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Picada de alforreca: conheça todos os cuidados a ter

Com a chegada do Verão chega também o bom tempo e as oportunidades de fazer praia, e com elas o risco aumentado de exposição à famosa picada de alforreca.

 
Picada de alforreca: conheça todos os cuidados a ter
Conheça as formas de atuar

As alforrecas, medusas ou águas-vivas, são animais marinhos (cnidários) que se podem encontrar nas praias, principalmente em locais exóticos, mas costumam estar dentro de água ou mais à superfície, sendo que os especialistas defendem que a picada de alforreca dos cnidários das águas de Portugal Continental, Madeira e Açores são pouco perigosas, no entanto, existe vários tipos de alforrecas, sendo umas mais perigosas que outras.

Como acontece a picada de alforreca?


picada de alforreca alforrecas no mar

As medusas não têm ossos, cérebro ou coração, têm apenas um sistema nervoso rudimentar na base dos tentáculos que sente mudanças no ambiente e coordena os seus movimentos. Muitas alforrecas têm órgãos bioluminescentes, ou seja podem emitir luz. Esta luz pode ajudá-las de várias maneiras, como atrair presas ou distrair predadores.

Estes animais em forma de disco ou campânula, com textura gelatinosa (com um corpo formado por 95 a 99% de água), possuem tentáculos à superfície que, após contacto, têm a capacidade de injectar uma espécie de espinho, o nematocisto, que liberta uma substância tóxica no local da picada.

O nematocisto estimulado, projecta um filamento (urticariante) que se enrola no corpo da presa. Esta substância venenosa serve para anestesiar os animais de que se alimentam, bem como, de defesa pessoal.

Sintomas da picada de alforreca


picada de alforreca perna vermelha

A picada de alforreca pode ser desagradável, uma vez que pode provocar os seguintes sintomas:

  • Sensação de enrolamento/estrangulamento (provocado pelos tentáculos);
  • Sensação de queimadura;
  • Edema (inchaço) local;
  • Prurido (comichão);
  • Queimaduras da pele, acompanhadas por regiões ruborizadas, quentes, dolorosas;
  • Dependendo da sensibilidade de cada pessoa à toxina libertada, os sintomas podem variar de intensidade, e pessoas mais sensíveis, podem padecer de reações alérgicas, tais como: falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios.

 

Cuidados a ter com a picada de alforreca


picada de alforreca cuidado com alforreca na praia

No caso de ter sido vítima de uma picada de alforreca, ou se estiver perante alguém nesta situação, haja da seguinte forma:

  1. Se avistar este tipo de animal deve afastar-se, evitando o contacto;
  2. No caso de ser picado, não entre em pânico e saia imediatamente da água, devido ao risco de afogamento;
  3. Retire os tentáculos que estiverem agarrados à pele com a ajuda de um pau/espátula, ou com a colocação de 2 pares de luvas, de forma a evitar ser picado novamente;
  4. Lave a zona afetada com água salgada. Atenção que a água doce, de garrafa ou da torneira, destrói as cápsulas que contêm o tóxico, libertando mais líquido e agravando a dor;
  5. Coloque uma pomada anti-inflamatória ou adequada a queimaduras, bem como a aplicação de gelo local (devidamente envolvido num pano) 10 a 15 minutos, várias vezes ao dia, de forma a ajudar a diminuir a dor e o edema
  6. Tome um analgésico (como por exemplo, paracetamol, ibuprofeno) para diminuir a dor;
  7. Não esfregue ou coce a zona atingida para não espalhar o veneno e automaticamente piorar a irritação;
  8. Não coloque ligaduras;
  9. Ao contrário do que poderá ouvir, não coloque urina (medida popular), álcool ou amoníaco no local da picada, e não tape a zona afetada, o arejamento é importante para uma boa e rápida cicatrização;
  10. Nas lesões mais graves, pode ser necessário aplicar uma pomada com corticóide e administrar anti-histamínico oral. Consulte assistência médica o mais rapidamente possível.

 

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Enfª Bárbara Andrade Enfª Bárbara Andrade

Bárbara Andrade é Enfermeira Especialista em Reabilitação e Formadora em várias entidades. Desta forma, tem como princípios a promoção e a educação para a Saúde nas diferentes faixas etárias. Terminou a Especialidade em Enfermagem de Reabilitação na ESEnfCVPOA e exerce atualmente o cargo de enfermeira no CHEDV - HSS.

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