Publicidade:

Menstruação adiantada: causas da alteração do período menstrual

A menstruação adiantada é aquela que começa menos de 21 dias depois da última menstruação. Existem diversas razões, fisiológicas e psicológicas para tal.

 
Menstruação adiantada: causas da alteração do período menstrual
Conheça as causas possíveis para a menstruação adiantada.

menstruação adiantada e as demais hemorragias uterinas anormais, correspondem a 1/3 das queixas que mais motivam a consulta ao médico de família e ao ginecologista, segundo a Federação das Sociedades Portuguesas de Ginecologia e Obstetrícia.

Esta hemorragia uterina anormal pode ter origem disfuncional ( ovulatória ou anovulatória) ou ser causada por doença orgânica de natureza sistêmica ou ginecológica (1).

Menstruação adiantada: o ciclo menstrual


menstruação adiantada

O ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação, sendo que o número de dias do ciclo menstrual conta-se do primeiro dia de menstruação até ao dia que antecede a próxima menstruação. É regido pelo eixo hipotálmo – hipófise /ovários – e dividido por fases (2).

O ciclo menstrual, na maioria das mulheres, é caracterizado por uma ovulação regular e uma sequência ordenada de sinais endócrinos que se traduzem na previsibilidade, regularidade e consistência das menstruações. Quando isso não ocorre, podemos estar diante de uma menstruação adiantada (3).

Os estudos sobre o padrão da menstruação costumam considerar três características do ciclo menstrual: periodicidade, intensidade e duração.

A periodicidade corresponde ao intervalo de tempo entre os sangramentos (geralmente descrito como em torno de 24-35 dias); a intensidade equivale à quantidade de sangue eliminada durante a menstruação (geralmente considerada como de 30-80ml); e a duração é o número de dias em que se dão as perdas sanguíneas (geralmente variando de dois a sete dias) (4).

Como saber se tem a menstruação adiantada?


Menstruação adiantada ou polimenorréia, refere-se a ciclo ovulatório com menos de 24 dias de intervalo e é geralmente devida a um encurtamento da fase folicular, embora possa também ocorrer uma diminuição da fase lútea ou de ambas.

A temperatura basal identificará com precisão estas alterações. É aquela que, durante 6 meses, pelo menos uma vez, veio num intervalo de tempo inferior a três semanas entre uma menstruação e outra (4).

Quais as causas da menstruação adiantada?


menstruação adiantada

A hemorragia uterina anormal, incluindo a menstruação adiantada, deve-se a causas orgânicas (perda ou ganho de peso, stress, atividade física intensa, entre outras) em aproximadamente 25% das mulheres e a anormalidade funcional do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (hemorragia uterina disfuncional) no restante.

A idade é o fator mais importante: as causas orgânicas, incluindo neoplasias ginecológicas, tornam-se mais comuns com o avanço da idade, enquanto que na puberdade, o sangramento uterino anormal é geralmente disfuncional (endócrino).

Causas da anovulação

São causas de anovulação ou menstruação adiantada:

  • Hiperandrogenismo (SOP, hiperplasia congénita da supra-renal, tumores produtores de androgénios);
  • Hipotiroidismo;
  • Hiperprolactinemia;
  • Obesidade;
  • Disfunção hipotalâmica (anorexia);
  • Doença hipofisária primária;
  • Falência ovárica prematura;
  • Excesso de exercício físico;
  • Iatrogenia (radiação e quimioterapia) e fármacos (hormonoterapia, antidepressivos com impacto no metabolismo da dopamina).

Também se incluem nesta categoria as hemorragias associadas a ciclos ovulatórios. Nestas, a função do eixo hipotálamo-hipófise-gónadas está intacta e os níveis hormonais são normais, ocorrendo hemorragia, provavelmente por síntese anormal ou excesso de regulação dos recetores de progesterona.

Causas da hemorragia uterina anormal

Como causas da hemorragia uterina anormal, deve-se sempre investigar (6):

  • Possibilidade de gravidez;
  • Contracepção: a contracepção hormonal (regularidade no uso, tempo de uso), DIU;
  • Dor abdominal inferior ou aumento da dor menstrual;
  • Risco de doenças sexualmente transmissíveis (DST) ;
  • Uso de medicação (incluindo anticoagulantes, tamoxifeno, misoprostol, corticosteróides );
  • Sensações de calor repentino;
  • Início dos sintomas após cesariana;
  • Formação fácil de nódoas negras, sangramentos duradouros das feridas, alterações da coagulação familiares;
  • Sangramento pós relação sexual.

Os quadros de irregularidade menstrual relacionados ao estresse ou a problemas na esfera psíquica, embora dependentes do mesmo mecanismo fisiopatológico, variam em sua intensidade, assumindo diferentes formas clínicas. As manifestações mais frequentes referem-se a insuficiência lútea, anovulação crônica e amenorréia.

De entre as mulheres de maior risco para a menstruação adiantada ou amenorreia temos: as de baixo peso ou obesas; em atividade física intensa ou atletas; quadros de esterilidade sem causa aparente e hiperprolactinemia; alteração hormonal que ocasiona a produção de leite, fora do período da amamentação. (5)

Quando deve consultar um médico?


menstruação adiantada

Sempre que houver alteração no período menstrual ou outro sintoma ginecológico, o médico deve ser consultado. A história clínica e o exame físico completos são valiosos tanto na investigação da hemorragia uterina anormal, como da menstruação adiantada.

Os métodos diagnósticos complementares incluem a curva de temperatura basal, a biopsia endometrial e a dosagem de progesterona. A identificação de eventos stressantes ou de distúrbios psíquicos deve ser cuidadosamente avaliada.

Tratamento a menstruação adiantada


Por serem variáveis biológicas do ciclo menstrual normal, sem maiores consequências clínicas, estas necessitam apenas esclarecimento.

Pode-se registar a sua curva de temperatura basal durante um ciclo completo. Se, entretanto, os ciclos forem muito curtos, a ponto de incomodar a paciente, ou a perda sanguínea for abundante ou prolongada, justifica-se um tratamento hormonal (4).

Veja também:

Danielle Paiva Danielle Paiva

Licenciada em Medicina e Farmácia & Bioquímica pelo Centro Universitário de Nilton Lins, Danielle também é Mestre em Engenharia Industrial e Qualidade pela Universidade do Minho. Atualmente é voluntária na Cruz Vermelha onde desenvolve diversas ações de saúde.

O Vida Ativa disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento nutricional, de saúde ou de treino. O Vida Ativa não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui nem dispensa a assistência profissional qualificada e individualizada. Caso pretenda sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].