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Leptospirose: saiba como proteger o seu cão desta doença

A leptospirose é uma doença provocada por uma bactéria que afeta os mamíferos. Saiba tudo sobre esta patologia e proteja o seu melhor amigo da melhor forma.

Leptospirose: saiba como proteger o seu cão desta doença
Os ratos e as ratazanas são os principais responsáveis pela propagação da doença

A leptospirose é uma das doenças infeciosas mais importantes no cão, pois é fatal em muitos casos e também pode ser transmissível aos humanos (zoonose).

É uma doença provocada por uma bactéria, Leptospira. Existem muitas estirpes, espécies e sorovares diferentes desta bactéria, estando contabilizados mais de 200.

É uma zoonose e para além do cão afeta também todos os mamíferos, e provoca uma grande variedade de sinais clínicos afetando os órgãos especialmente o rim e o fígado.

A doença é mais frequentemente encontrada em cães, vacas, porcos e cavalos, uma vez que algumas espécies são mais resistentes do que outras a esta doença.

Como se transmite a leptospirose?


leptospirose rato

Uma vez que existem espécies mais resistentes à bactéria, na sua maioria espécies selvagens, estas irão ter resistência à doença mas vão funcionar como reservatórios, onde a bactéria se irá manter sem qualquer sinal e transmitir-se a outros animais.

A via mais comum de ocorrer a infeção é por contacto direto, no entanto também é possível que ocorra de mãe para filho, através de mordeduras e por ingestão de carne infetada.

Pela via direta o mais comum é a bactéria ser transmitida através da urina. Em todos os casos de contacto direto é necessário que haja uma ferida ou que ocorra contacto direto com mucosas, como a boca, olhos e nariz.

Andar descalço no solo pode ser um fator de risco para infeção humana, especialmente se houver uma ferida na pele.

Em Portugal, as espécies reservatório mais comum são os ratos e as ratazanas que contaminam outros animais através da sua urina.

Sintomas da leptospirose


leptospirose cao com febre

Os sintomas podem variar consoante o tipo de Leptospira que afetou o animal, e a gravidade dos sintomas também irá ser dependente deste fator. Entre outros fatores consideram-se a idade, doenças adjacentes, estado do seu sistema imunitário.

Como já vimos, algumas espécies como os ratos podem ser assintomáticos, ou seja, não manifestar sintomas. No entanto, nas espécies em que há menor resistência à bactéria, regra geral, os sintomas surgem de uma forma agua, rápida e fulminante.

Em raros casos, a doença pode surgir de uma forma crónica, ou seja mais lenta e gradual.

Os sintomas que podem surgir são os seguintes:

  • Febre;
  • Apatia;
  • Vómitos;
  • Presença de urina escura;
  • Diarreia;
  • Pancreatite;
  • Inflamação dos olhos;
  • Hemorragias;
  • Anemia;
  • Icterícia (amarelecimento da pele e mucosas);
  • Insuficiência hepática;
  • Insuficiência renal;
  • Paralisia.

 

Como se diagnostica a leptospirose?


leptospirose medica a observar cao

O diagnóstico baseia-se inicialmente num exame físico realizado pelo médico veterinário no imediato da consulta. Posteriormente o médico veterinário pode retirar sangue para análises laboratoriais.

Através do sangue é possível realizar um hemograma completo que pode sugerir a presença de infeção e anemia. Também é possível verificar a função renal e hepática, que devido a esta doença podem estar comprometidas.

Para detetar a bactéria diretamente também se pode utilizar o sangue do animal, e existem diferentes métodos de análise. O médico veterinário irá requerer o que achar mais adequado.

Para auxiliar no diagnóstico também se pode realizar análises à urina, radiografia e ecografia para verificar o comprometimento dos órgãos, especialmente fígado e rim.

Tratamento da leptospirose


leptospirose cao a tomar antibiotico<

Após o diagnóstico da doença, o médico veterinário irá iniciar o tratamento com antibióticos específicos de imediato. Na maioria das vezes o tratamento requer hospitalização do animal.

Caso o animal já apresente lesões nos órgãos, deve ser efetuado tratamento de acordo com os sintomas, o que se chama tratamento sintomático ou de suporte, como fluidoterapia.

Uma vez que a principal via de contágio é através da urina, é extremamente importante restringir o contacto do animal infetado com outros animais e pessoas, sendo necessário tomar precauções como a utilização de luvas e outras proteções para quem contacta com o doente.

Como prevenir o aparecimento de leptospirose?


leptospirose saco do lixo fechado

Pode-se prevenir o contágio da doença evitando locais onde exista urina de rato possivelmente contaminada. No entanto, é muito difícil conseguir fazê-lo pois, na maioria das situações a urina não e percetível.

No entanto, tratando-se de um problema de saúde pública, uma vez que se trata de uma zoonose, é importante que se tomem algumas medidas de limpeza e higiene para diminuir a possibilidade de infeção, como:

  • Limpeza de terrenos baldios;
  • Drenagem de águas paradas;
  • Limpeza do lixo de forma a não atrair ratos;
  • Fechar hermeticamente os lixos.

A melhor forma de prevenir o desenvolvimento da doença é através da vacinação anual. Em locais endémicos, ou seja, onde existe grande risco de infeção, a vacinação contra leptospirose pode inclusive ser recomendada pelo médico veterinário semestralmente.

Saiba mais sobre o calendário da vacinação dos cães aqui >>

Como existem vários tipos de bactérias pode acontecer que a vacina por si só não seja o suficiente, pois a vacina só irá proteger o animal contra determinados tipos de leptospira.

Fatores de risco da leptospirose


leptospirose cao de caca

Atendendo à forma de transmissão da doença, alguns animais estarão mais em risco de se contagiar com a doença do que outros. Entre os fatores de risco, é possível salientar os seguintes:

  • Animais que tenham acesso a ingerir água parada não tratada ou nadem nessa mesma água, como fontes, rios ou lagos;
  • Cães que estejam apenas no exterior;
  • Cães de caça ou outros que tenham contacto frequente com roedores e animais selvagens;
  • Contacto com animais de produção.

 

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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