A dor na penetração impede-a de ter uma vida sexual feliz?

Cerca de 34% das mulheres portuguesas apresentam desconforto/dor na relação sexual. Vamos compreender quais as causas da dor na penetração e como resolver!

A dor na penetração impede-a de ter uma vida sexual feliz?
A dor pode ser um impedimento para uma vida sexual ativa e sadia.

Sentir dor na penetração condiciona a vida sexual de muitas mulheres. Em alguns casos, o sofrimento físico pode ser tal que as mulheres não se sentem capazes de ter relações sexuais. Felizmente há solução!

Dor na penetração


vaginismo e dor

Na origem da dor na penetração podem estar problemas de várias ordens: causas orgânicas, psicológicas e socioculturais. Em muitos dos casos, podem inclusive estar presentes causas mistas.

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A maior parte dos casos de dor na penetração deve-se à presença de infeções. A dor surge, então, associada a vulvovaginites, a irritação clitoriana, a lesões e a herpes. Por outro lado, a secura vaginal é outra potencial responsável pelo desconforto ou dor no ato sexual. Esta secura pode ser devida a diversos fatores, nomeadamente a uma higiene íntima demasiado agressiva ou à entrada na menopausa.

A dor durante o ato sexual pode ser de vários tipos:

a – Dispareunia: dor persistente e recorrente associada ao coito. Deve-se, na maior parte das vezes, a infeções ou a secura vaginal;

b – Vaginismo: espasmo involuntário da musculatura do terço exterior da vagina que interfere na penetração. Pode dever-se a um trauma/medo.

c – Dor sexual não coital: dor genital constante induzida por estimulação sexual não coital. Tanto pode ser originada por razões físicas como psicológicas.

Perturbação de dor genitopélvica/penetração


Por detrás da dor na penetração pode estar esta perturbação que se caracteriza pela presença de dificuldades persistentes e recorrentes numa ou mais das seguintes situações:

1 – Penetração vaginal durante a relação sexual;

2 – Dor vulvovaginal ou pélvica intensa durante a relação sexual ou tentativas de penetração vaginal;

3 – Medo ou ansiedade marcados acerca de dor vulvovaginal ou pélvica em antecipação, durante ou como resultado de penetração vaginal;

4 – Tensão e compressão marcados dos músculos do pavimento pélvico durante a tentativa de penetração vaginal.

Estes sintomas persistem por um período mínimo de aproximadamente 6 meses e provoca mal-estar clinicamente significativo.

Para este diagnóstico ser atribuído, a disfunção sexual não pode ser devida a perturbação mental não sexual ou consequência de dificuldades relacionais graves, bem como não pode ser devida aos efeitos se determinada substância ou medicamento ou outra condição médica.

A perturbação de dor genitopélvica/penetração pode ser caracterizada de diferentes formas:

  • Ao longo da vida (esteve presente desde que a mulher se tornou sexualmente ativa) ou adquirida (iniciou após um período de função sexual relativamente normal);
  • Ligeira (provoca mal-estar ligeiro), moderada (mal-estar moderado devido aos sintomas) ou grave (evidência de mal-estar grave ou extremo).

Quando as mulheres sentem dor na penetração de forma persistente, interferindo no seu bem-estar e na sua felicidade, pode estar presente uma disfunção sexual. Perante esta suspeita, as mulheres devem conversar com o médico que as acompanha e pedir ajuda.

Diagnóstico e tratamento da dor na penetração


tratamento dor na penetracao

Antes de iniciar o tratamento é determinante procurar ajuda para fazer o diagnóstico correto. É essencial despistar outro tipo de situações, como uma eventual malformação, daí que perante a presença de dor na penetração a mulher deva procurar a ajuda do médico ginecologista que a acompanha.

Dependendo do diagnóstico existem inúmeras modalidades de tratamento disponíveis, nomeadamente: terapia sexual; terapia cognitivo-comportamental; relaxamento; exercícios respiratórios; fisioterapia.

De forma geral, as mulheres demoram demasiado tempo a pedir ajuda. Felizmente, as disfunções da dor têm tratamento e este tratamento pode garantir à mulher uma vida sexual e conjugal mais feliz e satisfatória.

Para além disso, mediante a presença de dor na penetração há algumas dicas que podem ser úteis:

  • Utilizar lubrificantes: determinados cremes vaginais poderão ser úteis;
  • Determinadas posições sexuais podem conferir à mulher um maior controlo sobre a penetração e o movimento;
  • A estimulação vaginal suave pode ser útil, sendo sempre a mulher quem controla a sua intensidade e profundidade;
  • Os dilatadores vaginais também podem ser úteis.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!