24 Perguntas e respostas sobre o pós-parto para ficar sem dúvidas

O período pós-parto é marcado por novidades e muita informação transmitida. Por essa razão, veja as perguntas e respostas sobre o pós-parto e tire as suas dúvidas.

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24 Perguntas e respostas sobre o pós-parto para ficar sem dúvidas
Descubra as respostas para algumas das suas dúvidas.

Após o parto, a mulher “acorda” numa nova realidade e, habitualmente, sente-se com muitas dúvidas sobre tudo de novo que está a acontecer ao seu corpo, bem como em relação ao seu bebé. Estas dúvidas nem sempre são fáceis de gerir devido à carga hormonal que está associada, pelo que se cria um conjunto de perguntas e respostas sobre o pós-parto.

Todas as dúvidas agravam-se quando se é mãe de primeira viagem, pois nem sempre o pós-parto é um processo natural e intuitivo, e nem sempre é bem abordado. Assim, reunimos um conjuntos de perguntas comuns entre as recém-mamãs sobre o pós-parto, e as respetivas respostas para esclarecer possíveis dúvidas e diminuir os níveis de ansiedade maternos.

Perguntas e respostas sobre o pós-parto: Alterações que ocorrem no corpo da mãe


Sobre a Retenção de líquidos…

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1. É normal continuarmos muito inchadas depois do parto? Principalmente os membros inferiores?

Sim, é normal a mulher continuar ou até começar a sentir pela primeira vez, retenção de líquidos logo após o parto, devido a medicamentos que ingeriu durante o trabalho de parto com o objetivo de estimular as contrações uterinas.

Habitualmente, entre 1 a 2 semanas é o período suficiente para sentir diminuição da retenção de líquidos e sentir-se menos edemaciada (inchada), principalmente nos pés.

Facilite este processo colocando os membros inferiores elevados com uma ou duas almofadas, sempre que estiver sentada ou deitada. Evite estar longos períodos de tempo em pé, bem como usar roupas e calçado muito apertado, que pode dificultar o retorno venoso.

Sobre a Amamentação…

amamentacao e bebe

2. Quando vou ter leite para amamentar?

Logo após o parto, idealmente na primeira hora pós-parto, se o seu bebé estiver alerta, ele deve ser colocado à sua mama, o que favorece o estabelecimento da amamentação, bem como o vínculo mãe-bebé. Não se preocupe, pois o seu bebé irá colocar em prática tudo o que foi aprendendo dentro da sua barriga, como a sucção e a deglutição e, aliado aos seus instintos naturais, ele irá agarrar o seu mamilo (ainda que, por vezes tenhamos que os ajudar a fazer uma pega correta).

Proteja o seu bebé desde o nascimento, pois o seu leite, numa fase inicial designado de colostro, é especialmente rico em anticorpos e outros fatores de defesa. Após três a cinco dias, dá-se a subida do leite, as mamas ficam duras, pesadas e quentes, sendo bastante desconfortável para a mãe. Passados uns dias, o processo de estabelecimento do leite materno normaliza e as mamas passam a produzir a quantidade de leite que o bebé precisa.

No entanto, em alguns casos, as mulheres sofrem de ingurgitação mamária, ou seja, um processo inflamatório das mamas que, além dos sintomas referidos anteriormente, apresentam na sua totalidade ou em zonas delimitadas, rubor (vermelhidão), calor e febre, e as mamas ficam muito duras, sendo bastante difícil extrair leite. Se isto acontecer, recorra de imediato a um médico, para que seja despistada uma mastite possível (infeção da mama).

 

3. Amamentar dói?

O início do estabelecimento da amamentação pode não ser um processo fácil e, sim, pode causar dor. No entanto, esta dor poderá ser ultrapassada após descobrir o que a está a provocar. Geralmente as dores durante a amamentação devem-se:

  • ao bebé não estar a fazer uma boa pega;
  • à mãe apresentar uma pele sensível e estar a ficar com fissuras ou com candidíase no mamilo;
  • a casos de ingurgitamento mamário ou mastite, como referido anteriormente.

 

4. O que faço para prevenir uma mastite?

Para evitar uma mastite, inicie o mais cedo possível o processo de amamentação, dê de mamar em livre demanda, ou seja, sempre que o bebé quiser e não tente estabelecer horários e frequência das mamadas.

Se achar que o seu bebé não esvaziou a mama, e que esta está ingurgitada (dura) retire o leite que falta para a sua mama ficar “mole”, manualmente ou com auxílio de uma bomba (pode ser manual ou elétrica).

Certifique-se que o bebé está a realizar uma boa pega na mama; hidrate os seus mamilos frequentemente, deixe-os arejar e, em caso de fissuras nos mamilos, recorra à ajuda dos mamilos de silicone e de outros produtos que auxiliam a cicatrização, como pomadas que contenham lanolina ou pensos de hidrogel. Utilize roupas confortáveis e soutiens adequados, com bom suporte no peito e que não comprimam o peito.

 

5. É normal sentir mais sede e fome quando estou a amamentar?

Sim, isto acontece, porque a amamentação exige um aporte extra de energia à mãe, queimando mais calorias. Como grande parte do leite materno é constituído por água, se ingerir pouca água, pode ficar desidratada, podendo provocar uma diminuição da produção de leite materno.

O ideal será ingerir entre 2 a 4 litros de água por dia, no entanto, o seu corpo dar-lhe-á sinais se estiver a fazer uma hidratação inadequada: em caso lábios secos e vontade de beber líquidos beba água de imediato.

Deverá de fazer uma alimentação variada e equilibrada, evitando dietas neste período, pois pode afetar a produção do leite materno.

 

6. Estou a amamentar, mas posso começar já uma dieta para perder peso?

É comum logo após o parto, a mulher perder naturalmente cerca de 6 quilos em relação ao peso com que terminou a gravidez e durante a amamentação, perder cerca de 800 gramas a 2 kg por mês.

A amamentação por si só, é um bom meio de perder peso de forma natural, pois consome cerca de 1000 calorias por dia, dependendo da quantidade de leite que o bebé ingere.

Assim, durante o puerpério não se aconselham dietas, especialmente se amamenta. Deverá sim, de forma a ajudar no processo de emagrecimento, fazer uma alimentação variada e saudável, e ingerir muitos líquidos (preferencialmente água ou chás adequados à amamentação, sem adicionar açúcar).


Sobre as hemorragias…

hemorrogias

7. É normal ter hemorragias vaginais nas primeiras semanas?

Sim, essas hemorragias designam-se de lóquios, que consistem em perda de sangue, tecido e muco do interior da vagina.

Normalmente, terminam aproximadamente um mês depois do nascimento, embora nas mulheres que não amamentem possa durar mais e ter um maior fluxo.

Nos primeiros dias o fluxo é intenso, poderá visualizar e sentir a saída de grandes coágulos de sangue mas, depois, a tendência é diminuir e perder a cor avermelhada.

Se a cor vermelha voltar ou o fluxo aumentar de repente, se o cheiro se tornar fétido ou apresentar febre, consulte o seu médico, para despistar possíveis doenças de coagulação e a presença de restos de placenta no útero.


Sobre as Relações sexuais…

casal e sexo

8. Quando posso voltar a rer relações sexuais?

É aconselhado pela maioria dos médicos, um período de abstenção após o parto, de forma a ajudar na cicatrização dos tecidos internos e dos órgãos afetados pela gravidez, bem como diminuir o risco de infeção devido ao aumento da flora bacteriana pela vagina.

Por essa razão, entre quatro a seis semanas após o parto, ocorre a consulta de revisão do parto, onde o seu obstetra/ginecologista ou médico de família faz um exame físico e determinam se já pode iniciar relações sexuais.

Geralmente, nos partos por via vaginal, os médicos recomendam relações sexuais protegidas após a consulta. No caso de parto por cesariana, devido à cicatriz uterina e às dores na região abdominal, dependendo da mulher, a prática sexual poderá ser evitada até três meses após o parto.

Após a autorização médica para o sexo, o casal deverá iniciar as relações sexuais quando se sentirem com vontade e confiantes para retomar pois, para muitas mulheres, o medo de ter dor na “primeira vez após o parto” está bem presente.

Algumas mulheres, no entanto, podem apresentar uma diminuição no desejo (líbido), devido essencialmente, a alterações hormonais ou ao cansaço adicional que sente.

 

9. Não sinto vontade em retomar as relações sexuais, isto é normal?

É bastante frequente visto que, além do corpo estar diferente, o cansaço sentido por tratar do bebé, família e casa, bem como as alterações no metabolismo do corpo da mulher, podem levar a alterações no apetite sexual.

A produção da hormona prolactina (essencial no estabelecimento da amamentação) e a falta da ovulação, podem afetar a líbido da mulher. O medo de sentir dor durante o sexo e o receio de engravidar novamente também pode inibir o desejo sexual.

Geralmente a líbido retorna aos níveis normais passado uns meses após o parto. É muito importante contar os seus receios ao seu parceiro, de forma a que este a possa apoiar, respeitar e esperar pelo momento em que ambos tenham vontade para reiniciar a atividade sexual.

 

10. Posso engravidar se estiver a dar de mamar?

Sim, apesar de a amamentação ser tida em conta como um método contracetivo para algumas pessoas. No entanto, existem mulheres que engravidam durante este período.

Devido à ação da prolactina, a menstruação poderá ocorrer nas mulheres que estão a amamentar, três a oito meses após o parto, sendo difícil estabelecer o período em que ocorre a ovulação, ao contrário das mulheres que não amamentam, que a menstruação pode voltar logo no mês seguinte.

É muito importante perguntar ao seu médico qual é o melhor método contracetivo para o período em que se encontra a amamentar, pois o método escolhido não deverá ter qualquer impacto negativo na saúde do bebé. Geralmente, os métodos mais utilizados são a pílula de amamentação e o preservativo.


Sobre o Cabelo…

queda de cabelo

11. No pós-parto podemos ter queda de cabelo?

Sim, devido às alterações hormonais. É muito frequente entre o segundo e o sexto mês após o parto mas, passado esse período, a tendência é que a queda de cabelo diminua.

Durante o período crítico da queda de cabelo, evite fazer banhos com água quente, opte por utilizar um champô neutro e penteie suavemente o cabelo.

 

12. Estou a amamentar, posso pintar o cabelo?

Idealmente não. Deverá esperar pelo término da amamentação, pois os conteúdos químicos das tintas podem ser absorvidos pelo couro cabeludo da mãe e passar para o leite materno, causando eventuais prejuízos à saúde do bebé.

Caso não queira esperar, evite a utilização de tintas que contenham chumbo ou amónia. Aconselhe-se sempre com o seu médico e cabeleireiro.


Sobre a Episiotomia…

Episiotomia

13. Quais são os cuidados a ter com a episiotomia?

A episiotomia é um pequeno corte (que posteriormente é suturado) feito na região muscular entre a vagina e o ânus, durante o parto normal, para facilitar a saída do bebé. É normal sentir dor e desconforto ao redor da episiotomia nas primeiras duas a três semanas depois do parto.

O fio que utilizam para fazer as suturas da episiotomia é, por norma, reabsorvível e não requer a extração dos pontos de sutura.

De forma a acelerar a cicatrização e evitar infeções, deve:

  • Realizar uma higiene íntima diária cuidada, sempre da frente para trás (da vagina para o ânus);
  • Utilizar cuecas de algodão;
  • Lavar as mãos antes e depois de ir ao WC;
  • Trocar várias vezes ao dia o penso higiénico;
  • Evitar a utilização de tampões absorventes neste período;
  • Evitar fazer esforços físicos;
  • Usar uma almofada com um buraco no meio para, ao sentar, não pressionar a episiotomia, aliviando a dor;
  • Aplicar compressas frias ou um cubo de gelo no local da episiotomia para aliviar a dor;
  • Não utilizar roupa justa, de forma a promover a respiração da pele;
  • Fazer exercícios de kegel pois, promovem a circulação sanguínea nessa zona.

Sobre a Próxima gravidez…

proxima gravidez

14. É possível poder ter um parto normal numa segunda gravidez quando a primeira gravidez foi parto por cesariana?

Sim é possível, apesar de alguns médicos não concordarem. No entanto, vários estudos, comprovam que pode ser feito um parto normal após ter sido submetida a uma cesariana numa 1ª gravidez, e que a taxa de sucesso é elevada.

No entanto, se foi submetida a duas cesarianas ou mais, a probabilidade de ter um parto normal a seguir reduz-se, devido ao risco de rutura da cicatriz, podendo levar a situações graves para a mãe e bebé.

Apesar de ser possível, existem algumas recomendações a ter em conta:

  • Aguardar pelo menos dois anos entre a cesariana e o parto normal, para garantir que a cicatriz tenha resistência suficiente;
  • O motivo que levou à primeira cesariana também deve ser considerado;
  • É necessário estudar cuidadosamente o histórico do parto anterior e avaliar em que condições a cesariana foi realizada;
  • O parto normal, neste caso, nunca deverá ser induzido. A ocitocina deverá ser utilizada durante o trabalho de parto, mas nunca para iniciar o mesmo;
  • Após o parto normal, é de extrema importância verificar a integridade da parede uterina por meio do exame de toque, para verificar se realmente não houve rutura.

Sobre como Recuperar a silhueta…

silhueta melhorada

15. Quanto tempo demora até o meu corpo voltar ao normal?

Isto irá depender da genética e da força de vontade da mulher pois, para além da amamentação, a mulher deverá:

  1. Ter uma alimentação saudável;
  2. Praticar exercício físico de intensidade leve a moderada regularmente e com uma frequência de 2 a 3 vezes por semana.

De forma a acelerar o processo, a recém-mamã pode recorrer a tratamentos estéticos não invasivos, disponíveis por exemplo, nas Clínicas BodyScience onde poderá contar com a competência, profissionalismo, simpatia e a disponibilidade dos vários profissionais, aos quais se soma os equipamentos e as tecnologias mais avançadas. Nesta clínica dispõem de um conjunto de tratamentos adequados ao período pós-parto, tais como:

  1. Lipoaspiração não invasiva – Titan;
  2. Lipo3action;
  3. Endermologia LPG;
  4. Radiofrequência Tripolar Cronus;
  5. Pressoterapia;
  6. Bodyshape;
  7. Bodywave;
  8. Powershape.

Tome nota que deverá sempre informar o profissional que a acompanha da sua situação atual, nomeadamente se está a amamentar ou se tem outro problema de saúde. As condições para realizar os tratamentos e a definição do plano de tratamento será definido numa consulta de avaliação gratuita.

 

16. Está recomendado o uso de cinta pós-parto?

Após o parto, mesmo que apresente logo uma perda de peso acentuada, é habitual manter-se com a região abdominal aumentada e flácida. No entanto, com o movimento e o passar do tempo, os músculos abdominais recuperam o tónus, e em dois ou três meses a mulher pode recuperar a sua forma habitual.

Antigamente, era muito frequente a utilização de cintas no período pós-parto, no entanto, apesar de sustentarem a barriga, não facilitam a recuperação da elasticidade muscular. Pelo contrário, dificultam-na, e evitam que os músculos façam o seu trabalho, pelo que é desaconselhado o seu uso.

No caso da cesariana, podem ser utilizadas apenas quando se estiver de pé, pois no caso de se estar em posição deitada ou sentada, esta é desnecessária e desaconselhada por impedir a circulação.

O uso da cinta deve ser decidido em conjunto com o médico, pois há o risco de formação de seroma (acúmulo de líquido) no local do corte da cesariana.


Estou triste e não sei porquê…

mulher em depressao

17. É normal sentir-me triste e com vontade de chorar, mesmo amando o meu filho?

Sim, existem mães que são acometidas por um fenómeno designado de Baby blues ou melancolia pós-parto, um período após o parto caraterizado por momentos de tristeza, de mudanças de humor, de ansiedade, etc. A situação tende a agravar-se em caso de gestação atribulada, parto difícil e insegurança em relação aos cuidados com o bebé.

Habitualmente, este estado desaparece espontaneamente após a adaptação à nova situação familiar e integração do novo elemento nas rotinas da família. Se os sintomas não diminuírem ou permanecerem após as primeiras semanas, deverá recorrer a um psicólogo.

Fique atenta a possíveis sintomas de depressão Pós-Parto. A maioria das mulheres que sofrem deste problema não recebe tratamento adequado por falta de diagnóstico. Esse quadro deverá ser tratado por profissionais de saúde especializados como os psicólogos e psiquiatras.

Perguntas e respostas sobre o pós-parto relacionadas com o bebé


Sobre a Alimentação do bebé…

alimentacao do bebe

18. É normal o bebé perder peso no período pós-parto?

Habitualmente os bebés perdem peso no primeiro e segundo dia a seguir ao parto, recuperando o peso com que nasceram nos 15 dias a seguir ao parto, quando a amamentação está melhor estabelecida. No entanto, esta perda de peso não deve ser superior a 10% do peso com que nasceu.

Alguns bebés perdem mais de 10% do peso ou demoram mais tempo a recuperar, o que pode ser um indicador de que poderá ter de iniciar leite artificial, que se pode fazer como um suplemento ao leite materno.

 

19. É normal o meu bebé mamar de hora em hora?

Sim, o estômago do bebé é pequeno e o leite materno apresenta uma digestão muito rápida, quando comparado com o leite artificial. Além disso, o bebé “pede” várias vezes o peito da mãe porque também sente aconchego, segurança e amor.

Os bebés alimentados ao seio materno, normalmente mamam mais vezes do que os alimentados com leite artificial. O número de mamadas pode variar de 8 a 12 em 24 horas.

À medida que o bebé vai crescendo, a capacidade do estômago aumenta, as mães produzem mais leite e alguns conseguem aumentar o tempo entre as mamadas, enquanto outros continuam a preferir refeições mais pequenas e frequentes.


Sobre o Sono do bebé…

bebe a dormir

20. Qual é a posição recomendada para o bebé dormir?

O bebé deve dormir de barriga para cima, de forma a evitar o risco de ter síndrome de morte súbita. Se o bebé dormir de lado ou de barriga para baixo, respira o mesmo ar que expira, isto é, inala um ar rico em gás carbónico e pobre em oxigénio, realizando uma asfixia que pode levar à morte.

As demais posições são permitidas quando o bebé já for capaz de se virar sozinho na cama, por volta dos 4 meses.

Para evitar o refluxo, que pode incomodar algumas crianças e pais, basta elevar o colchão do berço e deixar a cabeça mais alta que os pés.

 

21. Quantas horas de sono um bebé pode dormir?

O importante é que o bebé durma de dia e de noite e que durma o suficiente para estar saudável. Até às 6/8 semanas os bebés não têm reservas energéticas suficientes para poder passar uma noite inteira sem comer, pelo que a tendência é acordar com intervalos de 3/4 horas para comer. No entanto, de um modo geral, o recém-nascido dorme cerca de 16 a 18 horas diárias.

Boas horas de sono traduzem-se em boa disposição, maior resistência à frustração e numa menor exaustão diária. Desta forma, devemos proporcionar boas condições de sono e isso passa por criar uma boa rotina diária, cuidar do ambiente onde o bebé dorme, conferir-lhe o máximo de segurança e conforto.


Perguntas e respostas sobre o pós-parto: Consulta médica

consulta medica

22. Quando posso sair à rua com o bebé?

A recomendação da maioria dos médicos é ficar em casa resguardado no 1º mês de vida, principalmente se ele nascer no outono ou inverno (por causa das intempéries), com a exceção de sair de casa para ir ao médico ou em outras situações mesmo necessárias.

Este período de resguardo é importante para evitar que o bebé fique doente, pois o seu sistema imunitário ainda se está a desenvolver. Deve-se, também, evitar que seja exposto ao sol, porque só é recomendada a utilização de protetor solar após os seis meses de vida.

 

23. Em que momento devo ir ao pediatra?

O recém-nascido deve fazer a primeira consulta no pediatra entre os primeiros 7 e 10 dias de vida.

Posteriormente, o pediatra agendará as próximas consultas consoante o estado e evolução do seu bebé, no entanto o habitual é que sejam marcadas consultas no 1º, 2º, 4º, 6º, 9º, 12º mês de vida do bebé.


Sobre o Coto umbilical

Coto umbilical

24. Como devo cuidar do umbigo do bebé?

Com o passar dos dias, o coto umbilical torna-se mais endurecido, seco e escuro, até que, por fim, se separa do umbigo. Esta queda ocorre espontaneamente e não deve ser forçada. O umbigo pode cair após 7 a 15 dias do nascimento.

É importante fazer a limpeza dessa parte do corpo sempre que dá banho ao bebé ou se verificar que está sujo com urina ou fezes, para evitar infeções.

A limpeza deve ser feita com soro fisiológico ou álcool a 70º. Para a limpeza, deve elevar o coto umbilical com uma das mãos, segurando-o com uma compressa. Com a outra mão, deve limpar a base de inserção e região peri-umbilical, utilizando uma compressa seca. Deve secá-lo sempre da base para a periferia. Estes cuidados devem ser mantidos até 3 a 5 dias após a queda do coto, de forma a facilitar o processo cicatricial.

Sinais de alerta, que são motivo para consultar um médico:

  • Região à volta do umbigo avermelhada;
  • Exsudado do coto umbilical com cheiro fétido;
  • Hemorragia.

Existem muitas outras perguntas e respostas sobre o pós-parto que ficaram por abordar, uma vez que a maternidade e o pós-parto são temas complexos e cheios de pormenores a aprender e a assimilar. Fale connosco se surgirem mais dúvidas!

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