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Red Bull Cliff Diving: Campeões brilharam nos Açores

Houve emoção até ao último salto naquela que é considerada uma das mais belas etapas do Red Bull Cliff Diving. E o melhor? Os Açores estão de volta ao calendário em 2020.

 
Red Bull Cliff Diving: Campeões brilharam nos Açores
Líderes do campeonato conquistaram as vitórias nos Açores

O Red Bull Cliff Diving World Series voltou aos Açores em 2019 pelo 8º ano consecutivo, fazendo desta paragem a mais antiga do circuito mundial.

Desde 2012 que vários atletas saltam diretamente para as águas do Oceano Atlântico a partir das rochas do ilhéu de Vila Franca do Campo, fazendo várias acrobacias ao longo dos mais de 27 metros de queda.

Na edição de 2019, os campeões em título Gary Hunt e Rhiannan Iffland levaram para casa o troféu mais apetecido entre os 19 atletas em competição, numa prova em que o vencedor só ficou conhecido no último salto do dia, vencendo por apenas 3,1 pontos de diferença.

Red Bull Cliff Diving

RBCFFonte: Red Bull Content Pool

O que é e como nasceu o Red Bull Cliff Diving?

O Red Bull Cliff Diving World Series é a maior competição de saltos para a água a partir de rochedos (cliffs). Desde o primeiro ano desta série, o vencedor de cada campeonato leva para casa um troféu chamado “Rei Kahekili”, e a história deste nome explica o nascimento desta competição.

O nome deste troféu foi dado em honra do lendário chefe de tribo que saltou pela primeira vez dos penhascos de Kaunolu, no Hawai (o berço da modalidade), aproveitando uma formação natural de rochas vulcânicas.

Os ancestrais princípios de “mana” e “pono”, o poder e o equilíbrio, eram cruciais para o desporto de lewe kawa – que se traduz para algo como ‘saltar com os pés para a água sem fazer salpicos’. Estes princípios mantêm-se e ainda hoje são essenciais para fazer este desporto.

Kaunolu, na costa sul da ilha de Lanai, é casa das mais importantes ruínas das vilas pré-históricas do Hawai e foi onde tudo começou. O sítio de onde o último rei do Maui saltou é visto como sagrado, e o nome Kahekili está intimamente ligado ao desporto do Cliff Diving.

Na cultura havaiana, a espiritualidade e a arte física estão ligadas. “Para ter solidez física, o espírito tem de estar ‘pono’, em equilíbrio. Quando estivesse equilibrado, o espírito ia para estas rochas; se tivesse vivido uma vida justa e moralmente correta, os anciães viriam levar o espírito para o mundo ancestral”, explica o historiador Luana Kawaa. “O facto do Rei Kahekili ter sido capaz de entrar numa zona que era ‘kapu’, ou seja proibida, e ter conseguido saltar sem se magoar mudou tudo. Os seus guerreiros viram aquilo e pensaram na quantidade de poder espiritual que o chefe teria para conseguir fazer aquilo. Fez dele um deus.”

O circuito mundial do Red Bull Cliff Diving lança anualmente o desafio aos mais conceituados atletas de saltos para a água a partir de rochas para descobrir quais são os aqueles com mais “mana’” e “pono”, e quem consegue fazer o melhor “lele kawa”.

Red Bull Cliff Diving nos Açores

RBCFFonte: Red Bull Content Pool

A etapa dos Açores é a 4º do circo do Red Bull Cliff Diving e é a mais antiga das atuais provas do campeonato.

Por ser uma das únicas provas onde os atletas podem saltar diretamente das rochas para a água, tal como “ditam” as origens deste desporto, é uma das preferidas dos atletas e uma das mais desafiantes de toda a competição.

Desde 2012 que o ilhéu de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, recebe os mais prestigiados saltadores de forma consecutiva, e em 2020 a continuidade da prova no arquipélago português está assegurada, como garantiu Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, no final da prova de 2019, enaltecendo a importância do evento para o fluxo turístico da região, especialmente pela projeção internacional que esta dá aos Açores.

No próximo ano, o Red Bull Cliff Diving visitará o arquipélago dos Açores nos dias 4 e 5 de Setembro.

Em 2019 houve emoção até ao último salto

RBCFFonte: Red Bull Content Pool

Na edição de 2019 houve emoção até ao último salto. Nos masculinos, o grande favorito Jonathan Paredes liderou a tabela de pontos durante os 3 primeiro saltos, e nem mesmo um salto quase perfeito na última ronda foi suficiente para segurar a vitória nos Açores, pela primeira vez, a este atleta mexicano, e tricampeão mundial da modalidade.

Tal como o próprio assumiu em conferência de imprensa, se há atleta que sabe lidar com a pressão é Gary Hunt. O britânico tem dominado o campeonato de 2019, estando em primeiro lugar com 600 pontos, e a precisar de um salto perfeito na derradeira ronda desta prova para poder “roubar” o primeiro lugar a Jonathan Paredes, preparou um salto de enorme complexidade e executou-o na perfeição, o que fez com que terminasse a prova com 420,6 pontos, mais 3,1 do que o mexicano, finalizando assim a etapa Açoriana no lugar mais alto do pódio.

Em 3º lugar ficou Andy Jones, atleta dos Estados Unidos e também um dos rostos mais conhecidos do Red Bull Cliff Diving.

Nos femininos, a australiana Rhiannan Iffland conquistou a sua 4ª vitória em tantas outras provas esta temporada, somando 326,8 pontos, revelando assim o domínio absoluto do campeonato em 2019.

A britânica Jessica Macaulay e a canadiense Lysanne Richard fecharam o pódio com 304,7 e 298,3 pontos respetivamente.

 

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