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Sleeve Gástrico: uma cirurgia relevante para o tratamento da obesidade

O sleeve gástrico é um tipo de cirurgia bariátrica utilizado para tratamento de casos de obesidade mórbida. Conheça este tipo de cirurgia inovadora.

 
Sleeve Gástrico: uma cirurgia relevante para o tratamento da obesidade
Promove a resseção do estômago e a diminuição da ingestão alimentar

A obesidade é uma doença crónica, complexa e multifatorial, sendo considerada a verdadeira epidemia do século XXI.

Apesar de o seu tratamento passar, normalmente, por alteração de hábitos alimentares e prática de exercício físico, existem casos mais graves que necessitam de recorrer à cirurgia bariátrica para ultrapassar este problema.

Entre as opções de cirurgia bariátrica ou cirurgia de obesidade, estão o bypass (a mais utilizada atualmente), o sleeve gástrico e a banda gástrica (cada vez mais em desuso).

Os critérios que encaminham um doente para tratamento com cirurgia de obesidade são um índice de massa corporal (IMC) superior a 40 (obesidade mórbida ou grau III) ou IMC superior a 35 (obesidade grau II) com patologia associada (ex. diabetes tipo II, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardiovasculares entre outras).

Em que consiste o Sleeve Gástrico?


O sleeve gástrico é um procedimento restritivo, no qual a região esquerda do estômago é removida, resultando num órgão com uma capacidade bastante inferior.

A parte do estômago que é removida é aquela que possui maior capacidade de distensão, adaptando-se à entrada de novos alimentos, e responsável pela secreção de hormonas indutoras de apetite.

Trata-se de um procedimento relativamente recente, considerado como uma alternativa importante à banda gástrica ajustável. Tem como principal vantagem o facto de ser tecnicamente muito mais simples e menos arriscado de converter num procedimento misto, caso seja necessário.

Este aspeto é particularmente relevante visto que as operações de conversão de procedimentos restritivos são cada vez mais frequentes, seja por insucesso destes procedimentos (perda de peso insuficiente), como por complicações várias relacionadas com a presença do corpo estranho.

Nos casos de obesidade muito grave, o sleeve gástrico é usado com frequência com a intenção de reduzir o peso até um grau que permita mais facilmente, numa segunda intervenção, associar um procedimento indutor de malabsorção, por norma o bypass.

Principais Vantagens do sleeve gástrico

Relativamente à banda gástrica, as vantagens deste procedimento incluem:

  • Possibilidade de realização por via laparoscópica e por cirurgia robótica;
  • Não exige a colocação de um corpo estranho na cavidade abdominal;
  • Conversão fácil num procedimento misto ou indutor de malabsorção;
  • Melhores resultados a longo prazo.

Relativamente ao bypass, as vantagens deste procedimento incluem:

  • É tecnicamente mais simples;
  • Não altera a anatomia e fisiologia intestinais;
  • Não requer suplementação crónica, apenas no 1º ano;
  • Período de recuperação mais curto;
  • A capacidade de realização de exames gástricos como a endoscopia permanece preservada.

Desvantagens do sleeve gástrico

Relativamente ao bypass, as desvantagens são as seguintes:

  • Menor eficácia na perda de peso a longo prazo;
  • Menor eficácia no tratamento e melhoria das comorbilidades associadas à obesidade (diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia);
  • Pode agravar situações de refluxo gastro-esofágico.

Posto isto, importa salientar que a cirurgia não é um milagre e que, independentemente da cirurgia escolhida, é fundamental um empenho sério do doente no processo de perda de peso, aliando a cirurgia a um plano alimentar específico e a um programa de atividade física, ajustados às necessidades e capacidades de cada um.

Tipos de Cirurgia Bariátrica


cirurgia bariátrica para colocar um sleeve gástrico

O princípio básico em que se baseia a perda de peso é que a ingestão alimentar diária seja inferior ao gasto energético.

Neste contexto, e para induzir esse balanço negativo, a cirurgia bariátrica atua no sentido de diminuir o volume de alimento tolerado, obrigando a pessoa a reduzir drasticamente a redução da ingestão alimentar, e limitando a absorção a nível intestinal.

Dentro da cirurgia bariátrica temos procedimentos restritivos ou mistos (restritivos e malabsortivos). Aspetos, nomeadamente a idade, o padrão alimentar e o tipo de comorbilidades associadas, constituem fatores importantes que deverão ser tidos em conta aquando da escolha do tipo de cirurgia a realizar.

1. Banda gástrica (procedimento restritivo)

A limitação da ingestão alimentar é obtida apenas pela restrição das dimensões do estômago, deixando a capacidades de absorção do intestino delgado intacta (o percurso que os alimentos percorrem não sofre qualquer alteração).

Apesar de já ter sido muito utilizado, atualmente é um procedimento que cada vez menos frequente, uma vez que os resultados a longo prazo não têm sido os melhores.

2. Sleeve Gástrico ou gastrectomia vertical (procedimento restritivo)

Esta técnica consiste numa remoção parcial do estômago que fica transformado num tubo de pequena capacidade. Uma das partes do estômago que é removida é responsável pela produção de Grelina, uma hormona indutora do apetite, reduzindo, de forma marcada, a atividade desta hormona e o apetite.

É um procedimento que tem ganho um número crescente de adeptos e pode ser complementado com outras técnicas em caso de necessidade.

3. Bypass gástrico (técnica mista)

Nesta técnica, há uma restrição do volume de alimentos que é possível ingerir e a reconfiguração da anatomia do sistema digestivo, fazendo com que os alimentos não tenham contacto com a maior parte do estômago e com a parte inicial do intestino delgado.

Com esta alteração anatómica, a absorção dos nutrientes é reduzida e ocorre uma alteração nas hormonas intestinais que regulam o balanço energético, facilitando a perda de peso.

É atualmente o procedimento mais utilizado e mais eficaz a longo prazo.

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Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto em 2016 e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade. É membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas.

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