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Gatos e crianças: como fazer esta relação resultar?

Será possível gatos e crianças conviverem sem qualquer problema? Descubra neste artigo como fazer esta relação resultar sem grandes surpresas para si.

Gatos e crianças: como fazer esta relação resultar?
Se tem crianças em casa deve garantir que o seu gato tem direito a todos os cuidados de saúde.

Muita gente quando pensa em gatos e crianças acha impossível que possam conviver no mesmo ambiente, sem qualquer problema, tanto para o gato como para a criança. No entanto, é possível sim ambos conviverem e serem bons amigos, desde que tomadas algumas precauções.

Gatos e crianças: cuidados de saúde a ter


Muitos pais têm receio de que se o gato conviver com o bebé ou criança estará a colocar em risco a saúde do filho. É natural que haja esse receio pois as crianças são mais suscetíveis a doenças e problemas.

Há doenças que podem ser transmitidas entre pessoas e animais (zoonoses), portanto o teor da preocupação é válido. No entanto, este contágio pode ser evitado caso sejam tomadas algumas medidas.

Deve informar-se com o seu médico veterinário acerca das zoonoses e dos cuidados que poderá ter em relação ao seu gato, caso tenha crianças em casa.

1. Desparasitação interna

gatos e criancas desparasitacao interna

Os parasitas internos, mais vulgarmente conhecidos como lombrigas, podem ser transmitidos entre pessoas e animais. Como as crianças se descuidam muitas vezes em colocar a mão na boca e estão em contato frequente com o animal, é de extrema importância que o seu gato seja desparasitado com regularidade.

Por norma, em idade adulta, a partir dos 6 meses de idade dos gatos, é recomendado que sejam desparasitados com períodos entre 3 a 4 meses. No entanto, deve falar com o seu médico veterinário acerca da sua preocupação com as crianças que com ele convivem, e este fará um plano de desparasitação adequado à situação.

2. Desparasitação externa

gatos e criancas desparasitacao externa

As pulgas e as carraças também podem ser transmitidas entre pessoas e animais. Estes parasitas podem transmitir doenças graves que colocam em risco a saúde do seu filho.

Desta forma, deve ter cuidado redobrado com a desparasitação externa do seu gato. Deve, mais uma vez, conversar com o seu médico veterinário acerca do produto mais adequado para o animal, que garanta a maior eficácia.

É importante também verificar qual a regularidade com que deve colocar o produto. Há produtos que devem ser colocados mensalmente, outros de 3 em 3 meses, semestralmente ou de 8 em 8 meses, portanto, deve garantir que está a colocar o produto com a regularidade indicada para que o efeito seja maior.

3. Vacinação

gatos e criancas vacinacao do gato

As vacinas dos gatos não protegem contra nenhuma zoonose. No entanto, se o gato estiver doente, irá ficar imunodeprimido e desta forma ficará mais suscetível a ser contagiado com outras doenças que se podem transmitir às crianças.

Assim, deve sempre garantir que está a cumprir o plano de vacinação indicado para o seu gato.

4. Check up regular

gatos e criancas veterinario a observar gato

Existem várias doenças que podem ser transmitidas do gato à criança. Algumas podem ser prevenidas outras não. Assim, se tem crianças em casa deve procurar fazer check ups regulares com o seu gato ao médico veterinário.

Existem por exemplo doenças de pele provocadas por fungos ou ácaros que podem ser transmitidas às pessoas, especialmente crianças, pois o seu sistema imunitário ainda é frágil.

Para além do check up regular onde o seu médico veterinário irá observar se está tudo bem em termos de saúde do gato, deve também estar atento a qualquer sintoma anormal no animal, como por exemplo:

  • Falhas de pêlo;
  • Vómitos;
  • Diarreia;
  • Prurido (comichão);
  • Alterações comportamentais.

Se o seu gato demonstrar algum destes sintomas ou outros anormais que não estejam mencionados acima, deve levá-lo logo que possível a uma consulta pois pode ser sinal de que algo não está bem.

Quanto mais cedo o seu gato for diagnosticado, mais rápido será tratado e a menos riscos de saúde a criança estará exposta.

5. Unhas do gato

gatos e criancas unhas do gato

Especialmente quando existem crianças em casa, as unhas do gato devem ser cortadas com regularidade para evitar algum acidente.

Mesmo gatos muito dóceis e amigáveis, e ainda que os gatos e crianças se dêem bem, ao brincar podem arranhar mesmo sem intenção de magoar.

Cortar as unhas nem sempre é fácil, muitas vezes porque os gatos não permitem e também porque é preciso alguma técnica. Deve pedir a um profissional que lhe ensine a técnica e só deve fazê-lo em casa se se sentir seguro, pois corre o risco de magoar o seu gato.

É importante também começar a habituar o gato desde pequeno a permitir que lhe corte as unhas.

Gatos e crianças: chegada de uma criança a uma casa com gatos


gatos e criancas bebe a dormir com gato

Os gatos são animais muito dados a rotinas, e qualquer alteração pode desencadear stress. O objetivo é começar a habituar meses antes, gradualmente, o seu gato a novas rotinas.

1. Rotinas

É importante manter os mesmos horários de refeições, tempo de brincadeiras, escovagem, mudança da caixa de areia, entre outras coisas. Desta forma, se acha que não irá conseguir manter estas rotinas, o ideal é começar alguns meses antes a habituar à nova rotina, gradualmente, sem que o gato sinta a diferença.

Se puder, comece a habituar o seu gato a crianças pequenas, para que não seja uma surpresa quando conhecer o seu filho.

2. Contacto entre gatos e crianças

O ideal, depois do bebé chegar a casa é que comece a apresentá-lo ao seu gato aos poucos e sempre com vigilância. Uma vez que o bebé só estará em contacto com o gato quando estiver por perto, deverá habitar o gato de que não poderá ir para o quarto ou local onde o bebé e o seu berço irão ficar. Desta forma, quando o bebé chegar e impedir o gato de ir para esse local ele já não achará estranho.

Essencialmente, é um jogo de paciência que deve começar o mais cedo possível a ser trabalhado. Quando o bebé for mais crescido, para além da vigilância incidir sobre o gato também irá incidir sob a criança. Deve ensinar a lidar com o gato de uma forma meiga, sem o assustar ou magoar, sob risco de o gato se sentir assustado e ameaçado e desenvolver comportamentos agressivos com a criança.

É importante estar atento a sinais de stress e agressividade do gato como unhas de fora, tentar fugir e algumas vocalizações. Estes são sinais de que o gato está stressado e quer ir embora. Deve deixar o gato sair e não o pressionar.

Nunca em nenhuma circunstância deve castigar o seu gato, muito menos em frente à criança. Esta pode imitar o seu comportamento, pois é um hábito comum nas crianças, e magoar o gato, causando ainda mais medo e dificultando a sua relação.

Conclusão…


Os gatos e as crianças podem e devem ter uma boa relação. Não é por ter um novo membro da família que deve ou tem que descartar o outro.

Os gatos e as crianças podem conviver e ser bons amigos desde que haja paciência, cuidados com a saúde do animal e que a criança saiba respeitar o espaço do gato.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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