6 Fatores que dificultam a queima de gordura corporal

A queima de gordura corporal é um processo que difere de pessoa para pessoa e é afetado por fatores alimentares, genéticos e pelo estilo de vida.

 
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6 Fatores que dificultam a queima de gordura corporal
Uma ceia menos apropriada, sedentarismo e determinadas condições patológicas são alguns dos candidatos.

A queima de gordura corporal depende de diversos fatores, nomeadamente do tipo de alimentação, intensidade e frequência de treino, metabolismo e até da presença de determinadas patologias.

Do ponto de vista de saúde, sabe-se que a gordura abdominal, é a que tem mais implicações a nível de saúde, visto que está relacionada com problemas cardiovasculares, diabetes e dislipidemias.

Assim, tanto pela vertente da saúde como pela vertente estética, é importante esclarecer os motivos que podem estar a dificultar a queima de gordura corporal, e consequentemente, a potenciar eventuais problemas de saúde.

6 motivos que dificultam a queima de gordura corporal


Se não consegue diminuir a percentagem de massa gorda corporal, aconselhe-se com um nutricionista que o possa orientar e definir um plano alimentar de acordo com as suas necessidades energéticas e objetivos. As Clínicas BodyScience dispõem de uma equipa de profissionais que o podem ajudar e a primeira consulta de avaliação é gratuita.

1. Consumir alimentos ricos em açúcar e/ou gordura antes de dormir

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O consumo excessivo de açúcar, em particular em períodos de maior sensibilidade como a ceia, irá resultar numa maior acumulação destas calorias sob a forma de massa gorda, dificultando a sua oxidação durante a noite.

Além destes, também todos os alimentos ricos em hidratos de carbono, nomeadamente pão, tostas cereais, fruta, arroz / massa / batata, são alimentos que não deve comer antes de ir para a cama, pois o excedente de hidratos de carbono irá potenciar o armazenamento de massa gorda.

Opte por iogurte ou leite magro, queijo fresco magro ou queijo quark, gelatina sem açúcar, claras de ovo mexidas, ou seja, alimentos ricos em proteína, que evitem o catabolismo muscular mas não evitem a queima de gordura corporal.

2. Sedentarismo

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Como é do conhecimento geral, o sedentarismo é um dos principais inimigos da queima de gordura corporal, pois promove um desgaste calórico muito baixo e uma desaceleração do metabolismo basal.

Pelo contrário, a prática de exercício físico regular ajuda a contrariar este efeito, pois mobiliza as reservas de gordura e acelera o metabolismo basal, favorecendo a queima de gordura corporal.

3. Falta de planeamento a nível alimentar

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A falta de tempo para preparar e confecionar refeições e merendas saudáveis faz-se notar cada vez mais pela compra de refeições e snacks pré-preparados, como fast food pré-preparado, bolachas, barras de cereais, granolas, pães embalados, frutas desidratadas, entre outros.

Estes alimentos, pelo facto de possuirem elevadas quantidades de açúcar, gordura, sal e, em muitos casos, aditivos alimentares, dificultam também a perda de gordura corporal.

Com efeito, estes alimentos potenciam a libertação de grandes quantidades de insulina, uma hormona que promove a acumulação de gordura na zona abdominal.

Neste contexto, planeie as suas refeições com antecedência e muna-se de todos os alimentos que necessita para a semana, de modo a evitar recorrer a produtos industrializados e embalados.

4. Diabetes e hipotiroidismo

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Além dos fatores mencionados anteriormente, existem fatores patológicos que podem limitar a queima de gordura corporal, entre os quais a diabetes e o hipotiroidismo.

No caso do hipotiroidismo trata-se de uma condição em que ocorre uma anormal produção de hormonas tiroideias, as principais envolvidas na regulação do metabolismo basal. Como consequência, o metabolismo torna-se mais lento e a perda de gordura fica dificultada.

No caso da diabetes, uma anormal produção de insulina, ou a resistência à ação da mesma também culminam num metabolismo mais lento e maior propensão para a acumulação de gordura corporal.

5. Uso de determinados medicamentos

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Além das patologias mencionadas anteriormente, existem também alguns medicamentos que dificultam o emagrecimento e a queima de gordura corporal.

Entre os principais responsáveis encontram-se os fármacos antidepressivos, alguns anti-inflamatórios, esteroides, corticoides, anti-histamínicos, entre outros.

6. Dieta demasiado restritiva

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Quando faz uma dieta demasiado restritiva para emagrecer, pode, na realidade, estar a dificultar essa tarefa. Isto porque, perante uma restrição alimentar muito acentuada, tende a ocorrer um processo de adaptação metabólica do organismo, através do qual o organismo passa a requer menos energia para as suas funções vitais e diminui o metabolismo.

Esta adaptação metabólica assenta em três pilares fundamentais:

  1. adaptação hormonal;
  2. alterações no gasto energético;
  3. aumento da eficiência mitocondrial.

Começando pela adaptação hormonal, envolve a diminuição das hormonas tiroideias (sobretudo T3), da leptina, insulina e testosterona, e o concomitante aumento da grelina e do cortisol.

De uma forma integrada, estas alterações promovem o aumento do apetite, diminuem a taxa metabólica basal e dificultam a manutenção da massa magra. Adicionalmente, e de acordo com alguns estudos, estas alterações hormonais persistem ao longo do tempo, mesmo depois da restrição energética ter terminado.

Para além desta resposta, ocorre uma diminuição da massa muscular, um tecido metabolicamente muito ativo. Deste modo, e mesmo a que a massa gorda também diminua, ocorre uma diminuição da taxa metabólica basal.

Assim, para que o emagrecimento seja duradouro, a restrição calórica deve ser bem calculada e nunca inferior ao valor do seu metabolismo basal.

Isto porque, além do que já foi referido, dietas de muito baixo valor energético, comprometem o aporte de vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento do metabolismo e conduzem a uma estagnação do peso.

Em conclusão


Posto isto, e apesar de o metabolismo ser influenciado pela genética, sabe-se que uma dieta equilibrada, com as proporções adequadas de alimentos e bem distribuída ao longo do dia, aliada à prática de atividade física, é um fator preponderante para acelerar o metabolismo.

E uma vez que as calorias não são todas iguais e os diferentes macronutrientes tem impactos metabólicos distintos (por exemplo, a proteína requer um gasto energético superior para a sua digestão e absorção e não se acumula no organismo sob a forma de gordura), é importante definir bem a contribuição de cada um deles para o valor energético total.

Além dos motivos mencionados anteriormente, fatores como o avançar da idade, uma baixa ingestão hídrica, estados consecutivos de privação de sono e elevados níveis de stress diários são também aspetos importantes a considerar se apresenta dificuldades na queima de gordura corporal.

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