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10 efeitos secundários dos desparasitantes

Sabia que existem efeitos secundários dos desparasitantes? A desparasitação interna e externa deve ser um cuidado profilático realizado a todos os animais de companhia. Porém, há cuidados a ter.

 
10 efeitos secundários dos desparasitantes
Costuma desparasitar o seu patudo? Esteja atento aos sinais

A maioria dos produtos desparasitantes é vendido sem prescrição médico-veterinária e sem uma consulta prévia. No entanto, estes produtos podem levar a sérias complicações no seu animal se não forem administrados corretamente ou se o animal não estiver saudável. Existem alguns efeitos secundários dos desparasitantes e cabe aos tutores estarem informados e atentos aos sintomas, para que procurem ajuda profissional.

Importância da desparasitação nos animais de companhia


efeitos secundários dos desparasitantes

A desparasitação interna, para as lombrigas, e a desparasitação externa para pulgas, carraças, mosquitos e ácaros, deve ser realizada com regularidade em todos os animais, por uma questão de os proteger contra possíveis doenças e também, porque a maioria destes parasitas se pode transmitir às pessoas, tratando-se assim de uma questão de saúde pública.

Existem diversos produtos com diferentes princípios ativos, que podem ser utilizados para realização de desparasitação interna ou externa com diferentes tipos de administração, bem como diferentes períodos de duração. Assim, é importante que se informe com um profissional acerca do produto que vai utilizar no seu animal e procurar saber com o médico veterinário se é o mais indicado.

10 efeitos secundários dos desparasitantes


1. Vómitos

Os vómitos podem ocorrer, e estão descritos como um efeito secundário possível no caso de administração de alguns desparasitantes internos soba a forma de comprimido.

Se o seu animal vomitar após a administração do produto, consulte o seu médico veterinário. Se o vómito ocorreu algumas horas após a administração do produto, é possível que este perca o seu efeito. No entanto, nunca deve forçar a administração de um novo desparasitante nestas condições.

2. Diarreia

A diarreia é um efeito secundário também referido como possível na toma de desparasitantes em comprimido, especialmente, se o animal estiver bastante parasitado.

A diarreia, provocada pela administração de desparasitantes, é auto-limitante, e portanto deve resolver-se por si só no espaço de 24 horas. Caso persista deve consultar o médico veterinário de imediato.

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3. Anorexia

A anorexia, ou perda de apetite, também é um efeito secundário transitório que deve passar no espaço de 24 horas após a administração do comprimido.

4. Saída de parasitas internos mortos através das fezes

Esta é uma das situações mais comuns aquando da toma do desparasitante interno, independentemente da sua via de administração. Caso o animal esteja parasitado, o produto vai fazer com que os parasitas morram, e depois sejam excretados juntamente com as fezes, já mortos.

5. Hipersiália

A hipersiália ou salivação excessiva é um efeito secundário que pode ocorrer em várias situações. Pode surgir em caso de sobredosagem com desparasitantes internos, especialmente em animais muito pequenos. Também pode surgir como sinal de intoxicação em administração inapropriada de desparasitantes externos.

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6. Reações alérgicas

As reações alérgicas são uma resposta individual de cada indivíduo, e não é possível prever esta sensibilidade a um determinado princípio ativo. Assim, sendo que não é possível evitar esta situação, o tutor deve estar atento aos sinais

7. Tremores

Os tremores podem surgir em caso de intoxicação por dosagem em excesso ou em situações de administração de princípios ativos que não podem ser utilizados, como por exemplo, situações muito comuns, pipetas spot on de cães que são utilizadas em gatos.

Os tremores também podem surgir em casos específicos, como no caso de administração de ivermectinas, um tipo de desparasitante, a raças de cães como collies. Esta raça apresenta uma mutação genética, que leva a que sejam extremamente sensíveis a este princípio ativo, mesmo em doses consideradas seguras em outras raças.

Se o seu animal for desparasitado interna ou externamente, e apresentar tremores posteriormente, trata-se de uma situação grave e deve ser encarada como uma emergência.

8. Obstrução intestinal

Por vezes, em casos de grande parasitismo intestinal, ao morrerem com o desparasitante, os parasitas podem formar um “rolhão” no intestino do animal, levando a uma obstrução intestinal, que tem que ser tratada cirurgicamente.

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9. Eritema

O eritema o vermelhidão da pele, pode surgir ao colocar determinadas pipetas spot on, na superfície da pele do animal. Alguns animais são mais sensíveis do que outros, e podem fazer reação no local da colocação. Em situações normais o eritema resolve-se espontaneamente.

10. Alopécia

A alopécia, ou seja, falha de pelo, na zona da colocação da pipeta também pode surgir como um dos efeitos secundários dos desparasitantes externos. Não se trata de uma situação grave, mas a zona deve ser vigiada de forma a verificar que não surge mais nenhum sintoma.

Como diminuir os efeitos secundários dos desparasitantes?


Como qualquer medicamento, existem efeitos secundários associados, no entanto a resposta vai depender de vários fatores como idade do animal, dosagem administrada, grau de parasitismo, estado de saúde do animal, entre outros fatores individuais.

Para garantir uma maior segurança na administração de desparasitantes, deve:

  • Consultar o seu médico veterinário acerca do desparasitante interno e externo mais indicado para o seu animal especificamente;
  • Realizar check-ups anuais de forma a garantir que o animal está saudável;
  • Caso o animal esteja doente, não o desparasite em casa, deve levá-lo a uma consulta;
  • Não desparasite, sem indicação do médico veterinário, animais com peso inferior a 1kg ou menos de 2 meses de idade;
  • Pese o seu animal rigorosamente antes de lhe administrar algum produto;
  • Não utilize produtos de cão em gato ou o contrário.

Seguindo estas regras, e informando-se sempre com um profissional habilitado em caso de dúvida, o risco de ocorrerem efeitos secundários dos desparasitantes é menor.

Veja também:

Fontes

Mutação MDR1-nt230(del4) em cães da raça collie. Disponível em: http://www.ufrgs.br/lafa/publicacoes/mdr1/mdr1-canino

Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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