O meu filho não come! E agora?

Há vários fatores que podem condicionar a alimentação infantil, bem como várias estratégias que os pais podem pôr em prática quando um filho não come. As refeições podem tornar-se períodos de grande stress para pais e filhos e, por isso, vamos abordar neste artigo estratégias que podem ser muito úteis. Descanse e relaxe.

O meu filho não come! E agora?
As refeições em sua casa são divertidas?

A hora das refeições é uma verdadeira batalha campal? O seu filho não come aquilo que acha que ele deveria comer? As birras à mesa são uma constante? Pode respirar de alívio, o seu filho não é o único, portanto, comentar o problema com outros pais que passam pela mesma situação pode ajudar.

Muitas crianças passam por esta fase de rejeição de determinados alimentos ou de qualquer tipo de comida. Habitualmente acontece nas crianças até aos 5 anos de idade, mas pode ocorrer em qualquer idade, e é apenas uma faceta do comportamento em geral.

A falta de apetite pode servir para chamar a atenção quando as crianças percebem a importância que os pais dão à refeição. Ou seja, é uma forma de exprimirem o seu desejo de independência e faz parte do seu processo normal de amadurecimento e crescimento.

É natural que quando um filho não come os pais fiquem preocupados, contudo, é importante que preocupação não seja exagerada.

13 regras para pôr em prática quando o seu filho não come


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1 – Estabeleça horários para as refeições e para os lanches;

2 – Não tenha medo de impor limites;

3 – Seja um bom exemplo;

4 – Não insista em demasia: oferecer um volume de alimentos maior do que a capacidade gástrica da criança diminui o prazer de comer e aumenta a ansiedade em relação aos momentos de refeição;

5 – Limite a ingestão de líquidos durante a refeição: a capacidade gástrica das crianças é limitada;

6 – Substitua o alimento recusado por outro do mesmo grupo nutricional;

7 – Evite brincadeiras distrativas: a famosa técnica do ” aviãozinho” pode resultar no momento mas não é benéfica a longo prazo; estas brincadeiras camuflam o alimento não educam para o prazer de se comer bem;

8 – Seja firme e não deixe os pequenos lanches estragarem a disciplina: se a criança disse que estava sem fome ao almoço, vai ter de esperar até a hora certa do lanche e quando ela chegar, vai ter que se contentar com a quantidade correta;

9 – Quando o seu filho não comer sozinho: incentive-o a perceber que é capaz de comer pelas próprias mãos; use a sua imaginação e criatividade; recorra a jogos e a brincadeiras;

10 – Quando o seu filho não quer comer porque quer continuar a brincar: não deixe de fazer respeitar a hora da refeição; experimente avisá-lo com cinco minutos de antecedência;

11 – Quando o seu filho não quer comer tudo o que tem no prato e prolonga a refeição demasiado tempo: estar demasiado tempo à mesa cria desprazer pela hora da refeição e pode desencadear aversão à comida; cerca de 30 minutos após o início da refeição o apetite é saciado, mesmo que se tenha comido pouco, logo não traz qualquer benefício manter a criança na mesa;

12 – Quando o seu filho faz birras à mesa: não deixe que as birras perturbem a calma da refeição familiar; dentro do possível, mantenha a rotina da refeição e ignore a birra; não fomente a birra, argumentando e insistindo;

13 – Quando o seu filho quer comer noutros locais que não a mesa de refeição: a mesa é o local correto para as refeições da família; procure estimular um bom ambiente na mesa onde habitualmente se fazem as refeições; torne as refeições em família atrativas.

Em suma…


Deve procurar que a criança prove cada prato e coma apenas a porção que entender, sem nunca permitir que salte uma refeição.

As situações em que um filho não come podem ser motivo de grande preocupação para os pais, no entanto, não é habitual as crianças sofrerem complicações se não comerem o suficiente durante um curto período de tempo.

Contudo, se o problema não melhorar e estiverem preocupados com o crescimento do vosso filho devem contactar o pediatra que o acompanha.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!

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