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Transporte de cães nos aviões: é possível viajar com o seu melhor amigo?

Nem todas as companhias aéreas permitem o transporte de cães nos aviões, sendo que as regras variam consoante vários fatores. Saiba tudo o que precisa.

Transporte de cães nos aviões: é possível viajar com o seu melhor amigo?
Saiba como pode viajar de avião sem deixar o seu melhor amigo para trás.

O transporte de cães nos aviões é possível, portanto se pensa em viajar de avião e quer levar consigo o seu patudo, saiba que o pode fazer. No entanto, é preciso ter em atenção vários aspetos pois as regras podem variar entre as várias companhias aéreas.

Fatores a ter em consideração no transporte de cães nos aviões


Antes de comprar o seu bilhete informe-se de todos os procedimentos que deverá ter em conta para viajar com o seu animal de companhia.

1. Companhia aérea

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Não há nenhuma regra relativamente à aceitação de animais em aviões, portanto a permissão irá depender de cada companhia. Algumas companhias, por exemplo, permitem apenas que cães-guia viagem, ou que apenas cães de pequeno porte viagem em cabines.

Antes de escolher a companhia aérea para o seu voo e comprar o seu bilhete, deve informar-se com a companhia escolhida acerca do transporte de cães nos aviões. Não só acerca da permissão para viajar mas também relativamente às condições em que o cão irá viajar.

Certas companhias determinam um local próprio no avião para o transporte de cães de porte médio-grande, enquanto outras não fazem distinção entre a bagagem no porão. Outras permitem que os cães de pequeno porte viagem na cabine com os seus tutores, enquanto outras não.

Assim, se pretende que o seu cão viaje nas melhores condições, deve sempre questionar a companhia aérea acerca do transporte.

Veja como é feito o transporte dos cães nos aviões neste vídeo >>

2. Bilhete de avião

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Tal com as pessoas, os cães que viagem de avião também necessitam de um bilhete, uma vez a maioria das companhias áreas tem vagas limitadas para este tipo de transporte.

Na reserva do bilhete deve logo informar acerca da espécie do animal, porte, dimensões da transportadora e peso do animal com a transportadora.

3. Transportadora

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Todos os cães têm que viajar no interior de uma transportadora, independente do seu tamanho. O ideal é arranjar uma transportadora que permita que o animal se movimente,se deite e levante de uma forma confortável.

Algumas companhias determinam também qual o tamanho máximo da transportadora tanto no porão como na cabine, por isso, antes de fazer a compra da transportadora deve informa-se quais as dimensões máximas permitidas.

Os únicos cães que não necessitam de transportadora para viajar são os cães-guias, nem necessitam de bilhete. No entanto, é necessário a apresentação de documento comprovativo.

4. Documentos

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Para que o seu cão viaje são necessários determinados documentos que podem ser emitidos pelo seu médico veterinário. Se planeia viajar com o seu cão para algum país, é importante que consulte o seu médico veterinário atempadamente de forma a evitar a falta de algum documento.

Os documentos necessários variam consoante o país para onde viaja, no entanto dentro da união europeia, os documentos necessários são os seguintes:

  • Passaporte: o passaporte substitui o boletim de vacinas quando o animal viaja para outro país. Nele estão registados todas as vacinações obrigatórias ou não obrigatórias, desparasitações, microchip e outros exames registados pelo médico veterinário. Este passaporte só pode ser emitido por um médico veterinário;
  • Microchip: Para o animal viajar é obrigatório ter microchip de identificação e estar registado conforme o passaporte emitido;
  • Vacina da raiva: é necessário que a vacina da raiva esteja em dia. Caso o seu animal não tenha a vacina da raiva e pretenda viajar com ele, terá que ser dada com pelo menos 21 dias de antecedência. A vacina da raiva é válida durante 1 ou 3 anos, dependendo da marca administrada, portanto é importante esclarecer com o seu medico veterinário antes da viagem se a vacina está dentro do período de validade.

Para além destes requisitos, alguns países como Reino Unido, Irlanda, Finlândia e Malta têm alguns requisitos extras. Fora da união europeia também podem ser necessários outros documentos, portanto é boa ideia informar-se sempre com o seu médico veterinário ou para algum esclarecimento adicional com a DGAV (Direção Geral de Alimentação e Veterinária) pois esta é a entidade responsável.

Cuidados a ter no transporte de cães nos aviões


 

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Para além das regras das companhias aéreas acerca do transporte de cães nos aviões, são necessários outros cuidados para garantir que o seu cão viaja em segurança.

1. Habituar o cão a transportadoras

Caso o cão não esteja habituado a estar dentro de uma transportadora a viagem poderá ser muito stressante, especialmente se for um voo de muitas horas.

O aconselhável é começar o máximo tempo possível antes o seu cão a estar no interior de uma transportadora sem stressar, colocando guloseimas no seu interior.

2. Enjoos

Para prevenir enjoos, a comida deve ser retirada cerca de 4 horas antes do voo. Caso o animal ainda assim fique muito nauseado pode ser necessário recorrer a medicamentos.

Deve sempre aconselhar-se com o seu medico veterinário acerca da medicação mais indicada para o animal e nunca o auto-medique.

3. Stress

Em casos de animais muito stressados e ansiosos pode ser necessário a administração de fármacos, sempre sob recomendação do seu médico veterinário.

4. Identifique a transportadora e o cão

Para o caso de alguma coisa correr mal, deve colocar o seu nome e contactos no transporte do animal e no próprio animal, por exemplo na coleira.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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