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Como ensinar um gato em 7 passos

Ensinar um gato pode ser visto como um mito pela maioria da população. No entanto, tal como os cães, os gatos também têm capacidade de aprender.

 
Como ensinar um gato em 7 passos
Nunca castigue o seu gato

Os gatos são seres extremamente inteligentes, no entanto têm fama de ser independentes e não obedecer ao seu tutor. No entanto, isso não corresponde à verdade, pois é possível ensinar um gato, e deve começar a fazê-lo logo numa fase precoce da sua vida.

O que pode ensinar ao seu gato?


ensinar um gato

Pode ensinar tudo o que quiser ao seu gato, o ideal é que o faça logo de início e seja consistente. Pode ensinar desde comportamentos que quer que este tenha ou não em casa, ensinar a conviver com outros animais, cães ou gatos, e até ensinar-lhe alguns “truques”, como sentar, dar a pata.

Há também outras coisas que os gatos, ao contrário dos cães, aprendem sozinhos, sem necessidade de que o tutor lhe ensine, como é o caso de fazer as necessidades na caixa de areia, que os gatos fazem instintivamente, mesmo que não lhes seja ensinado.

7 Passos para ensinar um gato


1. Recompense-o

ensinar um gato

O treino com reforço positivo é o melhor método a utilizar para ensinar tanto cães como em gatos, apesar de ser mais conhecido em cães. Este método baseia-se na utilização de recompensas de forma a recompensar o animal por ter feito algo que queríamos que tivesse feito.

A recompensa não tem que ser obrigatoriamente comida, mas sim algo que o gato adore e preferencialmente não tenha sempre à sua disposição. Se optar por alimentos opte por snacks muito apetitosos, apropriados para gatos ou salsicha, fiambre, queijo. Estes alimentos devem sempre ser oferecidos ao gato após questionar o seu médico veterinário, pois alguns gatos têm sensibilidades alimentares e não podem ingerir determinados alimentos.

A ideia deste treino é ensinar ao gato que se desempenhar um determinado comportamento ou permitir determinada situação é recompensado. Por exemplo, para ensinar o seu gato a ser escovado pode ir oferecendo snacks enquanto o escova, de forma a associar a escovagem a algo positivo.

Das primeiras vezes deve oferecer a recompensa de todas as vezes que o animal executa a tarefa pretendida. Depois de o gato ter já feito a associação com clareza, pode optar por dar a recompensa de forma intermitente.

É importante também treinar o gato com alimentos antes de o alimentar com a sua refeição habitual, para que esteja com fome e seja mais responsivo.

2. Utilize um clicker

O treino com clicker também é mais famoso com os cães, no entanto também é possível ensinar o seu gato com clicker. O objetivo é que o gato associe o som do clicker à recompensa, dessa forma de cada vez que queira que o seu gato faça determinado comportamento utiliza o clicker e este executa-o pois, de certa forma, já estará à espera da recompensa.

3. Nunca o castigue

ensinar um gato

Para ensinar um gato nunca o deve castigar nem física nem verbalmente, pois pode causar distúrbios comportamentais como agressividade e medos. A punição não deve ser utilizada como método de treino, mas sim o treino com reforço positivo.

Muitas vezes quando o gato faz alguma asneira, o primeiro instinto é gritar ou bater-lhe, no entanto, o melhor a fazer é ignorá-lo e afastá-lo.

Por exemplo, quando os gatinhos querem morder as mãos e os pés das pessoas, em vez de lhes bater, deve ignorar e redirecioná-lo para um brinquedo.

Muitas vezes esse comportamento é natural em gatos pequenos, no entanto o bater-lhe pode ser interpretado como uma continuação da brincadeira pela parte da pessoa, o que vai criar ainda mais excitação e consequentemente morder com mais intensidade.

4. Seja consistente

Quando está a ensinar o gato deve ser consistente, ou seja, ter sempre a mesma postura e reação perante determinada situação. Não deve por vezes permitir um comportamento ao gato e outras vezes não.

Isto vai provocar confusão no gato, e vai fazer com que não compreenda o que lhe pretende ensinar.

5. Ofereça-lhe outras alternativas

ensinar um gato

Quando tenta ensinar o seu gato a não ter determinados comportamentos deve oferecer-lhe outras alternativas, pois muitas vezes, os gatos necessitam de manifestar certos comportamentos naturais, e se não tiverem objetos apropriados, podem utilizar objetos que os seus tutores não querem que sejam utilizados.

Isto aplica-se por exemplo quando o seu gato arranha os móveis. Arranhar é um instinto natural dos felinos, assim, é perfeitamente natural que o seu gato tenha que arranhar.

Se o gato não tiver locais apropriados para arranhar como os arranhadores ou árvores com arranhadores, o felino irá procurar outras alternativas.
Assim, se o seu gato tem alguns comportamentos naturais felinos deve permitir que os faça, no entanto deve propiciar-lhe condições adequadas para tal.

6. Torne desagradável o que o gato pretende fazer sem o castigar ou magoar

A punição não deve nunca ser utilizada para ensinar um gato, no entanto pode tentar afastar o gato de determinados locais tornando-os desagradáveis.

Por exemplo no caso das bancas de cozinha ou em cima de móveis, pode, numa fase inicial torná-los locais desagradáveis, por exemplo colocando fita-adesiva, pois os gatos odeiam a sensação da fita-adesiva nas suas almofadas plantares.

7. Faça associação de palavras aos comportamentos

ensinar um gato

Para que o gato entenda o que o seu tutor quer que faça, é importante que compreenda o que lhe diz, ou seja, o felino deve associar o que o tutor diz ao comportamento.

Comece desde logo cedo a fazer a associação de palavras com o “sim”, “não”, “senta”, “boa”.

Veja também:

Fontes

1. “Clicker Training Basics”. Disponível em: http://www.thejacksongalaxyproject.org/2018-Cat-Pawsitive-Clicker-Training-Basics-Handout-FINAL.pdf
2. “Assessment of Clicker Training for Shelter Cats.” Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5664032/

Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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