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Paralisia do sono: saiba o que é e descubra como enfrentá-la!

A paralisia do sono não é um distúrbio tão raro quanto se possa pensar. É verdadeiramente assustador e pode requerer alterações nos hábitos diários.

 
Paralisia do sono: saiba o que é e descubra como enfrentá-la!
Esta condição pode provocar alucinações vívidas e aterrorizantes.

Consegue imaginar como se sentiria se acordasse a meio da noite e não conseguisse mexer nenhum músculo? O mais provável é que se sentisse verdadeiramente aterrorizado. A paralisia do sono é uma condição mais comum do que possa pensar e pode ser uma experiência verdadeiramente assustadora e extremamente ansiosa, já que provoca um estado de completa paralisia muscular, em que a pessoa se sente mentalmente acordado, mas fisicamente adormecida e paralisada.

Felizmente, grande parte das pessoas não precisa de tratamento específico para esta condição, bastando a alteração de alguns importantes hábitos de vida (por exemplo, dormir o suficiente e evitar o stress excessivo). Todavia, tendo em conta que esta é uma condição mais comum que aquilo que imaginamos, importa conhecê-la melhor.

Compreender a paralisia do sono


 paralisia do sono homem a dormir

A paralisia do sono caracteriza-se, como o próprio nome indica, por uma experiência paralisante, com incapacidade para realizar movimentos, antes de adormecer, durante o sono ou ao despertar.

Comummente dura entre 1 a vários minutos e desaparece espontaneamente ou com estimulação externa, ou seja, através do toque ou movimento induzido por outra pessoa. Mais ainda, algumas pessoas que padecem de paralisia do sono relatam que os repetidos esforços para se mover ou o vigoroso movimento dos olhos podem também contribuir para o término do estado paralisante.

De forma habitual, durante o período em que a paralisia do sono acontece, os movimentos dos membros, tronco e cabeça não são possíveis. Já os movimentos oculares e respiratórios tendem a estar mantidos.

Tendo em conta o quão assustador pode ser o estado de paralisia do sono, não é de admirar que as crises de ansiedade sejam comuns, provocando na pessoa um estado de enorme fragilidade quando se apercebe que é incapaz de se mover. Mais ainda, a paralisia pode também ser acompanhada por experiências alucinatórias vívidas, de conteúdo afetivo e aterrador.

Importa ainda destacar que existem 3 tipos distintos de paralisia do sono:

  • Paralisia do sono isolada: são os casos mais frequentes e não mostram qualquer predomínio do sexo;
  • Paralisia do sono de padrão familiar: as mulheres são mais afetadas que os homens, na medida em que o distúrbio é transmitido no cromossoma X, de forma dominante;
  • Paralisia do sono associada à narcolepsia (alteração neurológica que se caracteriza por uma excessiva sonolência durante o dia, com episódios intermitentes e incontroláveis de adormecimento).

 

Início e evolução da paralisia do sono


A grande maioria dos casos tem início na adolescência ou na vida adulta, embora possam também surgir na infância ou meia-idade. Quanto à evolução, esta varia bastante consoante o tipo de paralisia do sono em questão.

Se tomarmos como exemplo os casos isolados, sabemos que surgem durante o despertar, apenas sob fatores predisponentes, ocorrendo uma vez na vida em 40-50% das pessoas saudáveis. Por sua vez, o tipo familiar (excecionalmente rara) e o tipo associado à narcolepsia são propensos à cronicidade, surgindo no início do sono e dependendo também de determinados fatores predisponentes.

Principais sintomas da paralisia do sono


paralisia do sono mulher com maos na cabeca

Sistematizando os principais sintomas que podem estar presentes nos casos de paralisia do sono, encontramos os seguintes:

  • Incapacidade para mover o tronco ou membros ao adormecer ou depois de acordar;
  • Episódios breves de paralisia muscular parcial ou completa;
  • Presença de alucinações hipnagógicas (alucinações ao adormecer);
  • Os sintomas não estão associados a distúrbios médicos ou mentais.

 

Causas e tratamento da paralisia do sono


paralisia do sono cansaco excessivo

Os principais fatores predisponentes conhecidos são:

  1. Privação e hábitos irregulares de sono;
  2. Outros distúrbios do sono-vigília;
  3. Stress mental;
  4. Cansaço excessivo;
  5. Trabalho por turnos (os casos isolados podem também surgir em situações de jetlag);
  6. Dormir na posição supina (cerca de 60% dos episódios de paralisia do sono relatados acontecem quando a pessoa está deitada de barriga para cima).

Para a formulação do diagnóstico, a análise da presença das características da paralisia do sono é habitualmente suficiente. Aquando do esclarecimento diagnóstico, importa distinguir os casos do tipo isolado e do tipo familiar das situações de narcolepsia.

Quanto ao tratamento, importa instruir rotinas de sono adequadas, bem como tentar ao máximo diminuir o stress mental. Todavia, caso após a implementação destas medidas não se registem melhorias, pode iniciar-se terapêutica farmacológica.

Importa deixar o alerta de que na presença de episódios frequentes de paralisia do sono e perante a dificuldade de obter um sono reparador de qualidade, deve consultar o seu médico.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!

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