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Conheça os riscos de automedicar o seu animal

Os riscos de automedicar o seu animal são muito grandes, mesmo com boa intenção as consequências podem ser severas. Conheça os riscos associados.

Conheça os riscos de automedicar o seu animal
Não automedique o seu patudo

Por muito boa que seja a sua intenção, nunca deve administrar nenhum medicamento ao seu animal de companhia, que não seja prescrito pelo seu médico veterinário. Os riscos de automedicar o seu animal são muito elevados, e este ato pode ter consequências muito severas na saúde do seu melhor amigo de quatro patas, podendo, em determinadas situações, causar a morte.

Riscos de automedicar o seu animal: medicamentos não indicados para animais


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Grande parte das pessoas tem por hábito automedicar-se, especialmente, se se trata de um problema ligeiro como uma dor de cabeça ou dor de barriga. Com as melhores de intenções, por verem o seu animal em sofrimento, os tutores têm tendência para fazer o mesmo aos seus animais.

Existem alguns medicamentos de pessoas que podem ser administrados aos animais. No entanto, as doses são diferentes entre espécies e mesmo dentro da mesma espécie as doses variam consoante o peso.

Outros medicamentos que são utilizados em medicina humana, não são bem ou nada metabolizados pelos nossos animais e podem causar sintomas de intoxicação grave.

1. Ben-u-ron (Paracetamol)

Este é um medicamento que a maioria dos portugueses têm em sua casa. Uma vez que é utilizado pelas pessoas para as dores, funcionando como analgésico e também para casos de febre, algumas pessoas podem também utilizá-los nos seus animais, caso manifestem estes sintomas.

O paracetamol é extremamente tóxico para cães e gatos, em especial para estes últimos. Mesmo partindo os comprimidos em quartos ou oitavos, ou até dando o xarope pediátrico, as intoxicações por este princípio ativo podem levar a danos irreversíveis.

Os riscos de automedicar o seu animal com ben-u-ron são de causar lesões irreversíveis no fígado, que levem a uma insuficiência hepática, e em casos severos à morte.

2. Brufen (Ibuprofeno)

O brufen é um anti-inflamatório utilizado em pessoas, mas em cães e gatos podem causar problemas. Se o seu animal necessitar de um anti-inflamatório, o seu médico veterinário irá prescrever um medicamento desse grupo apropriado a animais.

3. Voltaren (Diclofenac)

O diclofenac é também um anti-inflamatório, e tal como o brufen não é um dos que pode ser utilizado com segurança em animais por via oral.

4. Aspirina (Ácido acetilsalicílico)

Este é um medicamento que também pode ser utilizado em medicina veterinária, especialmente em animais com problemas de coagulação, tal como é também utilizado em pessoas, para além do efeito conhecido de analgésico.

No entanto, as doses são muito diferentes das utilizadas em medicina humana, e só deve ser utilizada em situações particulares. Os riscos de automedicar o seu animal com aspirina é a sobredosagem, especialmente em gatos.

Estes são apenas alguns exemplos de medicamentos de uso humano que não podem ser utilizados em cães e gatos, especialmente na dose recomendada para as pessoas. No entanto, existem vários medicamentos de uso humano que podem ter efeito nefastos nos animais.

O melhor é sempre consultar o seu médico veterinário, antes de administrar um dos medicamentos que tem em casa para uso humano.

Riscos de automedicar o seu animal: medicamentos de uso veterinário


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Já vimos que medicar o seu animal com medicamentos de uso humano pode trazer consequências graves ao seu melhor amigo. No entanto, apenas por se tratarem de medicamentos de uso veterinário estes também não devem ser utilizados sem receita médico-veterinária.

Só porque o cão de alguém conhecido teve um problema semelhante do seu, não significa que pode dar-lhe a mesma medicação. Um dos riscos de automedicar o seu animal é piorar o problema prévio.

Alguns tutores evitam levar o seu animal ao médico veterinário, e quando surge algum problema, experimentam fazer uma medicação sugerida por alguém que não o médico veterinário.

O médico veterinário é o único profissional habilitado a prescrever medicação, dessa forma, qualquer outro profissional, ainda que seja profissional de saúde não o pode legalmente fazer, nem deve, pois não tem conhecimento da fisiologia e anatomia das espécies em causa.

Comparar casos semelhantes e administrar a mesma medicação sem supervisão também não é aconselhável, pois cada caso é um caso, e apesar de certas situações parecerem semelhantes a leigos, podem não ser.

1. Antibióticos

Dar antibiótico sem prescrição médico-veterinária é prejudicial para o seu melhor amigo e é também considerado um problema de saúde pública. Um dos riscos de automedicar o seu animal com antibióticos é a resistência que se irá criar a determinadas bactérias.

O uso indiscriminado de antibióticos é um problema mundial que preocupa a comunidade cientifica e que pode levar a um problema de resistência aos antibióticos, levando a que se desenvolvam bactérias resistentes aos antibióticos de hoje em dia.

A utilização indiscriminada de antibióticos, que em humanos, como em animais, contribui para esse grande problema. Os antibióticos devem ser utilizados apenas em situações em que sejam extremamente necessários, e portanto sempre sob a prescrição do médico veterinário, caso considere que é adequado para o problema do animal.

2. Gotas para os olhos

Para cada tipo de problema os produtos utilizados são diferentes, apesar de serem todos sob a forma de colírios (gotas) ou pomada oftálmica. Em determinados problemas, como por exemplo úlceras na córnea a utilização de determinadas substâncias pode impedir a cicatrização da córnea e até causar problemas mais complicados.

Um dos riscos de automedicar o seu animal nos olhos pode ser a cegueira. Dessa forma, o melhor a fazer é levar o animal a uma consulta se tiver algum problema aparente nos olhos.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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