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DGS e Ordem dos Médicos elaboram norma clínica sobre deficiência de vitamina D

Por que razão mais de dois terços dos portugueses terão carência de vitamina D, se Portugal é um país com tanta exposição solar?  DGS, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e o Infarmed estão a estudar o assunto.

 
DGS e Ordem dos Médicos elaboram norma clínica sobre deficiência de vitamina D
Consumo de medicamentos para suprir défice de vitamina D continua a aumentar

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Ordem dos Médicos elaboraram uma norma sobre as boas práticas clínicas na prevenção e tratamento da deficiência de vitamina D, na sequência do aumento do uso de medicamentos contendo vitamina D.

A norma em causa, dirigida aos médicos, foi publicada esta quarta-feira, dia 15 de agosto, no portal da DGS.

Tal como avança a Lusa, o aumento da utilização de medicamentos contendo vitamina D, em 2017 e 2018, levou a DGS, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) a fazerem uma avaliação ao diagnóstico e tratamento de défice desta vitamina em Portugal, que resultou na norma clínica, intitulada: “Prevenção e tratamento da deficiência da vitamina D” – anunciaram as três instituições num comunicado conjunto.

Em paralelo, o INSA e o Infarmed propõem-se realizar um estudo epidemiológico para “caracterizar a prevalência da deficiência da vitamina D na população portuguesa”, precisou a Autoridade do Medicamento à mesma fonte, acrescentando que o protocolo de colaboração entre as duas instituições está a ser preparado e será posteriormente apreciado pelas comissões de ética.

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Recorde-se que o assunto voltou à ordem do dia depois de, no final do ano passado, ter sido apresentado um estudo, anunciado como representativo da população adulta, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Faculdade de Medicina desta cidade, que indicava que cerca de dois terços dos portugueses terão carência deste nutriente. Os especialistas, contudo, questionavam se o recurso em massa à vitamina D faz sentido em Portugal, uma vez que é um país com grande exposição solar.

O que é certo é que os portugueses consomem cada vez mais produtos para suprir o défice de vitamina D. Em 2017, gastaram 13,4 milhões de euros em suplementos deste tipo, o dobro do ano anterior. Mas a tendência de aumento de consumo já vinha de trás: entre 2014 e 2016, estas vendas tinham quintuplicado em Portugal, que é um dos países da Europa com maior exposição solar, factor que é fulcral para sintetizar o nutriente.

A divulgação do estudo, em conjunto com o aumento galopante na despesa com fármacos para este efeito, levou a que o Infarmed, a DGS e o Insa avançassem para a avaliação da “racionalidade clínica na prescrição de medicamentos” com vitamina D e também das “práticas promocionais daqueles medicamentos por parte das empresas farmacêuticas”.

No quadro da avaliação que foi feita, o Infarmed analisou estas mesmas práticas, tendo instaurado quatro processos de contraordenação em 2017 e cinco em 2018, por publicidade ilegal a fármacos sujeitos a receita médica com vitamina D, indicou ainda o organismo à Lusa.

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