Relacionamento abusivo: quando o amor magoa

A crescente consciência social sobre o que é um relacionamento abusivo e a sua gravidade, tem contribuído para que cada vez mais se detete e combata este tipo de relações doentias. Contudo, existe ainda um longo caminho pela frente e nunca é demais alertar. Fique a saber como apoiar alguém que vive um relacionamento abusivo.

Relacionamento abusivo: quando o amor magoa
Terminar um relacionamento abusivo é o primeiro passo.

As pessoas que viveram, ou ainda vivem, um relacionamento abusivo manifestam diferentes reações consoante diversos fatores: os tipos de abuso; histórias passadas de abuso ou violência; estratégias que utiliza para sobreviver ao abuso; outros fatores de stress na vida; o apoio que recebe de familiares, amigos e serviços especializados.

O que é um relacionamento abusivo?


relacionamento abusivo

Um relacionamento abusivo é aquele em que existe uma conduta que inflige sofrimento físico, psicológico, sexual ou económico.

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Uma relação marcada pelo abuso é aquela em que não sentimos que a outra pessoa nos protege, nos transmite segurança, nem nos faz feliz. São relações destrutivas, marcadas pela violência.

Muitas vezes, os atos de abuso e de violência são entendidos como normais e são confundidos com sobreproteção. O abuso e a violência não são apenas físicos. O ciúme, a possessividade, as ameaças, os ataques à autoestima também são formas de violentar alguém.

Quais as consequências de um relacionamento abusivo?


mulher triste no relacionamento

As consequências de um relacionamento abusivo são múltiplas e variam de pessoa para pessoa. As reações que as pessoas manifestam face a uma situação de abuso ou violência são muito diferentes, e podem ir da confusão e do choque ao pânico geral.

Naturalmente que as vítimas de um relacionamento abusivo são as pessoas mais afetadas, mas importa não esquecer que quem testemunha e vive de perto esse relacionamento também pode apresentar sequelas. Ver um familiar envolvido num relacionamento abusivo pode trazer intensas consequências psicológicas.

Algumas das principais consequências de um relacionamento abusivo são:

1 – Tristeza;

2 – Dificuldades em dormir;

3 – Pesadelos;

4 – Dificuldades de concentração e de memória;

5 – Desconfiança face aos outros;

6 – Dificuldade em tomar decisões;

7 – Baixa autoestima e baixa autoconfiança;

8 – Tensão arterial elevada;

9 – Dores musculares e de cabeça;

10 – Perda de energia;

11 – Problemas digestivos.

Porque é que alguém se mantém num relacionamento abusivo?


dependencia emocional

Não existe uma razão única para uma vítima se manter num relacionamento abusivo, mas sim várias. É natural que algumas destas razões pareçam estranhas ou sem sentido para quem está de fora da relação, mas tente não culpabilizar nem julgar:

1 – Algumas vítimas não reconhecem o relacionamento como abusivo, nem reconhecem o companheiro como sendo abusador;

2 – Algumas pessoas receiam ser discriminadas se procurarem ajuda;

3 – Frequentemente têm esperança que o relacionamento vá melhorar, que as situações negativas não se voltem a repetir e que o companheiro deixará de ser violento;

4 – Sofrem de dependência emocional e querem continuar a investir no relacionamento;

5 – Não querem deixar a sua casa, os seus pertences e os filhos;

6 – Têm muito medo da reação do agressor caso abandonem a relação ou denunciem às autoridades;

7 – Estão financeiramente dependentes do agressor;

8 – Temem perder o estatuto social e económico que possuem;

9 – Sentem vergonha do que as outras pessoas vão pensar;

10 – Não se sentem capazes de enfrentar a situação.

Como apoiar um amigo ou familiar que vive um relacionamento abusivo?


relacao de amigas

Para quem sofre com um relacionamento abusivo, ter a ajuda de amigos e familiares é fundamental. A falta de ajuda promove o silêncio e a continuação do abuso e da violência.

O papel do amigo ou familiar nem sempre é fácil e é, muitas vezes, frustrante. Tenha em mente que abandonar uma relação violenta pode ser um processo difícil, perigoso e demorado, mas não desista e esteja atento às pessoas de quem gosta.

Não culpabilize, não tente mediar a relação entre a vítima e o agressor e não confronte o agressor. Não se coloque a si e ao seu familiar em amigo em risco.

Se deteta que alguém próximo a si vive um relacionamento através do qual é desvalorizado, humilhado, controlado ou violentado denuncie ou ajude-o a denunciar a situação às autoridades e a contactar a Associação de Apoio à Vítima. Esta associação disponibiliza, gratuitamente, apoio especializado na área jurídica, psicológica e social.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!