e alguns micróbios como principal foco. Maiores do que os restantes linfócitos, atacam e destroem essas células prejudiciais ao corpo humano sem precisarem de um estímulo.
 


LINFÓCITOS T

Representam entre 65 e 75% dos linfócitos presentes na corrente sanguínea e são responsáveis pela imunidade celular. Também são produzidos na medula óssea, mas amadurecem no timo (órgão localizado na cavidade torácica), onde se mantêm até diferenciarem as células dos organismos dos corpos estranhos.

Contudo, por vezes esta distinção não é feita e os linfócitos T destroem células do próprio organismo, o que resulta em doenças autoimunes como a esclerose múltipla.
dividem-se em três tipos:
 
  • Linfócitos T Auxiliador - Têm um papel fundamental na defesa do organismo porque orientam todo o processo de defesa. Ao detetarem o corpo estranho ao organismo, estimulam a transformação dos linfócitos B em plasmócitos e também a ação do linfócitos T Supressores.

    Estas são as primeiras células a ser afetadas pelo vírus do HIV (em pacientes infetados, o valor é inferior a 100/mm3): assim os linfócitos B e T deixam de ser estimulados e os infetados com HIV passam a estar suscetíveis a doenças que em pessoas não infetadas não seriam graves.
     
  • Linfócitos T Supressor - Têm como função identificar e destruir as células do organismo que estão infetadas e impedem-nas de se multiplicarem, mas também impedem os corpos estranhos ao organismo de se reproduzirem. São portanto responsáveis por impedir a resposta celular e humoral e acelerar a resposta do sistema imunitário.
     
  • Linfócitos T Citotóxicos - Atuam diretamente sobre as células infetadas, destruindo-as imediatamente. destroem células anormal e infestadas por vírus ou bactérias.
 
 

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