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Reprodução medicamente assistida: tudo o que precisa de saber

A reprodução medicamente assistida consiste em diferentes técnicas médicas para auxiliar a reprodução humana. Saiba mais connosco.

Reprodução medicamente assistida: tudo o que precisa de saber
Conheça as vantagens e desvantagens.

Os problemas de fertilidade afetam, durante a vida reprodutiva, um em cada seis casais no mundo.

A reprodução medicamente assistida, ou a Medicina da Reprodução, apoiada nos mais recentes avanços da ciência e da tecnologia, proporciona atualmente um conjunto de resposta que permite a realização do desejo dos casais de serem pais.

A reprodução medicamente assistida (RMA) é o processo segundo o qual são utilizadas diferentes técnicas médicas para auxiliar a reprodução humana.

Estas técnicas são, normalmente, utilizadas em casais inférteis, ainda que também o sejam em casais em que um deles é portador do vírus da imunodeficiência humana (VIH positivo) ou do vírus da hepatite B ou C.

Também pode indicar-se para casais com elevado risco de transmissão de doença genética.

Quais são as técnicas disponíveis de reprodução medicamente assistida?


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1. Inseminação Artificial Intrauterina

Esta primeira técnica de reprodução medicamente assistida consiste na colocação de uma amostra do sémen, preparada previamente no laboratório, no interior do útero da mulher, a fim de aumentar o potencial dos espermatozóides e as possibilidades de fecundação do ovócito.

Assim, pretende-se diminuir a distância que separa o ovócito e o espermatozóide, e facilitar a fecundação.

– Efeitos secundários –

A Inseminação Artificial Intrauterina não apresenta efeitos negativos físicos, quer no homem, quer na mulher. No entanto, em termos psicológicos, o casal pode sentir alguns danos, por sentimento de insuficiência ou sentir que a sua vida sexual foi invadida, prejudicando a intimidade do casal.

2. Fertilização in Vitro

A fecundação in vitro é a união do ovócito com o espermatozóide feita em laboratório, com o fim de obter embriões já fecundados para posteriormente transferir para o útero materno.

– Efeitos secundários –

Os efeitos secundários da FIV não são muito habituais e quando surgem são pouco duradouros e moderados. Os mais comuns são dores de cabeça, irritabilidade, cansaço e calores.

3. Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI)

A injecção intracitoplasmática é uma técnica de reprodução assistida, incluída no tratamento da Fecundação in Vitro, que permite alcançar, com êxito, a gravidez em casais diagnosticados com um fator masculino severo.

O homem tem de fornecer uma amostra de sémen, ou fazer uma biopsia testicular, se necessário, para extrair e selecionar os melhores espermatozóides que serão utilizados para a fecundação dos ovócitos.

Esta técnica é indicada para homens com baixo número de espermatozóides, com problemas de mobilidade ou má morfologia dos mesmos, homens que tenham feito uma vasectomia, homens com doença infecciosa ou infertilidade de causa imunitária, que apresentem dificuldades em conseguir uma ejaculação em condições normais, entre outros.

– Efeitos secundários –

As reações adversas aos medicamentos utilizados nos ciclos de ICSI não são muito habituais e quando surgem têm normalmente um caráter moderado e passageiro. Os sintomas mais frequentes são calores, irritabilidade, cansaço e dores de cabeça. Normalmente passam ao fim de pouco tempo e não constituem motivo para alarme.

4. Doação de ovócitos

A doação de ovócitos é o processo no qual uma mulher recorre a ovócitos de uma dadora, para poder conseguir realizar o seu desejo de ser mãe.

Os ovócitos da dadora unir-se-ão aos espermatozóides do casal receptor, para obter embriões. Estes, posteriormente, serão transferidos para a receptora.

5. FIV Plus (FIV + PSG)

Esta técnica de reprodução medicamente assistida corresponde à união da Fertilização in Vitro e Preimplantation Genetic Screening (PGS). Com esta união de técnicas, graças à análise cromossómica, aumenta a percentagem de êxito por transferência para conseguir uma gravidez e aumenta também a probabilidade de ter um bebé.

Esta técnica tem algumas vantagens, nomeadamente:

  • Ao selecionar os melhores embriões mediante PGS, a probabilidade de gravidez depois da implantação aumenta até 70%;
  • Reduz o tempo de demora, uma vez que são transferidos os melhores embriões. A probabilidade de gravidez no primeiro ciclo de fecundação multiplica;
  • Diminui o risco de aborto, uma vez que a técnica de PGS permite avaliar os desequilíbrios cromossómicos, de forma que são apenas transferidos os melhores embriões, reduzindo as probabilidade de interrupção durante a gravidez, coincidindo com a diminuição do risco de aborto;
  • Aumenta a probabilidade de ter um bebé saudável – o PGS identifica os embriões saudáveis cromossomicamente para a transferência e descarta os que não são.

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