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Vitiligo em cães: em que consiste este transtorno?

O vitiligo em cães é uma doença de pele que provoca despigmentação e também acomete as pessoas. Tire todas as suas dúvidas sobre este transtorno nos cães.

Vitiligo em cães: em que consiste este transtorno?
Vitiligo é uma doença estética e não está associada a problemas maiores.

O vitiligo em cães causa hipopigmentação em algumas zonas da pele e pelo, ou seja, a pele fica sem coloração nessas mesmas zonas do corpo.

Vitiligo em cães: como se carateriza?


vitiligo em caes cão com dermopigmentacao a volta dos olhos

O vitiligo é uma doença de pele rara que afeta várias espécies incluindo o homem e o cão. Esta desordem carateriza-se por causar uma despigmentação dos pelos (leucotriquia) e da pele (leucodermia), causada por uma destruição progressiva e crónica dos melanócitos, sem qualquer sintomatologia.

Os melanócitos são células localizadas na pele e noutros locais do corpo. A sua função é a produção de melanina, uma coloração de tom castanho escuro. A melanina é responsável pela coloração da pele, pelos e olhos dos animais e pessoas.

Classificação

O vitiligo em cães pode ser caraterizado por ser localizado ou generalizado. Por norma, quando se apresenta de uma forma localizada é unilateral, ou seja afeta só um lado do corpo. Se for generalizado afeta normalmente ambos os lados (bilateral) na zona da boca e olhos.

O vitiligo em cães é uma doença rara, e quando aparece normalmente é na forma localizada.

Vitiligo em cães: causas e sintomas


vitiligo em caes golden com hipopigmentacao

Pensa-se que esta seja uma condição genética, hereditária e também imunomediada. Ou seja, há animais que irão ter maior predisposição para desenvolver a doença do que outros.

Sendo considerada uma doença imunomediada, significa que o organismo do cão destrói as próprias células produtoras de melanina – os melanócitos. Dessa forma, os locais onde não se irá produzir mais melanina ficam despigmentados, brancos.

Raças mais acometidas

Uma vez que se trata de uma doença com influência genética, algumas raças têm maior predisposição para o desenvolvimento da doença:

Apesar de estas serem as raças com maior incidência, qualquer raça ou cães com raça indefinida podem apresentar esta alteração.
Também é normal afetar animais mais jovens, entre os 12 e os 24 meses de idade.

Os sintomas são branqueamento da pele e pelo em redor dos olhos, nariz, lábios e cabeça, podendo evoluir gradualmente para todo o corpo.

Vitiligo em cães: diagnóstico


vitiligo em caes idosos

O diagnóstico é feito pelo seu médico veterinário com base na história clínica do animal em conjunto com uma análise histopatológica (biópsia) das áreas despigmentadas.

Quando aparece uma área de pelo ou pele despigmentada no seu cão, as hipóteses podem ser várias, desta forma, é importante que consulte o seu médico veterinário de forma a entender qual a razão e iniciar um tratamento o mais depressa possível.

Outras possíveis origens de aparecimento de uma área despigmentada são:

1. Idade

Áreas brancas de pelo, principalmente na zona do focinho, podem surgir em animais de mais idade, sem significar que existe alguma doença.

2. Albinismo

Tal como nas pessoas, os cães também podem ser albinos. Isto significa que os melanócitos não produzem melanina e portanto a sua pele e pelos são despigmentados. Nesta situação há total ausência de pigmentos e até a coloração dos olhos é azul ou rosa (mais raro).

3. Hematopoiese cíclica canina

É uma doença letal genética autossómica recessiva. É também conhecida por Neutropenia Cíclica ou Síndrome do Collie Cinzento, pois afeta cães desta raça que nascem com a pelagem cinza-prata e o nariz claro.

Para além desta alteração na coloração da pelagem causa também sintomas como diarreia, amiloidose, estomatite (inflamação da cavidade oral) e acabam por morrer por um decréscimo nas defesas (neutropenia).

4. Piebaldismo

Também conhecido como síndrome de Waanderburg-Klien e está associado a genes que provocam surdez. Os animais afetados apresentam zonas cutâneas e pelagem sem melanócitos, têm olhos azuis ou com heterocronimia (um olho de cada cor).

É observado em Bull Terriers, Sealyham-terriers, Collies e Dálmatas. Daí que muitas vezes se associe que animais brancos e de olhos claros sejam surdos.

5. Síndrome Uveodermatológico Canino

É um processo raro que causa uveíte (inflamação da úvea do olho) e despigmentação cutânea do nariz, lábios e pálpebra podendo também ocorrer nas almofadas plantares. É uma doença caraterística de raças nórdicas.

6. Transtornos nutricionais

Deficiências em alguns nutrientes como os minerais cobre e zinco podem causar alteração da coloração do pele e pelo.

7. Doenças Endócrinas

Algumas doenças endócrinas como síndrome de Cushing ou alterações hormonais também podem causar sintomatologia semelhante ao vitiligo em cães.

8. Alterações físicas

Lesões na pele e pelo provocadas por raios-x, raios UV, queimaduras e frio podem provocar despigmentação devido à destruição dos melanócitos. Normalmente estas lesões são de caráter permanente.

9. Alterações químicas

Algumas injeções podem provocar reações locais e provocar destruição dos melanócitos.

10. Tumores

Determinados tumores podem causar a despigmentação da pele e pelo.

11. Outras doenças auto-imunes

Outras doenças de pele auto-imunes podem causar sintomas semelhantes ao vitiligo em cães, como o lupus eritematoso, sistémico e discóide, pênfigo eritematoso e foliáceo. Por norma, só é possível distinguir através de biópsia da pele.

Vitiligo em cães: tratamento


vitiligo em caes cao no veterinario

O vitiligo em cães não tem tratamento, no entanto trata-se de uma doença puramente estética sem problemas mais graves. Assim, se notar uma despigmentação na pele ou pelo do seu amigo de quatro patas, deve fazer uma consulta para que o médico veterinário possa fazer o diagnóstico e perceber se se trata de uma doença grave ou não.

Há casos reportados de repigmentação espontânea em cães com a doença.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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