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Como ensinar um cão a não morder? Aprenda 5 dicas para inibir este comportamento

Quem tem um cão bebé sabe que estes adoram mordiscar. Mas como ensinar um cão a não morder? Saiba como evitar este comportamento de forma definitiva.

Como ensinar um cão a não morder? Aprenda 5 dicas para inibir este comportamento
Morder é um comportamento natural e normal num cão.

A maioria dos cachorros mordiscam tudo, incluindo as mãos do seu tutor e outras pessoas, se assim o permitirem. É muito importante estabelecer limites desde cedo e portanto é crucial saber como ensinar um cão a não morder.

Se permitir que o cachorro morda, inclusive durante as brincadeiras, pode acabar por magoar alguém mesmo sem intenção. Também se deixarmos o problema arrastar, em poucos meses, passará de um cachorro que morde inofensivamente para um cão que pode causar sérios danos, especialmente se se tratar de uma raça de grande porte.

Como ensinar um cão a não morder: porque é que os cães mordem?


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O mordiscar é um comportamento natural de qualquer cão. Tanto pode ocorrer numa fase inicial da sua vida em brincadeiras e para explorar o ambiente, como por necessidade na fase de transição dos dentes definitivos, a partir dos 4 meses de idade.

1. Morder para socializar

Os cachorros até aos 2 meses de idade devem permanecer junto da mãe e dos irmãos. É durante esta fase que começam a ouvir, a ver e a andar. É portanto uma idade de grandes alterações e em que começam a interagir tanto com outros cães como com o próprio ambiente.

Quando os cachorros nesta idade mordiscam os irmãos ou a própria mãe, recebem de volta mordidelas que os ajudam a compreender que não o devem fazer.

Muitas vezes cachorros que não passam por este período de socialização mordem os seus tutores a brincar pois não efetuaram essa aprendizagem. É por isso muito importante deixar os cachorros com a ninhada e com a mãe até pelo menos os 2 meses de idade.

2. Transição dos dentes

Por volta dos 2 meses de idade os cachorros começam a mudar a sua dentição de leite para dentes definitivos. Tal como nas crianças, esta troca de dentes causa dor e comichão, e por vezes morder ajuda. Por isso, é normal que o seu cachorro nesta idade morda objetos e até a sua mão.

No entanto, apesar de haver uma explicação, em nenhuma circunstância deve permitir que o seu animal o morda. E também deve educá-lo a não morder objetos que não sejam apropriados para ele. Deve arranjar brinquedos adequados para o cão, de modo a que se foque neles e possa dessa forma aliviar a comichão.

3. Ansiedade

Tanto cachorros como cães adultos, se ficarem muito tempo sozinhos sem qualquer entretenimento, podem começar a morder objetos inapropriados.

5 dicas essenciais de como ensinar um cão a não morder


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Saber como ensinar um cão a não morder nem sempre é fácil, mas se seguir algumas dicas irá conseguir.

1. Redirecione a sua atenção para brinquedos adequados

Se o cão o morder deve redirecioná-lo para um brinquedo interativo ou de roer selecionado previamente.

Se estiver a brincar com o seu cão e se entusiasmar acabando por o morder, deve parar de imediato a brincadeira e atirar-lhe o brinquedo. Dessa forma, o cachorro começa a associar o brinquedo como alvo do morder, e não as mãos ou roupas do dono.

2. Utilize comandos

Como ensinar um cão a não morder pode passar por lhe ensinar outros comandos. Ensine o seu cão a sentar e a deitar. Assim, quando o seu cão estiver demasiado excitado na brincadeira pode chamar a sua atenção pedindo que ele obedeça a uma destas ordens.

É importante que não o faça como recompensa a comportamentos negativos pois, o cão poderá começar a fazer uma associação. O ideal é utilizá-los, por exemplo, no momento em que o cão está a começar a ficar excitado e não no momento em que ele começa a morder.

3. Proporcione-lhe algum entretenimento

No que se refere a morder objetos, o cão pode fazê-lo se passar muito tempo sozinho em casa.

É importante que caso o seu cão passe muito tempo sozinho em casa lhe proporcione algum enriquecimento ambiental com brinquedos interativos ou dispensadores de comida.

O exercício físico diário também os pode ajudar a acalmar e a desgastar a energia acumulada.

4. Nunca brinque com o seu cão com as mãos, pés ou qualquer parte do corpo

Se incentivar o seu cão a brincar com partes do seu corpo, com o entusiasmo e excitação da própria brincadeira o cão pode descuidar-se e mordê-lo, até com alguma força.

Pode também começar a associar de cada vez que vir um pé ou uma mão a mexer, que a pessoa o está a convidar a brincar, e começar a morder as pessoas quando se movimentam.

Assim, deve sempre utilizar um brinquedo para fazer essas brincadeiras com o seu cão em vez das suas mãos ou pés.

5. Nunca utilize a punição

Por vezes a tendência dos tutores quando o cão morde uma pessoa ou um objeto que não deve, é puni-lo de forma física ou verbal. O reforço negativo nunca deverá existir pois se o cão pretende chamar a sua atenção, irá perceber que se morder irá conseguir o que quer: atenção.

Outra coisa que pode acontecer é com a punição desencadear agressividade no animal. Deve sempre optar pelo reforço positivo no que toca ao treino do cão. Ou seja, se o cão o morder a brincar, deve desviar a sua atenção para um brinquedo e cada vez que o cão brincar com o brinquedo e não com a sua mão, deve recompensá-lo ou com brincadeira ou com um snack.

Caso se trate de morder objetos, castigar o cão só irá fazer com que este passe a ter o mesmo comportamento mas escondido do seu tutor.

Também irá proporcionar mais ansiedade ao cão e portanto este terá mais tendência para morder objetos, tornando-se num ciclo vicioso.

Se o seu cão gosta de morder objetos, porque não arranjar-lhe brinquedos adequados para que possa morder? Lembre-se que morder é um comportamento natural no cão, mas pode sempre ensiná-lo a morder determinadas coisas sem estragar outras.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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