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Dor pélvica: 10 causas e como tratar

A dor pélvica é uma queixa bastante comum. Ela pode originar-se em órgãos pélvicos ou fora da pelve, ou ser secundária a uma doença sistémica.  

 
Dor pélvica: 10 causas e como tratar
A dor pélvica pode ter várias causas e precisar de tratamento cirúrgico

A dor pélvica pode ser decorrente de uma emergência cirúrgica, como, gravidez ectópica, torção testicular e apendicite; ou de uma causa clínica, como a infeção urinária e a dor na ovulação.

A dor pélvica é reflexo de problemas relacionados aos órgãos desta zona do corpo, como intestinos, bexiga, útero, ovários, próstata e testículos. A dor pélvica crónica (que dura mais de 6 meses) pode exigir intervenção cirúrgica e ser debilitante.

Dor pélvica na  infeção urinária


dor pélvica

A infeção urinária é um problema frequente em mulheres e nos homens acima de 50 anos que, na maioria das vezes, causa dor pélvica e no trajeto da urina.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Aumento da frequência urinária;
  • Dor durante o ato sexual;
  • Incontinência urinária e urina com sangue ou escura;
  • Febre, calafrios, e dor ureteral em cólica.

2.  Dor pélvica na Apendicite


Uma das doenças que tem a dor pélvica como principal sintoma é a apendicite, a inflamação do apêndice, causada pela sua obstrução. O diagnóstico da apendicite é feito pelo médico e o tratamento é cirúrgico. Esta é uma das doenças que precisa de assistência médica imediata, pois há risco de vida (1).

3. Doença inflamatória pélvica


dor pélvica

A doença inflamatória pélvica aguda  é geralmente bilateral e encontra-se associada à dor pélvica intensa e à mobilização do útero, no exame de toque vaginal. Febre, leucocitose e corrimento vaginal mucopurulento acompanham a dor.

O abscesso tubovariano constitui uma complicação tardia, e a ruptura pode reduzir temporariamente a dor, mas é seguida por dor incontrolável, intensa e repentina que requer intervenção cirúrgica (2).

4. Gravidez ectópica


gravidez ectópica aparece como uma dor pélvica aguda, irregularidade menstrual e uma massa na região pélvica. O embrião, que deveria estar no útero, acabou por permanecer nas trompas de Falópio. Esta gestação não consegue se desenvolver e o tratamento é cirúrgico, na maior parte do casos. (2)

5. Cistos nos ovários e ovulação


dor pélvica

A dor da ovulação ocorre devido à pequena quantidade de sangue que flui em direção à cavidade pélvica, no momento da libertação do óvulo. Cistos volumosos também podem gerar dor pélvica.

Os cistos e massas ovarianos são frequentemente assintomáticos, mas podem causar pressão, dor constante ou sensação de peso. A dor penetrante e repentina pode indicar ruptura, torção de anexos ou hemorragia. Hemorragia no interior de um cisto ou extravasamento no interior da pelve são bastante comuns e produzem uma dor intensa (2).

6. Alterações no intestino


A dor pélvica pode ser atribuída a problemas gastrointestinais em até 60% dos casos. Os intestinos e os órgãos pélvicos compartilham a inervação visceral, a dor abdominal inferior de origem gastrointestinal é frequentemente confundida com a de origem pélvica. É difícil diferenciar a infecção pélvica de uma peritonite ( infeção no peritônio) por apendicite.

A correlação da dor com a ingestão de alimentos ou a defecação sugere doença gastrointestinal. Obstipação e diarreia alternadas, diminuição da dor após uma evacuação, refluxo imediato para evacuar após ingerir alimentos, ou piora da dor devido a stress sugerem síndrome do cólon irritável ou cólon espástico. Dor na relação sexual pode estar ligada à síndrome do cólon irritável.

Fezes endurecidas e dificuldade para defecar, juntamente com dor durante ou após as evacuações ou sensação de evacuação incompleta sugerem uma obstipação crônica. A dor recorrente no quadrante inferior esquerdo juntamente com febre, especialmente nas mulheres com mais de 40 anos de idade, sugere diverticulite. A dor pélvica, sugerida por sensibilidade do reto, e câncer são incomuns, mas devem ser avaliados (1).

7. Hérnia inguinal


A hérnia inguinal é mais frequente em homens e consiste numa protuberância na região da virilha, provocada pela passagem de uma parte do intestino através de um ponto mais fraco dos músculos abdominais, causando desconforto e dor no pé da barriga ao fazer alguns movimentos, como levantar-se ou curvar-se.

O tratamento da hérnia é cirúrgico e a demora no atendimento também pode por o doente em risco de vida (1).

8. Dor lombar e a dor pélvica


dor pélvica

A dor lombar, uma queixa comum, é causada mais frequentemente por má postura, falta de exercícios, traumatismo ou doença esquelética (por exemplo, osteoporose, ruptura do disco espinhal, osteoartrite, tumor ósseo) do que por um distúrbio pélvico, podendo muitas vezes estar associada a infeção urinária e pedras nos rins.

9. Aderências


As aderências resultantes de cirurgia ou de infeção pélvica anteriores são frequentes em alguns doentes e podem causar dor. A remoção das aderências (adesiólise) pode piorar a dor e, mesmo que uma cirurgia seja benéfica, as aderências podem voltar e causar dor adicional (1).

10.Torção testicular


A torção testicular é um problema que ocorre geralmente em homens jovens quando um testículo torce em volta do cordão espermático, diminuindo a circulação de sangue, podendo provocar lesões graves no testículo.

Os sintomas mais comuns são uma dor intensa nos testículos, com inchaço e aumento da sensibilidade no escroto e dor pélvica ou na virilha. O tratamento é, na maior parte dos casos, cirúrgico.

Sinais e sintomas


dor pélvica

A dor pélvica tem sinais e sintomas que devem ser levados em consideração, pois podem ser fundamentais para descobrir a causa da dor (2):

  • Dor (localização e migração);
  • Descompressão brusca;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Dor ao urinar;
  • Obstipação;
  • Sangramento vaginal;
  • Suspeita de gravidez

 

Tratamento da dor pélvica


O tratamento deve ser dirigido à causa específica da dor, se possível. Muitas vezes são necessárias cirurgias de emergência, em outros casos o tratamento é feito com medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos.

Veja também:

Fontes

1. Sociedade internacional da dor pélvica. Disponível em https://www.pelvicpain.org/
2. Federação das Sociedades Portuguesas de Ginecologia e Obstetrícia.Dor pélvica e dismenorreia. http://www.fspog.com/fotos/editor2/cap_10.pdf

Danielle Paiva Danielle Paiva

Licenciada em Medicina e Farmácia & Bioquímica pelo Centro Universitário de Nilton Lins, Danielle também é Mestre em Engenharia Industrial e Qualidade pela Universidade do Minho. Atualmente é voluntária na Cruz Vermelha onde desenvolve diversas ações de saúde.

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