Os melhores alimentos afrodisíacos: apimenta a sua vida!

Os alimentos afrodisíacos mais conhecidos são talvez as ostras e o vinho tinto. Mas existem outros alimentos capazes de aumentar o desejo sexual. Conheça-os.

Os melhores alimentos afrodisíacos: apimenta a sua vida!
Alimente o seu organismo e os seus relacionamentos. 

A alimentação e o desejo sexual têm uma relação amplamente conhecida, principalmente devido aos chamados alimentos afrodisíacos.

De facto, o cérebro está no centro de toda a sensação de desejo sexual e, por isso, há diversas substâncias, nutrientes, hormonas e neurotransmissores, que influenciam positiva ou negativamente o desejo sexual.

Apesar de a evidência científica a este respeito ser ainda limitada, sabe-se que alguns alimentos podem atuar no sistema nervoso central, aumentando / diminuindo a circulação sanguínea e a produção das hormonas sexuais responsáveis pela líbido e pela sensação de prazer, influenciando, inclusive, o tempo de ereção e lubrificação vaginal.

De uma maneira geral, estes alimentos afrodisíacos são agrupados de acordo com algumas das suas propriedades:

  • Pela sua forma, associada à forma de órgãos sexuais: por exemplo a banana, os espargos, a pera, e os figos;
  • Pelas suas características organoléticas, podem despertar os diferentes sentidos (visão, olfato, paladar e tato) e promover alguns efeitos psicológicos que aumentam o desejo sexual;
  • Pelo efeito fisiológico que advém da sua composição nutricional, podendo ter influência no sistema nervoso central, na produção de hormonas sexuais e na circulação sanguínea.

Esta última característica é a mais importante para a definição de alimentos afrodisíacos, visto que, a ingestão destes alimentos pode ter vários efeitos imediatos, tais como a subida da temperatura do corpo, energia instantânea, ou o ‘despertar’ de neurotransmissores que promovem sentimentos de amor e excitação.

11 Alimentos afrodisíacos que tem que experimentar


1. Frutos secos oleaginosos (Castanha do Pará, Pistacho e Amendoins)

alimentos afrodisiacos e pistachos

Os frutos secos oleaginosos, de uma forma geral, promovem a saúde cardiovascular e ajudam na redução ou manutenção dos valores de colesterol, sendo que o colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para a impotência sexual.

Por outro lado, também podem ajudar a reduzir os sintomas da disfunção eréctil nos homens por estimularem o fluxo sanguíneo de todo o corpo, o que ajuda a ter ereções mais firmes e melhora a satisfação sexual.

Os pistachos são bastante nutritivos e particularmente ricos em proteínas, fibras e gorduras saudáveis. Entre os seus benefícios encontra-se a redução da pressão arterial, controlo do peso e redução do risco de doenças cardíacas.

2. Açafrão

Acafrao

O açafrão é um dos alimentos afrodisíacos mais populares e os seus efeitos notam-se especialmente em indivíduos que tomam anti-depressivos.

Os homens que ingerem açafrão diariamente, conseguem uma melhoria notória da função eréctil e as mulheres experimentam níveis mais altos de excitação e maior lubrificação.

No entanto, estudos sobre propriedades afrodisíacas do açafrão em indivíduos que não sofrem de depressão produzem resultados inconsistentes.

3. Maca

maca

A maca é um superalimento que na América do Sul é comumente usado para aumentar a fertilidade. Mas também parece ter efeitos de aumento da libido: quem consome maca acaba por ter o desejo sexual aumentado.

Por não ser necessária uma quantidade muito grande deste alimento para tornar o efeito possível, e os efeitos colaterais também serem poucos, torna-o um alimento chave para quem quer uma forma natural de afrodisíaco.

4. Chocolate negro

chocolate negro

O chocolate negro ajuda a equilibrar os níveis hormonais.

A feniletilamina, uma hormona lançada no cérebro quando um indivíduo se apaixona, e o triptofano, que ajuda a produzir serotonina, são substâncias importantes para estimular o desejo sexual e ambos são encontrados no chocolate negro.

No entanto, o chocolate necessita de conter um mínimo de 70% de cacau e ser minimamente processado.

5. Ostras

ostras

As ostras possuem nutrientes que estão ligados diretamente à libido e o consumo ajuda a enriquecer os sentidos sexuais.

São consideradas um dos alimentos com um potencial mais afrodisíaco por serem ricas em zinco, que ajuda o fluxo sanguíneo para os órgãos sexuais de ambos os sexos, e dopamina. As ostras também contêm compostos que aumentam os níveis de testosterona e estrogénio.

Os efeitos acontecem sendo consumidas cozidas ou cruas regadas, por exemplo, com sumo de limão.

6. Vinho tinto

vinho tinto

Um copo de vinho tinto pode ajudar as mulheres a entrar no clima e apenas dois copos de vinho tinto por dia podem aumentar o desejo sexual e a lubrificação nas mulheres e aumentar a testosterona nos homens.

O vinho tinto contém quercetina, um flavonóide natural, que pode explicar este efeito positivo.

No entanto, beber mais do que dois copos de vinho tinto por dia ou consumir outros tipos de bebidas alcoólicas, não produz os mesmos resultados, bem pelo contrário.

Apesar do álcool poder atuar como um afrodisíaco, ajudando homens e mulheres a relaxar e entrar no clima, exagerar na dose e beber demasiado pode realmente reduzir a excitação e a função sexual.

7. Mel

pote de mel

mel é um dos alimentos afrodisíacos mais importantes, advindo também daí o nome “lua-de-mel”.

Com efeito, este alimento aumenta os níveis de testosterona no homem e ajuda o organismo a metabolizar e utilizar com eficiência os estrogénios, no caso da mulher.

8. Ginseng

ginseng

ginseng é uma raiz que aumenta o desejo sexual em ambos os sexos, melhorando também o prazer e a satisfação sexual. Contribui para uma melhor circulação, evitando a impotência sexual, e aumenta os níveis energéticos, combatendo o cansaço e stress do dia-a-dia, fatores que aumentam a predisposição para o ato sexual.

9. Gengibre

planta gengibre

gengibre ativa a circulação sanguínea, promovendo, essencialmente, uma melhoria da performance masculina, pois prolonga a função erétil.

No caso das mulheres, parece estimular a lubrificação, o que também promove um aumento da líbido.

10. Pimenta e Piri-piri

pimenta e piri piri

A pimenta e o piri-piri / malagueta, pelo seu efeito termogénico (aumento da temperatura corporal) e vasodilatador, promovem também um aumento do desejo e uma melhoria da performance sexual, essencialmente no homem.

Com efeito, a ingestão de pimenta leva a alterações fisiológicas no organismo, tais como aumento da transpiração, da circulação sanguínea e da frequência cardíaca, que se assemelham ao ato sexual, assim como irritação dos órgãos genitais e da região urinária, quando consumida em maiores quantidades, que provoca uma sensação semelhante à excitação sexual.

A substância responsável por estes efeitos chama-se capsaicina, que também é muito referenciada como potenciadora da perda de peso.

11. Menta

folhas de menta

Segundo reza a história, a menta foi a primeira planta medicinal a ser utilizada para fins afrodisíacos, especialmente para as mulheres.

A menta é um estimulante suave do sistema nervoso, ajudando também a desobstruir as vias respiratórias (essencial para uma boa oxigenação de todos os tecidos).

Por outro lado, promove um hálito fresco, mas também intenso, que pode ser considerado excitante.

Em suma…


Os alimentos afrodisíacos são boas opções para quem deseja melhorar a vida sexual, bem como aumentar a libido.

Além de serem mais acessíveis, possuem menos efeitos colaterais do que medicamentos e suplementos concebidos para o efeito, o que os torna extremamente populares e consumidos.

Por isso, não se esqueça de ter estes alimentos em casa para uma ocasião especial e dessa forma vai beneficiar do seu valor nutricional, do seu sabor e ainda do seu potencial afrodisíaco.

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Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista e trabalha, atualmente, nos ginásios Urban Fit de Ermesinde, Antas Prime Fitness e CulturaFit Club no Porto. Durante 2 anos colaborou no projeto Dragon Force do Futebol Clube do Porto e com o Boavista Futebol Clube. É licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade.