Transporte de doentes no Porto: preços praticados

À semelhança do que acontece no resto do país, o transporte de doentes no Porto é comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde em determinados casos.

Transporte de doentes no Porto: preços praticados
Sabe quando e quanto terá que pagar por uma ambulância?

Seja por doença ou lesão, seguramente o próprio leitor ou algum amigo ou familiar já necessitaram de transporte de ambulância e, nesse caso descobriu que tal com acontece no resto do país, o transporte de doentes no Porto pode ser comparticipado sim pelo Serviço Nacional de Saúde, mas apenas em determinados casos.

Tudo depende de se tratar de transporte de doentes urgentes (em situação clínica com potencial falência de funções vitais) ou emergentes (em situação clínica com risco instalado, ou iminente, de falência de funções vitais), a responsabilidade do transporte é do INEM e sem encargos para o paciente.

Já no caso do transporte de doentes não urgentes,  despesa fica do lado do paciente, podendo ter ou não comparticipação por parte do SNS, dependendo do que está previsto na legislação.

Transporte de doentes em no Porto: quando é comparticipado?



O Serviço Nacional de Saúde assegura o transporte não urgente de doentes, mediante prescrição médica em casos de insuficiência económica ou mediante o tipo de problema de saúde:

Pacientes com insuficiência económica:

  • Rendimento médio mensal até 628,83 euros;
  • Incapacidade igual ou superior a 60%;
  • Condição clínica incapacitante, resultante de sequelas motoras de doenças vasculares;
  • Transplantados;
  • Insuficiência cardíaca e respiratória grave;
  • Perturbações visuais graves;
  • Doença do foro ortopédico;
  • Doença neuromuscular de origem genética ou adquirida;
  • Patologia do foro psiquiátrico;
  • Doentes oncológicos;
  • Queimaduras;
  • Gravidez de risco;
  • Doença infetocontagiosa que implique risco para a saúde pública;
  • Insuficiência renal crónica;
  • Paralisia cerebral e situações neurológicas com comprometimento motor;
  • Necessidade de técnicas de fisiatria, durante um período máximo de 120 dias;
  • Menores com doença limitante/ameaçadora da vida;
  • Outras situações clínicas que justifiquem a necessidade de transporte não urgente.

Pacientes sem insuficiência económica:

  • Cuidados de saúde de forma prolongada e continuada;
  • Insuficiência renal crónica e doentes que realizem diálise peritoneal ou hemodiálise domiciliária;
  • Reabilitação em fase aguda por um período máximo de 120 dias;
  • Doentes oncológicos e transplantados;
  • Noutras situações clínicas devidamente justificadas pelo médico assistente, previamente avaliadas e autorizadas.

Se não enquadra em nenhuma destas situações, saiba quanto tem que pagar pelo transporte de doentes no Porto.

Transporte de doentes no Porto: quanto terá que pagar?


Os preços indicados por quilómetro para o transporte de doentes no Porto são indicativos para o público em geral, podendo haver descontos para os associados de bombeiros e as associações humanitárias, de acordo com a Deco Proteste, que procedeu à recolha dos dados.

  • Ambulâncias Vale do Tamêga – 0,51€
  • Ambyamigo – Ambulâncias – 0,51€
  • Associação de Solidariedade Humanitária de Canelas – 0,70€
  • Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Gondomar – 0,60€
  • Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Marco de Canaveses – 0,60€
  • Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça – 0,65€
  • Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia – 1,00€
  • Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Penafiel – 0,50€
  • Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Porto – 0,50€
  • Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Valongo – 0,60€
  • Carlos Pestana – 0,48€
  • Dávida – Transporte de Doentes – 1,00€
  • Invicta Ambulâncias – 0,70€
  • Salvavida – Transporte de Doentes – 0,75€

Nota


De salientar que, além do preços por quilómetro, o paciente terá ainda que pagar uma taxa de saída, informação nem sempre revelada pelas entidades.

Deve ainda contar com o período em que a ambulância está parada a aguardar pelo doente, que também é pago, bem como na necessidade de oxigénio.

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