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Gravidez de risco: cuidados importantes a ter

Cada vez mais se verificam casos de mulheres com situações de gravidez de risco, situação esta que pode ter consequências graves para a saúde dos dois.

 
Gravidez de risco: cuidados importantes a ter
Tudo o que precisa saber

Uma gravidez de risco é uma gravidez em que é possível identificar, após avaliação clínica, um (ou mais) fator acrescido de doença materna, fetal e/ou neonatal.

De acordo com o número de fatores de risco identificados, no início da gravidez ou ao longo da gestação, será determinada uma gravidez de:

  • Baixo risco: a gravidez vai decorrer, à partida, sem sobressaltos e nascerá um bebé saudável;
  • Médio risco: vigilância programada e algumas chamadas de atenção para determinados cuidados;
  • Alto risco: vigilância permanente pelo obstetra, com protocolo individual e, por vezes, determinação de repouso absoluto ou internamento hospitalar; existe um elevado risco de mortalidade e morbilidade fetal e materna.

 

GRAVIDEZ DE RISCO: POSSIVEIS FATORES ASSOCIADOS


gravidez de risco gemeos

Determinadas condições podem, à partida, definir a sua gestação como uma gravidez de risco e que vão exigir, da sua parte e do seu obstetra uma vigilância mais apertada, nomeadamente:

  • Idade materna
    • Idade inferior a 16 anos, pode ser perigosa porque o corpo da jovem não está totalmente preparado para suportar a gravidez.
      Outros riscos associados à adolescência são: a procura tardia de cuidados pré-natais, estilo de vida das adolescentes, tais como hábitos alimentares deficientes ou o consumo de substâncias tóxicas;
    • Idade superior a 40 anos, a mulher pode ter mais dificuldade em engravidar e aumentam logo a probabilidade de ter um bebé com alterações cromossómicas, como por exemplo, o Síndrome de Down.
  • Peso da grávida
    • Magreza excessiva: um índice de massa corporal (IMC) abaixo de 18.5, pode levar a um parto prematuro, aborto e atraso de crescimento do bebé, uma vez que a grávida oferece poucos nutrientes ao bebé.
    • Obesidade materna: IMC > 35 apresenta um risco aumentado de desenvolver complicações gestacionais, como por exemplo, a diabetes;
  • Patologia materna associada (por exemplo, hipertensão arterial, diabetes, doença renal crónica, cardiopatia, entre outras.);
  • Infertilidade prévia;
  • Feto com malformações;
  • Presença de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Alterações no sistema reprodutivo da mulher;
  • Consumo de tabaco, drogas ou álcool, uma vez que atravessam a placenta e afetam o bebé provocando atraso no crescimento, atraso mental e malformações no coração e na face. Pode também causar efeitos no bebé e na grávida, como fadiga muscular, falta de açúcar no sangue, síndrome de abstinência, entre outros;
  • História obstétrica anterior (por exemplo, hemorragias pré ou pós-parto, abortos de repetição, cesariana, etc.);
  • Pré-eclâmpsia, consiste no aumento da pressão arterial e perda de proteínas pela urina, podendo levar a aborto, convulsões, coma e até mesmo a morte da mãe e do bebé;
  • Gravidez gemelar (gémeos).

As doenças que podem tornar a gravidez de risco são cada vez mais comuns, tanto pelo fator das mulheres engravidarem mais tardiamente como pelo modo de vida adotado.

GRAVIDEZ DE RISCO: O DIAGNÓSTICO


gravidez de risco consulta pre-concecional

Numa consulta pré-concecional será possível identificar as circunstâncias que podem resultar numa gravidez de risco permitindo, logo à partida, controlar o risco.

Por este motivo, é muito importante ser acompanhada por um médico ainda antes de estar grávida ou assim que receba o positivo, para que tudo possa ser planeado a bem da sua saúde e do seu bebé.

Ao ser diagnosticada uma gravidez de risco, é fundamental seguir, à risca, todas as indicações do seu médico, para garantir que a sua gravidez chega a termo (> das 38 semanas de gravidez) ou, pelo menos, até ao momento em que for seguro o nascimento do bebé.

GRAVIDEZ DE RISCO: COMO EVITAR COMPLICAÇÕES


gravidez de risco gravida a verificar o peso

É de extrema importância seguir todas as indicações do obstetra, devendo cumprir com o repouso indicado, que pode ser total ou parcial, bem como ter em atenção os seguintes cuidados:

  • Controlar o aumento de peso corporal;
  • Fazer uma alimentação saudável;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas, drogas ou fumar;
  • Tomar todos os fármacos que o médico prescrever.

Além disso, o médico pode recomendar ecografias, exames de sangue e de urina com maior frequência, bem como pode ser necessário se submeter a uma amniocentese ou biópsia para avaliar o estado de saúde da mãe e bebé.

É recomendado ir cerca de duas vezes por mês a consultas médicas e, pode ser necessário internamento durante a gravidez para equilibrar o estado de saúde e evitar complicações.

GRAVIDEZ DE RISCO: COMO A EVITAR?


gravidez de risco gravida com medico

Por vezes, é impossível evitar uma gravidez de risco, assim, o foco centra-se nos cuidados que deve ter durante a gravidez, especialmente, quando confrontada com este diagnóstico.

Contudo, como já referimos acima, para prevenir esta condição é importante um bom planeamento da sua gravidez.

Assim, consulte o seu médico de família, ginecologista ou obstetra, antes de avançar com as tentativas de engravidar para identificar quaisquer fatores que possam resultar numa gravidez de risco.

Esta antecipação permite que sejam tomadas as medidas necessárias para prevenir uma doença ou dano ou, pelo menos, para diminuir as consequências para mãe e bebé.

GRAVIDEZ DE RISCO: O QUE DEVE TER EM ATENÇÃO?


gravidez de risco gravida com tonturas

Após o diagnóstico, e sem pretender alarmar, a atenção ao seu corpo deve ser redobrada. O seu médico dir-lhe-á quais os cuidados que deve ter – os quais deve cumprir à risca – e quais os sinais aos quais deve estar atenta. Se os notar deve, imediatamente, contactar o seu médico ou dirigir-se a um hospital.

SINAIS DE RISCO:

  • Hemorragia vaginal;
  • Perda de líquido amniótico;
  • Contrações uterinas;
  • Cefaleias (dor de cabeça) intensas e persistentes;
  • Tonturas ou sensação de desmaio;
  • Dispneia (falta de ar);
  • Edema (Inchaço) súbito da face ou das mãos;
  • Dor abdominal;
  • Contrações frequentes, regulares e dolorosas precocemente;
  • Toracalgia (dor no peito);
  • Febre ou calafrios;
  • Vómitos;
  • Diminuição/ausência dos movimentos fetais.

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Enfª Bárbara Andrade Enfª Bárbara Andrade

Bárbara Andrade é Enfermeira Especialista em Reabilitação e Formadora em várias entidades. Desta forma, tem como princípios a promoção e a educação para a Saúde nas diferentes faixas etárias. Terminou a Especialidade em Enfermagem de Reabilitação na ESEnfCVPOA e exerce atualmente o cargo de enfermeira no CHEDV - HSS.

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