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O seu animal comeu o que não devia? Saiba com induzir o vómito no animal

Em algumas situações, induzir o vómito no animal é a única solução. No entanto, noutras pode ser perigoso. Saiba em que situações é desaconselhado.

O seu animal comeu o que não devia? Saiba com induzir o vómito no animal
Algumas substâncias podem ser tóxicas para o seu animal

Os cães adoram comer coisas que não devem, e por vezes o que ingerem pode mesmo colocar em risco a sua vida. Quando engolem algo que não devem, o primeiro pensamento será induzir o vómito no animal, de forma a impedir que haja algum dano no organismo. No entanto, esta prática nunca deve ser realizada sem o aconselhamento do médico veterinário.

O melhor a fazer quando o seu animal ingere algo que não era suposto é ligar de imediato com o médico veterinário. Dependendo do que o animal comeu, o profissional de saúde irá aconselhá-lo sobre o que é melhor fazer.

Em determinadas situações o melhor a fazer é levá-lo de imediato à consulta, noutras pela gravidade da situação, o médico veterinário pode aconselhar os donos a induzir o vómito no animal no imediato, instruindo-os. Noutras situações o clínico pode até considerar que é suficiente vigiar o animal.

Quando induzir o vómito no animal?


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Existem várias situações em que é aconselhável induzir o vómito no animal, como por exemplo no caso de ingestão de tóxicos. No entanto, é extremamente importante que só o faça se estiver a seguir o conselho do seu médico veterinário.

1. Ingestão de tóxicos

Alguns tóxicos como anticongelantes (etilenoglicol), veneno de ratos, veneno de caracóis, detergentes e plantas podem causar a morte nos nossos patudos.

Muitas vezes a dificuldade em agir e em tratar, baseia-se no facto dos tutores descobrirem que os seus animais ingeriram determinado produto. Pois, na maioria das intoxicações o animal só demonstra sinais muito depois da ingestão do veneno e o tutor não se apercebe do que sucedeu.

Nas poucas vezes em que o tutor se apercebe que o seu animal ingeriu algo que não devia, deve guardar o rótulo da embalagem ou pelo menos saber qual o nome do produto, e ligar de imediato com o médico veterinário.

Sabendo de que produto se trata, o seu médico veterinário irá aconselhá-lo sobre o que fazer de seguida. O vómito só pode ser induzido se a ingestão do produto tiver ocorrido em menos de 2 horas. Após este tempo, o tóxico já entrou em circulação e o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.

2. Ingestão de objetos

Alguns cães, principalmente os cachorros, têm por hábito roer objetos inapropriados que podem acabar por ser engolidos acidentalmente. Meias, cuecas, paus, são exemplos dos objetos com os quais o seu cão muitas vezes brinca e pode engolir por acidente.

Na maioria das vezes em que ocorre esta situação o tutor não se apercebe que o animal engoliu algum objeto estranho, pois são poucas as vezes em que o tutor observa o animal a ingerir o objeto. Tal como no caso dos tóxicos, induzir o vómito do animal só faz sentido se o fizer até no máximo de 2 horas de ingestão.

Alguns objetos, como no caso dos paus pontiagudos, ossos partidos ou espinhas, pode não ser aconselhável induzir o vómito, uma vez que pode ocorrer o risco de perfuração.

Quando não induzir o vómito no animal?


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Em determinadas situações a indução do vómito pode colocar em risco a vida do animal. Daí a grande importância de consultar o seu médico veterinário num caso de urgência, antes de tomar a decisão de provocar o vómito.

1. Se já está a vomitar

Alguns tóxicos causam sintomas como vómitos, portanto é normal o seu cão ou gato vomitarem depois de ingerirem uma substancia venenosa.

Caso o seu animal já esteja a vomitar devido ao que ingeriu é completamente contra-indicado e pode piorar os sintomas do seu animal.

2. Se tem dificuldades respiratórias

Se o seu animal está com dificuldade em respirar não deve forçar o vómito, pois corre o risco de causar uma pneumonia por aspiração.

Se está inconsciente, dependendo do que o animal ingeriu pode desmaiar ou até entrar em coma. Nesta situação, induzir o vómito no animal pode também provocar pneumonia por aspiração.

3. Se passaram mais de duas horas

Caso o animal tenha ingerido a substância há mais de 2 horas, já não faz sentido provocar o vómito. Esse é o tempo que o organismo começa a digerir e metabolizar o que é ingerido, e depois desse período entra na corrente sanguínea.

4. Se ingeriu substancias cáusticas

Se o que o animal ingeriu foi algum produto corrosivo, detergente, ou soda cáustica não deve tentar fazer com que este vomite. Isto porque a substância irá provocar queimaduras no esófago e boca ao passar novamente por essas zonas.

5. Se ingeriu objetos cortantes

Se tentar fazer com que o animal vomite e este tiver ingerido um objeto cortante pode provocar lesões graves no aparelho digestivo e inclusive provocar a sua morte.

Como induzir o vómito no animal?


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Esta prática deve ser sempre realizada sob o conselho do médico veterinário. Nessa situação o profissional de saúde também irá aconselhar o tutor acerca do melhor método para induzir o vómito no animal e explicar o procedimento.

1. Água oxigenada

A água oxigenada é método mais acessível para provocar o vómito, pois é algo que todos os tutores pode ter em sua casa

O tipo mais indicado é água oxigenada a 3%, ou seja, água oxigenada a 10 volumes. A dose recomendada é de aproximadamente 5 mL para cada 5kg de peso do animal. Sendo a dose máxima de 50mL para cães e 10 para gatos.

Pode utilizar uma seringa sem agulha a para administrar a água oxigenada na boca do cão.

2. Fármacos

Alguns fármacos podem ser utilizados para induzir o vómito no animal, nomeadamente a apomorfina. Este método é igualmente eficaz à água oxigenada 1, no entanto só pode ser realizado por médicos veterinários.

Fonte

1. Journal Scan: Apomorphine and 3% hydrogen peroxide—is one agent better for inducing emesis in dogs?, 2012. Disponível em:
http://www.veterinarymedicine.dvm360.com

 

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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