Pé chato: em que consite? Esclareça as suas dúvidas

O pé chato é uma deformação de um ou dos dois pés, e é caracterizado pela redução ou desaparecimento do arco natural da sola do pé, fazendo com que o pé seja todo ele pressionado contra o solo. Em consequência desta alteração, a carga exercida pelo peso corporal é redistribuída, dando a origem a problemas posturais.

Pé chato: em que consite? Esclareça as suas dúvidas
Um dos sinais visíveis do pé chato é o desgaste mais rápido da parte externa da sola.

A maioria das pessoas tem uma lacuna sob o arco do pé quando estão de pé. O arco, a parte interna do pé é levemente levantada do chão. Pessoas que sofram de pé chato possuem arcos baixos ou inexistentes.

O termo médico é pé plano e esta é uma condição que afeta 1 em cada 5 pessoas, isto para os países desenvolvidos.

Das principais causas está o excesso de peso e o uso de calçado desajustado na infância. Em consequência desta alteração, a carga exercida pelo peso corporal é redistribuída, dando a origem a problemas posturais.

No caso de sofrer desta condição, tanto o jogging, como as simples caminhadas, realizadas com calçado inapropriado, podem provocar danos severos.

Como os níveis de deformação diferem de pé para pé, o desalinhamento dos tornozelos leva a alterações no nosso esqueleto, resultando em más posturas. Existe, no entanto, calçado adaptado que evita estas situações.

6 PERGUNTAS QUE ESCLARECEM TUDO ACERCA DO PÉ CHATO


pe chato e palmilhas ortopedicas

1. Pode calçar sapatos com sola rasa?

As pessoas que sofrem de pé chato não devem usar sapatos baixos de sola rasa, optando por calçado que garantam um suporte e apoio extra para o pé.

Os sapatos devem estar sempre bem apertados, para não deixar o pé à vontade, ‘oscilando” para os lados

2. Palmilhas ortopédicas são solução?

As palmilhas ortopédicas podem ser uma opção viável caso necessite de usar sapatos com sola rasa, garantindo um suporte adicional ao pé.

É importante não esquecer que a palmilha rouba sempre um pouco de espaço ao calçado, tornando o sapato mais estreito.

3. Pode correr com pé chato?

Sim, pode. No entanto requer claramente o uso de calçado especial para a prática da corrida. Além disso, deve ser um calçado que apoia o arco do pé.

4. Existem alguns exercícios para resolver o pé chato?

Infelizmente, não há nenhum exercício especial capaz de resolver o problema do pé chato. Existem sim, exercícios que conseguem reduzir os sintomas de dor, caso os tenha, melhorando a resistência do pé, que é especialmente importante os corredores e para as pessoas que trabalham de pé.

5. A intervenção cirúrgica é uma solução?

As cirurgias tradicionais para corrigir o pé chato são bastante complexas e apenas recomendada em casos extremos.

6. Quais as medidas não cirúrgicas?

  • Usar palmilhas personalizadas (órteses) dentro de seus sapatos para apoiar os pés;
  • Tomar analgésicos, se tiver algum desconforto;
  • Perder peso caso tenha excesso de peso;
  • Alongar os músculos e tecidos conjuntivos na parte inferior das pernas para ajudar a apoiar o pé. O apoio de um fisioterapeuta é útil neste ponto.

Estes tratamentos não mudam a forma dos pés, mas podem ajudar a aliviar alguns dos problemas associados ao pé chato.

PÉ CHATO NO BEBÉ


pe chato bebe

O pé da criança tem duas arcadas: uma por fora, que desaparece quando o pé está assente no chão, e outra por dentro, que se mantém mesmo quando o pé está assente ou durante a marcha.

Quando o arco interior desaparece quando a criança assenta os pés no chão, diz-se que tem pé chato.

Nos primeiros anos de vida, o pé não está ainda completamente formado e a criança tem habitualmente uma pequena almofada de gordura situada na planta do pé, logo por baixo da pele.

Por isso, a criança pode ter um pé plano até aos dois, três anos de idade – o designado pé plano fisiológico. Só em algumas situações mais raras é que o pé plano pode estar associado a outras doenças.

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Farmacêutica Cátia Rocha Farmacêutica Cátia Rocha

Cátia Rocha é farmacêutica. Como apaixonada pela profissão, acredita na importância da educação para a saúde e num papel interventivo dos profissionais de modo a transmitir conhecimentos que considera importantes e fundamentais para o bem-estar da população. É Mestre em Ciências Farmacêuticas pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte e exerce atualmente o cargo de farmacêutica na Farmácia Agra.

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