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7 dicas importantes para prevenir a micose em animais

A micose em animais é uma doença de pele causada por fungos, altamente contagiosa, que pode também afetar as pessoas. Conheça os sinais mais comuns.

7 dicas importantes para prevenir a micose em animais
Esta doença de pele é altamente transmissível

Assim como as pessoas, os animais podem sofrer de infeções na pele causadas por vários agentes como bactérias e fungos. A micose em animais é uma doença de pele cujo agente causador é um fungo, e por ser altamente contagiosa tanto em animais como em pessoas, é necessário tomar medidas para a prevenir.

Micose em animais: em que consiste?


micose em animais fungos dermatofitose

A micose nos animais é uma doença cutânea provocada por fungos, também conhecida por dermatofitose, que é de fácil transmissão, e tanto afeta cães como gatos, podendo também afetar pessoas.

Os agentes mais comuns em cães são os Microsporum canis, Microsporum gypseum e Trichophyton mentagrophytes.

Sinais de micose em animais


O sinal clínico mais frequente em casos de micose em animais é a alopécia, ou seja, as falhas de pelo. Estas falhas têm um aspecto característico circular com um anel vermelho em redor.

Os fungos afetam a raiz do pelo, enfraquecendo, tornando-o quebradiço e fazendo com que caia, provocando então as falhas de pelo. Estas falhas inicialmente afetam mais a zona da cabeça e patas, mas podem alastrar-se até ao corpo todo do animal.

Também podem surgir crostas e seborreia (descamação/caspa) e eritema, vermelhidão da pele. Por norma, os fungos não causam prurido (comichão), no entanto os fungos podem predispor o animal a desenvolver infeções bacterianas secundárias na pele que provocam prurido intenso e levam o animal a coçar-se muito.

7 dicas para prevenir a micose em animais


1. Manter a vacinação em dia

micose em animais veterinario a vacinar o cao

Os fungos são microrganismos oportunistas, quer isto dizer que se aproveitam do facto de as defesas do animal estarem em baixo para provocarem doença, o que em situação normal não aconteceria. Os fungos muitas vezes podem estar presentes na pele do animal, no entanto estão em número insuficiente para provocar infeção ou qualquer sinal clínico.

Uma vez que as condições na pele do animal se tornem favoráveis para o seu desenvolvimento, os fungos proliferam e causam infeção. Para isso ocorrer é necessário que as defesas do animal estejam comprometidas de alguma forma, seja devido a stress ou a alguma doença concomitante.

Assim, torna-se essencial manter o animal o mais saudável possível, e os cuidados profiláticos como a vacinação, tanto no cão como no gato, desempenham papeis fundamentais para impedir que haja infeções fúngicas, pois se o animal tiver um sistema imunitário forte, a probabilidade de desenvolver esta doença é mínima.

2. Manter as desparasitações em dia

Pela mesma razão de que deve manter as vacinações em dia, a desparasitações, tanto interna para os parasitas internos, como externa para os parasitas externos devem estar regularizadas.

Os parasitas internos podem causar imunossupressão do animal levando a que possa desenvolver a doença. Também os parasitas externos, como carraças e mosquitos podem ser portadores de doenças como a febre da carraça que levam o animal a ficar doente podendo provocar um desequilíbrio na flora cutânea, levando a que os fungos se consigam desenvolver, caso estejam em contacto com estes.

3. Oferecer uma boa alimentação

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Uma boa nutrição é essencial para um sistema imunitário funcional. É necessário garantir que o cão ou o gato ingerem as quantidades de nutrientes, como vitaminas, necessários.

Opte por alimentos adequados para a espécie do seu animal e evite as comidas de pessoas. Pode optar por alimentos secos, húmidos ou então uma alimentação mista, no entanto tente escolher sempre uma gama premium, para garantir uma boa alimentação.

4. Manter uma boa higiene do animal

Manter o animal limpo e seco ajuda a que os fungos não se proliferem. É importante garantir que quando dá banho ao seu cão ou gato, ou quando estes se molham por qualquer razão, como quando apanham chuva ou vão nadar ao mar ou rio, eles ficam bem secos, pois as condições ideias para os fungos são ambientes quentes e húmidos.

5. Manter uma boa higiene do ambiente onde habita o animal

micose em animais desinfecao da casa

Deve fazer uma limpeza regular ao local onde o seu cão ou gato passa a maior parte do tempo, utilizando desinfetantes, como por exemplo lixívia numa diluição de 1:10 em todas as superfícies.

Caso o ambiente seja muito húmido utilize um desumidificador para secar a humidade, uma vez que ambientes húmidos são favoráveis à proliferação de fungos.

Aspire todas as superfícies e utilize panos eletrostáticos para remover o pó e os esporos, caso existam, do ambiente.

6. Evitar que o animal esteja em locais com pouca higiene

Uma vez que os esporos dos fungos são extremamente resistentes e podem persistir no ambiente durante anos, é aconselhável que evite locais que possam conter estes esporos.

Normalmente locais pouco higienizados são mais propícios a alojar microrganismos como fungos e bactérias que podem causar doenças nos animais.

7. Evitar que o animal esteja em contacto com animais infetados

micose em animais gato com cao de rua

O contágio desta doença é através de contacto direto com animais doentes ou por contacto indireto, portanto deve evitar que o seu animal esteja em contacto com animais que sabe que estão infetados micose ou caso haja suspeitas de possível doença.

Veja também:

Fonte

1. Merchant, Sandra. R. (n.d.). Ringworm (Dermatophytosis) in Dogs and Cats. Disponível em:
https://www.msdvetmanual.com/integumentary-system/dermatophytosis/ringworm-dermatophytosis-in-dogs-and-cats?query=ringworm

Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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