6 Características típicas de pessoas controladoras: atente aos sinais!

Lidar diariamente com pessoas controladoras pode ser bastante desgastante e nem sempre nos apercebemos atempadamente do mal que nos fazem. Saiba mais!

 
6 Características típicas de pessoas controladoras: atente aos sinais!
Os padrões de comportamento disfuncionais nem sempre são óbvios.

De um momento para o outro, qualquer um de nós se pode ver envolvido num relacionamento tóxico, já que os padrões de comportamento disfuncionais nem sempre são tão óbvios como os julgamos. Pessoas controladoras existem em toda a parte, em todas as idades, géneros e estratos sociais, pelo que importa conhecer aquilo que as distingue.

As pessoas controladoras recorrem a todo um conjunto de estratégias e ferramentas que lhes permitam dominar os outros, sobretudo aqueles que lhes são mais próximos e que, muitas vezes, nem se apercebem que estão a ser controlados e manipulados.

Por vezes, a manipulação e o controlo emocional é de tal forma complexo que leva a que as pessoas que estão a ser controladas acreditem que são extremamente sortudas por ter alguém que se preocupa e os controla de tal forma.

6 características típicas de pessoas controladoras: atente aos sinais!


Pessoas controladoras casal a discutir

1. Tentar isolar os outros da família e dos amigos

Pode começar de forma subtil, mas é uma das principais características das pessoas controladoras. Aos poucos, podem começar a queixar-se da quantidade de tempo que passa com determinada pessoa ao telefone, criticar os seus amigos ou tentar colocá-lo contra alguém em quem confiava até então, de forma a privá-lo da sua rede de apoio, de forma que cada vez seja mais fácil de controlar e manipular.

2. A crítica está sempre presente

As críticas podem começar por ser ligeiras mas estão sempre presentes. As pessoas controladoras podem criticar e tentar mudar aspetos únicos de cada um tais como a forma de vestir, a forma de falar, gostos pessoais, entre outros.

3. A aceitação e o carinho não são incondicionais

Os elogios, a valorização e a aceitação são sempre consequência de alguma coisa e raramente são dados de forma incondicional. Pessoas controladoras tendem a fazer com os outros nunca sintam que são bons o suficiente.

4. Não retribuem o que de bom lhes é dado

Em todos os relacionamentos estáveis e saudáveis existe um sentido de reciprocidade e o cuidar do outro é inerente à relação. Com pessoas controladoras isto nem sempre acontece, já que estas parecem registar todas as falhas dos outros, cobrando-as mais tarde, bem como parecem não sentir necessidade de retribuir quando algo de bom lhes é dirigido, assumindo-o como uma obrigação por parte dos outros.

5. Sentem que têm o direito de saber tudo acerca dos outros

Num grau extremo, pessoas controladoras podem espiar, bisbilhotar ou até exigir estar constantemente a par das ações dos outros. A falta de confiança nos outros e a violação da privacidade alheia são características das pessoas controladoras.

6. Dificuldade em respeitar individualidade dos outros

Pessoas controladoras podem não entender nem respeitar a necessidade que aqueles que lhes são próximos têm de ter tempo a sós. Sempre que a necessidade de tempo a sós ou de maior individualidade é expressa, a pessoa controladora tende a fazer o outro sentir-se culpado.

Pessoas com características controladoras tendem ainda a fazer com que os outros se sintam mal acerca das suas convicções e crenças. Não as discutem abertamente, permitindo um novo olhar acerca do mundo. Pelo contrário, criticam abertamente a opinião alheia e tentam impor a sua como sendo a única que é válida.

Como conclusão…


O desejo de controlar os outros parece ser provocado por altos níveis de ansiedade. Pessoas controladoras, em vez de procurarem a origem e enfrentarem os seus medos e ansiedades, projetam nos outros a sua instabilidade emocional, responsabilizando-os pelo desconforto sentido.

O impulso de controlar funciona, muitas vezes, como proteção face à vulnerabilidade sentida, daí parecem sempre atentos e vigilantes, de forma a não parecem vulneráveis. Podem ser bem-sucedidas profissionalmente, gerindo os outros e atingindo os objetivos de forma implacável. Já as relações pessoais tendem a ser voláteis, marcadas pela crítica e por altos e baixos constantes.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!

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