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Avaliação do risco nutricional alargada a todos os hospitais do SNS

Esta avaliação é essencial para promover o suporte nutricional adequado à recuperação dos doentes e, consequentemente, aumentar a sua qualidade de vida.

 
Avaliação do risco nutricional alargada a todos os hospitais do SNS
Cerca de 115 mil portugueses internados precisam de nutrição clínica

Depois de, no passado mês de abril, ter-se iniciado a implementação da avaliação sistemática do risco nutricional na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) e no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), a medida vai agora ser alargada a todas as unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Aliás, este alargamento iniciou-se no passado dia 31 de julho.

Recorde-se que a medida surgiu no âmbito de uma proposta da Ordem dos Nutricionistas datada de 2016 – a qual visava garantir o fornecimento de uma alimentação nutricionalmente adequada aos doentes, tendo em vista a qualidade dos cuidados de saúde prestados nas entidades hospitalares do SNS.

Esta proposta acabou por ser formalizada no Despacho n.º 6634/2018, que determina as ferramentas a utilizar para a identificação do risco nutricional – com vista à implementação de uma estratégia de combate à desnutrição hospitalar e promoção da recuperação dos doentes e da sua qualidade de vida.

Num comunicado publicado pelo Ministério da Saúde no Portal do SNS, lê-se que: “A avaliação do risco nutricional é um passo essencial para a implementação de uma estratégia de combate à desnutrição hospitalar, uma condição que se estima que possa estar presente em 20% a 50% dos doentes internados”.

Além disso, lê-se ainda no comunicado, “a desnutrição em doentes internados em hospitais representa um grave problema de saúde que é frequentemente encoberto por outras situações clínicas. Trata-se de uma situação que amplifica a necessidade de cuidados de saúde e influência marcadamente a qualidade de vida dos doentes, com elevados custos a nível pessoal, para a sociedade e para o sistema de saúde”.

A implementação de uma identificação precoce do risco nutricional pode ainda contribuir para reduzir úlceras de pressão e reduzir custos, uma vez que a desnutrição está associada a internamentos mais longos, afetando sobretudo cidadãos mais idosos.

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